O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (23), um amplo reajuste nas alíquotas de importação que alcança cerca de 1.250 produtos. As novas taxas variam entre 7,2% e 25% e fazem parte de uma estratégia para fortalecer a indústria brasileira e mitigar desequilíbrios na balança comercial. Parte das tarifas já está em vigor desde o último dia 6, enquanto o restante passa a valer a partir de domingo (1º).

A decisão foi formalizada por meio de resolução do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), instância vinculada à política de comércio exterior. O pacote atinge principalmente bens industrializados, como eletrônicos, telefones celulares, máquinas, equipamentos e diversos itens de tecnologia, setores que concentram elevado volume de importações.

Em nota, o Ministério da Fazenda afirmou que a medida busca criar condições mais equilibradas de concorrência para fabricantes nacionais, além de reduzir a dependência externa em cadeias produtivas estratégicas. Segundo a pasta, o impacto inflacionário esperado é “baixo e defasado”, uma vez que parte dos produtos afetados não tem peso imediato no consumo das famílias ou pode ser substituída por produção interna.

Apesar do aumento generalizado, o governo estabeleceu exceções. Alguns itens terão cotas temporárias de isenção, como determinadas antenas utilizadas em redes de telefonia móvel. Também foram anunciadas reduções pontuais para medicamentos e insumos considerados estratégicos, com o objetivo de evitar prejuízos a áreas sensíveis, como saúde e infraestrutura.

Especialistas ouvidos pelo mercado avaliam que os efeitos da medida tendem a variar conforme o setor. Empresas que dependem fortemente de componentes importados podem enfrentar elevação de custos no curto prazo, o que pode acabar sendo repassado ao consumidor final. Por outro lado, segmentos com produção nacional consolidada podem ganhar competitividade, ampliando investimentos e geração de empregos.

A iniciativa reacende o debate sobre o equilíbrio entre proteção à indústria local e o risco de encarecimento de produtos. Enquanto o governo sustenta que o reajuste é necessário para fortalecer a economia doméstica, representantes do setor produtivo e do comércio acompanham com cautela a implementação das novas tarifas e seus reflexos no mercado interno nos próximos meses.



Notícia publicada originalmente por Luciana
em nome do autor LUCIANA NOVAIS.

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