Close Menu
Nordeste InformaNordeste Informa
    Mais lidas

    Vaticano atualiza sobre a saúde do Papa Francisco: boa noite de sono em meio a situação crítica

    O escândalo envolvendo cassinos que pode derrubar primeiro-ministro de Portugal

    Delcy Rodríguez, a poderosa sucessor de Maduro na Venezuela que os EUA esperam que tome ‘decisões corretas’

    1 2 3 … 264 Next
    Instagram YouTube
    Nordeste InformaNordeste Informa
    Instagram YouTube
    • Brasil
    • Política
    • Esportes
    • Empregos
    • Cultura
    • Vídeos
    • Concursos Públicos
    • Educação
    • Tecnologia
    • Turismo
    Nordeste InformaNordeste Informa
    Início » Ministérios repudiam absolvição de condenado por estupro de vulnerável em Minas Gerais.
    Bahia

    Ministérios repudiam absolvição de condenado por estupro de vulnerável em Minas Gerais.

    23 de fevereiro de 2026
    WhatsApp Facebook Email LinkedIn Twitter Pinterest
    Share
    WhatsApp Facebook LinkedIn Email Twitter Pinterest Telegram Copy Link


    Uma decisão da 9ª Câmara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) provocou forte reação institucional e reacendeu o debate sobre a proteção integral de crianças e adolescentes no país. Em nota conjunta, os Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e o Ministério das Mulheres condenaram a absolvição, por maioria de votos, de um homem de 35 anos que havia sido condenado pelo estupro de uma menina de 12 anos. O caso ocorreu em Indianópolis, no Triângulo Mineiro, onde o acusado vivia com a vítima sob a alegação de uma relação conjugal.

    Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o homem deixou o sistema prisional em 13 de fevereiro, após a expedição de alvará de soltura pela Justiça mineira. A decisão judicial, no entanto, foi duramente criticada por autoridades federais, que destacaram a incompatibilidade do entendimento adotado com o arcabouço legal brasileiro e compromissos internacionais assumidos pelo país.

    O Código Penal brasileiro é explícito ao tipificar como estupro de vulnerável a conjunção carnal ou qualquer outro ato libidinoso praticado com menor de 14 anos, independentemente de consentimento. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é pacífica ao afirmar que eventual experiência sexual prévia da vítima, suposta anuência familiar ou a existência de relacionamento afetivo não afastam a caracterização do crime.

    Na avaliação dos ministérios, o Brasil adota o princípio da proteção integral de crianças e adolescentes, consagrado na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Quando a família falha em assegurar essa proteção  especialmente em situações de violência sexual , cabe ao Estado e à sociedade, incluindo os três Poderes, garantir os direitos da criança. Não é admissível que a autodeclaração de vínculo conjugal ou a anuência familiar sejam utilizadas para relativizar violações graves”, destaca a nota.

    As pastas também reforçaram o repúdio do Estado brasileiro ao casamento infantil, prática considerada uma grave violação de direitos humanos e um fator de aprofundamento das desigualdades de gênero, raça e classe. Dados oficiais apontam que, em 2022, mais de 34 mil crianças entre 10 e 14 anos viviam em uniões conjugais no Brasil, majoritariamente meninas, pretas ou pardas, concentradas em regiões historicamente mais vulnerabilizadas.

    O posicionamento oficial lembra ainda que o país assumiu compromissos internacionais para erradicar o casamento infantil, incluindo recomendações recentes do Comitê da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (Cedaw), que orientam a fixação da idade mínima para o casamento em 18 anos, sem exceções. “Decisões judiciais devem estar alinhadas a esse marco normativo, assegurando que nenhuma interpretação fragilize a proteção integral de crianças e adolescentes”, conclui o documento.

    A repercussão do caso chegou ao Congresso Nacional. A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) apresentou denúncia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que abriu investigação para apurar a conduta e os fundamentos da decisão proferida pelo TJMG.

    Em posicionamento próprio, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que adotará as providências processuais cabíveis. O órgão ressaltou que o ordenamento jurídico e a jurisprudência consolidada do STJ estabelecem presunção absoluta de vulnerabilidade para crianças e adolescentes com menos de 14 anos, diretriz destinada a resguardar o desenvolvimento saudável e a dignidade sexual desse público, considerados bens jurídicos indisponíveis.

    Já a Defensoria Pública de Minas Gerais, responsável pelo recurso contra a condenação de primeira instância, afirmou que atuou no estrito cumprimento de seus deveres constitucionais, garantindo o direito à ampla defesa do réu.

    O caso segue sob análise de diferentes instâncias e mantém aceso o debate sobre a necessidade de decisões judiciais alinhadas à legislação, à proteção dos direitos humanos e à prioridade absoluta conferida às crianças e adolescentes no Brasil.



    Notícia publicada originalmente por Luciana
    em nome do autor LUCIANA NOVAIS.

    Acesse a matéria completa

    Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter LinkedIn Email Pinterest
    AnteriorEm dias de emoções à flor da pele, veja rituais para preservar sua energia
    Próximo último dia de inscrição. Não fique de fora!

    Notícias Relacionadas

    Viagem de Luiz Inácio Lula da Silva à Alemanha expõe gastos de R$812 mil com hotel de luxo em Hanover.

    22 de abril de 2026

    Papa Leão XIV participa da Via-Sacra no Coliseu e protagoniza gesto de profunda reverência no Vaticano.

    4 de abril de 2026

    Chapa completa da oposição será anunciada até a próxima semana, diz ACM Neto.

    23 de março de 2026

    O Flamengo embala a quarta vitória seguida, goleia Remo no Maracanã e sobe ao G4 do Brasileirão.

    20 de março de 2026

    O Ministério Público Eleitoral dá parecer favorável à federação entre União Brasil e Progressistas; decisão final caberá ao TSE.

    12 de março de 2026

    O ministro Cristiano Zanin é sorteado relator de ação no STF que pede criação de CPI para investigar relação entre Banco Master e BRB.

    12 de março de 2026
    Mais lidas

    Gaza: por que desafio da reconstrução é ‘pior do que começar do zero’

    Nordeste faz a festa e brilha no Festival de Cannes

    Estados do Nordeste são palco de espetáculo no céu

    João convoca deputados governistas para reunião nesta quarta

    Número de matrículas na EJA cai 37% nos últimos dez anos, na Paraíba

    Demo

    O Jornal Digital do Nordeste Brasileiro.
    Compromisso com a Realidade dos Fatos.

    Conecte-se conosco:

    Instagram YouTube
    Notícias em Alta

    Ciro e Cid Gomes se reencontram durante evento familiar em Fortaleza

    22 de abril de 2026

    TURISMO NA PARAÍBA: CONHEÇA BARRA DE SÃO MIGUEL NO CARIRI – PODCAST NORDESTINO EXPEDIÇÃO

    22 de abril de 2026

    Evento de veículos 4×4 e ação solidária acontecem no Recife Outlet nos dias 25 e 26 de abril

    22 de abril de 2026
    Newsletter

    Inscrevas-se para atualiações

    Fique por dentro das últimas notícias e tendências em tempo real.

    Instagram YouTube
    • Quem Somos
    • Fale Conosco
    • Política de Privacidade
    • AVISO LEGAL
    © 2026 Nordeste Informa Portal de Notícias | Todos os Direitos Reservados.

    Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.