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    Início » Por que polícia do Rio ainda não divulgou lista de mortos e presos na operação contra o CV
    Brasil

    Por que polícia do Rio ainda não divulgou lista de mortos e presos na operação contra o CV

    31 de outubro de 2025
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    Uma mulher com a mão sobre um corpo coberto com um lençol e enfileirado ao lado de dezenas de outros corpos cobertos.

    Crédito, Ricardo Moraes/Reuters

    Legenda da foto, Corpos estariam com marcas de tortura, segundo defensora pública
    Article Information

      • Author, Jamille Ribeiro
      • Role, Do Rio de Janeiro para a BBC News Brasil
    • 30 outubro 2025

      Atualizado Há 7 horas

    As autoridades do Rio de Janeiro não divulgaram, até o momento, os nomes de 117 mortos e dos 113 detidos na megaoperação contra o Comando Vermelho, a ação policial mais letal da história do Brasil.

    Oficialmente, os únicos nomes divulgados foram os dos quatro policiais que morreram na operação:

    • Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, comissário da 53ª DP (Mesquita);
    • Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);
    • Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos, 3º sargento do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope);
    • Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos, 3º sargento do Bope.

    “Meu filho era amor, meu filho era sorriso. Os bandidos encurralaram ele, assim como o delegado. Aquele infeliz do [governador do Rio] Cláudio Castro sabia que os policiais não tinham condição de encarar o CV. Meu filho só tinha 40 dias de corporação”, lamentou a mãe de Rodrigo, Débora Velloso Cabral, no enterro do policial na quarta-feira, segundo o registro do jornal O Globo.

    A operação provocou críticas de movimentos de direitos humanos, que classificam a ação no Rio como uma chacina e questionam sua eficácia como política de segurança.

    O grande número de mortos também foi criticado pelo Alto Comissariado dos Direitos Humanos das Nações Unidas, que se disse “horrorizado” com a operação nas favelas.

    Na madrugada de terça para quarta-feira, moradores do Complexo da Penha levaram dezenas de corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais da região.

    Os corpos foram retirados, em sua maioria, da mata, uma região conhecida como Pedreira, área de floresta no Complexo da Penha, e fizeram dobrar o total de mortos da operação até então.

    Ali, familiares iniciaram o reconhecimento de alguns corpos.

    Isabela Nascimento foi uma dessas pessoas. Madrinha de Jonatha Barreto da Silva, de 18 anos, ela afirmou ter ficado espantada com o estado em que encontrou o afilhado na Praça São Lucas.

    “O meu afilhado não vai poder ter velório, vai ser caixão fechado por causa do estado dele”, disse ela à BBC News Brasil, em frente ao Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Rio, na quarta-feira (29/10), onde ela e outros parentes aguardavam chamados para identificação e liberação dos corpos.

    “Ele é do Pará, veio para cá pequeno. A mãe dele é presidiária e ele não conhecia o pai”, contou, explicando porque se considerava responsável por encontrá-lo e por enviar o corpo de volta ao Estado de origem do rapaz.

    Além de Isabela, a BBC News Brasil conversou com outros seis familiares de pessoas que morreram durante a operação, constituindo uma lista de 7 nomes:

    • Jonatha Barreto da Silva, de 18 anos
    • Fabian Alves Martins, de 22 anos
    • Luiz Carlos de Jesus Andrade, de 23 anos
    • Alessandro Alves da Silva, de 19 anos
    • Juan Souza Maciel, de 20 anos
    • Márcio da Silva de Jesus, 22 anos
    • Aleilson da Cunha, 26 anos

    Questionadas, a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Civil do Rio de Janeiro não responderam, até o fechamento desta reportagem, por que as identidades dos mortos nem dos presos ainda não foram reveladas, nem mesmo parcialmente. A Polícia Militar direcionou a demanda à Polícia Civil.

    Segundo a assessoria da polícia, até o momento, cerca de 100 corpos já passaram por exame de necrópsia e parte deles foi liberada para a retirada pelas famílias.

    Em entrevista coletiva de imprensa, Felipe Curi, secretário de Polícia Civil, disse que espera que o trabalho seja concluído até o fim da semana.

    Na porta do IML na quarta-feira, Marcela Alves Martins, de 25 anos, contou que veio com os pais do Espírito Santo para liberar o corpo do irmão, Fabian Alves Martins, de 22 anos.

    “A gente pediu tanto para ele sair dali e ir para casa”, disse ela.

    Eduardo Brasil, amigo de Fabian que trabalhava com ele em forros de PVC em Cachoeira de Itapemirim (ES), acompanhou a família do amigo até o Rio de Janeiro.

    “Ele disse que veio para tentar mudar de vida, conseguir buscar novas oportunidades. E acabou acontecendo isso”, diz

    De acordo com balanço oficial, além dos mortos, 113 pessoas foram presas, sendo que 33 de outros Estados.

    Assim como Fabian e Jonatha, Luiz Carlos de Jesus Andrade, de 23 anos, também não era do Rio de Janeiro.

    Maria Clara, de 17 anos, mãe do filho de dois anos de Luiz Carlos, disse que eles eram da Bahia e que ele não era envolvido com o crime.

    “Ele trabalhava lá na Penha de mototáxi, não era envolvido com nada disso. Se levassem preso, até por ele não ter feito nada, a Justiça ia ver que ele era inocente. Mas não, preferiram matar porque não tem volta”, disse.

    Maria Clara afirmou que Luiz Carlos enviou mensagens para ela entre as 8h e 10h da terça-feira (28/10), pedindo ajuda para não morrer.

    “Ele mandou o áudio falando ‘eu vou morrer, eu vou morrer. A gente está encurralado, não consegue sair’.”

    Da mesma forma, Aline Alves da Silva, de 20 anos, contou que seu irmão, Alessandro Alves da Silva, de 19 anos, enviou um áudio pedindo ajuda.

    “[Mandou áudio] pedindo pra ir socorrer ele. Ele estava no meio do tiroteio. Mandou para minha mãe, mandou para a ex-mulher dele, mandou para minha irmã. E elas tentaram ir lá, todo mundo. Eu tentei também”, diz.

    Funcionários da Prefeitura lavam uma rua na favela da Penha no Rio de Janeiro.

    Crédito, Ricardo Moraes/Reuters

    O Ministério Público Federal pediu, na terça-feira, ao IML do Rio de Janeiro acesso em até 48 horas a todos os dados da perícia dos corpos das vítimas da megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro. Entre outros detalhes, o MPF quer saber de que distância foram feitos disparos, por exemplo.

    Nesta quinta, a Defensoria Pública da União (DPU) protocolou medida cautelar pedindo autorização para acompanhar perícias técnicas dos corpos. A solicitação foi feita no âmbito da ADPF 635 — conhecida como “ADPF das Favelas” — que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e regula as operações policiais para reduzir a letalidade.

    “Infelizmente alguns [corpos] que vi enfileirados aguardando remoção apresentavam marcas [de tortura]”, disse à BBC News Brasil Fabiana da Silva, da ouvidoria da Defensoria Pública do Rio de Janeiro.

    Parte dos corpos foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, que fica na Penha. Foi lá que Mariana Chaves, ex-companheira de Juan Souza Maciel, de 20 anos, reconheceu o corpo do ex-marido no hospital e que, além da perda, foi alvo de constrangimento.

    “Eu entrei no hospital para reconhecer o corpo dele, e os próprios policiais riram da nossa cara. Isso é desumano, não entra na minha cabeça. Independentemente da vida que ele levam, são seres humanos”, afirmou.

    Fabiana da Silva diz que a Defensoria também tomou conhecimento dessa informação, por meio de familiares. Um documento foi produzido por ela com relatos de moradores, e enviado para o núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública e outros organismos do poder público e organizações da sociedade civil.

    ‘Era o nosso filho, meu e dela. Ela pariu e eu criei’

    “Ela cuidou dele desde quando tava na minha barriga”, disse Rosiane Costa da Silva, na porta do IML, se referindo à dona Selma, tia-avó de Márcio da Silva de Jesus, 22 anos, também morto na operação.

    Elas foram reconhecer o corpo do rapaz. “Era o nosso filho, meu e dela. Ela pariu e eu criei”, disse Selma, que é tia-avó de Márcio e entrou na mata atrás do corpo do rapaz.

    Já Joyce, esposa de Aleilson da Cunha, 26 anos, lamentava sobre a filha de seis anos do casal já ter tomado conhecimento de que o pai morreu.

    “Eu tentei negar, mas ela disse: mamãe para de mentir, eu sei, já sei que meu papai morreu. Como que eu vou falar que não?”, contou.

    O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) pediram na terça-feira explicações do governador do Rio de Janeiro sobre a operação policial, considerando, entre outros pontos, sua alta letalidade.

    Os órgãos pediram que o governo de Cláudio Castro demonstre se não havia “meio menos gravoso” — ou seja, menos violento — de atingir seus objetivos na segurança pública.

    Até o momento, não há inquérito instaurado para investigar possíveis abusos cometidos por policiais. O Ministério Público do Rio de Janeiro está fazendo uma “investigação independente” dos fatos relacionados à operação.

    Na quarta-feira, o delegado Felipe Curi afirmou que a Polícia Civil está instaurando inquérito para investigar moradores da Penha por fraude processual, pois, segundo ele, teriam tirado a roupa de combate de alguns dos corpos levados à Praça São Lucas.



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