Em 1977, a artista plástica Fabiana de Barros vasculhava negativos de fotografias de seu pai, o fotógrafo, pintor e designer paulista Geraldo de Barros, quando reencontrou a série Fotoformas, produzida por ele entre 1948 e 1950. De caráter experimental e vanguardista, as imagens eram compostas de múltiplas exposições de imagens no negativo, fusões e sobreposições de formas e luzes, além de desenhos feitos sobre o negativo com ponta-seca, bico de pena e nanquim. As Fotoformas haviam sido expostas em 1951 no Museu de Arte de São Paulo (Masp), mas em seguida caíram num limbo de esquecimento.

Após a redescoberta, iniciou-se a recuperação dos negativos. Em 1993, parte das Fotoformas restauradas foi exibida no Musée de l’Elysée, na Suíça, na exposição Geraldo de Barros: pintor e fotógrafo. Na época, o artista enfrentava os desafios das limitações físicas decorrentes de mais de uma isquemia cerebral que paralisara parte de seu corpo. Mas o interesse renovado por sua obra o animou a retomar os trabalhos com fotografia. Em 1996, aos 73 anos, Geraldo de Barros iniciou a produção de uma nova série de imagens, a partir de fotos que fizera ao longo da vida durante as férias em Campos do Jordão, no interior paulista, na Argentina e na Europa, com sua mulher, Electra, e as filhas Fabiana e a também artista plástica Lenora de Barros. Chamou a nova série de Sobras.

Para realizar a série, Geraldo de Barros recortou os negativos das fotos das férias (em cores e em preto e branco) e os montou e sobrepôs em placas de vidro – como numa colagem. O trabalho contou com a ajuda da fotógrafa Ana Moraes, que trabalhou como assistente do artista. A partir dessas bricolagens, foram feitas no mesmo ano em São Paulo cópias fotográficas ampliadas das placas de vidro com as imagens, sob os cuidados do fotógrafo e laboratorista Marcos Ribeiro. Não foi um trabalho fácil. “Foi complicado conseguir imprimir a cor preta bem preta. Perdia-se o contraste do preto e branco, devido à sobreposição dos negativos, mas também o das cores”, explicou à piauí o diretor de cinema Michel Favre, casado com Fabiana de Barros e, junto dela, curador do Acervo Geraldo de Barros, sediado em Genebra, onde vive o casal. 

Além disso, como observa Favre, os negativos das fotos de férias não tinham a mesma idade: “Na mesma placa de vidro, havia um de 1949 ao lado de outro de 1984, e obviamente eles envelheceram de forma diferente.” Fabiana acrescenta que os negativos pareciam “vivos”, pois mudavam de posição sutilmente, em razão dos movimentos da fita adesiva com que foram colados – movimentos provocados pelo calor e a manipulação das peças de vidro.

Em setembro de 1996, Geraldo de Barros foi a Genebra para uma exposição individual e entregou à filha uma maleta. Eram 249 placas de vidro da série Sobras. O material estava embrulhado em papel-jornal.

Até hoje, apenas 110 dessas placas de vidro com os negativos das fotos de férias foram exibidas ao público, mas nunca juntas. “É uma obra para ser inteira, mas jamais foi mostrada inteira”, diz Fabiana. Um catálogo do artista publicado pela editora Prestel, de Munique, apresentou 66 imagens e outras 11 apareceram no filme Geraldo de Barros: Sobras em obras, de Favre, lançado em 1999. Em 2016, a editora francesa Chose Commune reuniu 61 imagens em um livro intitulado Sobras (não publicado no Brasil). No ano seguinte, a obra ganhou o Prêmio Nadar, concedido ao melhor livro de fotografia publicado na França.

Apenas no ano passado, as 249 placas de vidro foram copiadas para papel fotográfico pelo Instituto Moreira Salles (IMS), que adquiriu os 326 negativos das Fotoformas em 2014 (325 adquiridos pelo instituto em 2014 e um recebido em comodato) e passou agora a preservar, em regime de comodato, as placas de vidro das Sobras

Algumas das Sobras inéditas foram reunidas no portfólio que a piauí publica abaixo. “São as mais brutalistas e radicais”, afirma Fabiana de Barros. 


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles


Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 – 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles – 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles

O coordenador de fotografia do IMS, Sergio Burgi, disse à piauí que a aquisição da série Fotoformas pelo instituto “representa a possibilidade de estudo, pesquisa, preservação e difusão dos processos de trabalho e criação” da obra de Geraldo de Barros. Ele explica que essa obra “expandiu e transcendeu os limites da linguagem fotográfica em sua época, abrindo espaço para novas práticas e experimentações que marcariam o campo da fotografia no Brasil e no exterior nas décadas seguintes”. Burgi ressalta que a série Sobras expande, transfigura e inova os processos de intervenção utilizados por Geraldo de Barros nas Fotoformas. “As duas séries promovem uma aproximação radical da fotografia com as artes plásticas e visuais contemporâneas”, diz ele.

Um dos principais pesquisadores da fotografia no país, o professor Rubens Fernandes Junior foi uma das primeiras pessoas a ver as Sobras, fora do âmbito familiar, numa manhã de março de 1996. “Fiquei atônito diante daquelas imagens”, ele conta à piauí. “Elas tentavam recompor os milhares de fios que teceram a trajetória artística de Geraldo de Barros, expandiam as fronteiras da fotografia e traziam o que há de mais radical no fazer fotográfico: o ato de construção, desconstrução, reconstrução da imagem com a finalidade de inventar e perturbar.” 

As Fotoformas são uma das primeiras manifestações da modernidade fotográfica no país. Mostram flagrantes do cotidiano (objetos domésticos e fachadas de casas, janelas e estruturas de prédios), em composições que mimetizam a abstração e a geometria. As Sobras reciclam os registros de viagens de família em imagens enigmáticas, feitas com ousada e desabusada manipulação. 

Fabiana de Barros conta que testemunhou, na criação das Sobras, algo raro em seu pai. “Pela primeira vez, a urgência fez parte de seu processo criativo”, diz ela. Com o agravamento do estado de saúde, Geraldo de Barros fez da série uma espécie de testemunho artístico final. “O que é bonito nas Sobras é que, com dificuldade para fazer tudo sozinho, ele, com um esforço enorme, conseguiu dizer: ‘Abre aquela gaveta, tem coisa nova ali’”, afirma Favre. “Dentro de sua solidão, ele descobriu que tinha um trabalho para mostrar. As Sobras são a bandeira da brutalidade que enfrentava com sua doença e também de sua bravura.” Geraldo de Barros morreu em 17 de abril de 1998, aos 75 anos.

A série se encaixa perfeitamente no que o filósofo Theodor Adorno chamou de “estilo tardio” (conceito depois desenvolvido pelo escritor Edward Said). Ou seja, obras que são realizadas na última fase da vida de um artista, quando ele se permite os lances mais radicais e inesperados. É mesmo o caso das Sobras, em que Geraldo de Barros dá vida nova a negativos perdidos no tempo, numa visada que estende os parâmetros da fotografia. “São como ruínas de imagens, mas é uma obra extremamente atual, nesse mundo de rupturas e de ruínas, como as de Gaza”, comenta Fabiana. Para Fernandes Junior, nas Sobras, Geraldo de Barros “usou sua impossibilidade motora para criar uma das mais contundentes séries no contexto das artes visuais do país”.

Geraldo de Barros sempre puxou a sua arte para além dos limites dos meios em que atuou. Seu nome é incontornável na história da arte brasileira pela originalidade e a singularidade das obras específicas nessas três áreas – fotografia, pintura, design – e pela construção de um modo visionário e orgânico com que articulou a interface dessas disciplinas. 

Ele nasceu em 27 de fevereiro de 1923, em Chavantes, no interior de São Paulo. Sete anos depois, sua família se mudou para a capital paulista, onde ele se formou em administração e finanças. O interesse pela arte, entretanto, se impôs, e o jovem se enveredou pela pintura e a gravura antes de descobrir a fotografia, o que aconteceu em 1947, quando comprou a primeira câmera. 

No ano seguinte, participou da criação do Grupo XV, com os artistas Yoshiya Takaoka e Athayde de Barros. Na época, os dois Barros – Geraldo e Athayde, que não tinham parentesco – decidiram cavar um dinheiro com retratos de times de futebol de várzea. Na primeira tentativa, descobriram que as imagens revelavam as genitálias dos jogadores, e passaram a madrugada retocando as imagens.

Em 1949, Geraldo ingressou no Foto Cine Clube Bandeirante – misto de escola e laboratório que reunia amadores e amantes da fotografia como arte. Acabou escandalizando o coro careta do clube com suas experimentações, como sobrepor o filme dentro da câmera (fotografar uma vez e voltar o filme para bater outra foto sobre a anterior), além de riscar e recortar o negativo. Foi taxado de louco. 

Dois anos depois, viajou para Paris com uma bolsa de estudos do governo francês, a fim de estudar artes. Ao retornar ao Brasil em 1952, iniciou a série de decisivas participações em alguns principais grupos de vanguarda artística do pós-guerra no país. Foi um dos fundadores do Grupo Ruptura – ao lado de Waldemar Cordeiro, Lothar Charoux e outros –, que postulava uma “renovação dos valores essenciais da arte visual (espaço-tempo, movimento e matéria)”, como consta do manifesto divulgado em 1952. Quatro anos depois, participou da Primeira Exposição Nacional de Arte Concreta, no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo. De 1966 a 1967, com Nelson Leirner e Wesley Duke Lee, dirigiu o Grupo Rex e a Rex Gallery & Sons, anárquica cooperativa que postulava fazer uma “anti-arte”. 

No início dos anos 1950, seu trabalho chamou a atenção do fundador da Bienal de São Paulo, Ciccillo Matarazzo, que convidou Geraldo de Barros para fotografar a Capela do Cristo Operário (a mesma onde o artista tinha se casado em 1952 com Electra). Construída pelo frei dominicano João Baptista Pereira dos Santos, em São Paulo, a capela é ornada com vitrais de Alfredo Volpi, altares de Bruno Giorgi e jardins de Roberto Burle Marx. O artista se aproximou do frei, e juntos eles criaram, em 1954, a Unilabor, cooperativa de operários para a construção de móveis de baixo custo, mas que seguiam as inovações do design moderno brasileiro. Geraldo enveredou-se então, com sucesso, pelo trabalho de designer de móveis, ao qual deixou valiosa contribuição.

Seus trabalhos em arte (no Brasil sob os cuidados da Galeria Luciana Brito) hoje fazem parte do acervo de várias instituições pelo mundo, como o Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris, o Centro Português de Fotografia, no Porto, a Tate Modern, em Londres, o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, o Instituto de Arte de Chicago e o Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires (Malba).

Em 1947, quando tinha 24 anos, Geraldo de Barros escreveu um Tratado da Fotografia para apresentar seus trabalhos ao então diretor do Museu de Arte de São Paulo (Masp), Pietro Maria Bardi. Apenas em 1978 decidiu publicar o texto no catálogo da Primeira Mostra da Fotografia Latinoamericana contemporânea, realizada no Museu de Arte Moderna da Cidade do México. 

O ensaio explica seu objetivo com a fotografia, que pouco tem a ver com o registro direto da realidade. “Para mim a Fotografia é um processo de Gravura”, ele escreve. “Acredito, também, que é no ‘erro’, na exploração e domínio do ‘acaso’, que reside a Criação em Fotografia. Sempre me preocupei em ter a técnica apenas o suficiente para as necessidades de expressão, sem me deixar levar a altos virtuosismos técnicos e a sofisticadíssimos aparelhos.” E conclui: “Acredito, enfim, que o culto da perfeição técnica levou a uma pobreza de resultados, de imaginação e de criatividade, negativas para a Arte Fotográfica.”





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