Fórmula 1 pode mudar gestão de energia após GP da China (instagram/F1)

CHINA – O gerenciamento de energia na Fórmula 1 pode sofrer alterações após o GP da China, marcado para o domingo (15). A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) avalia possíveis ajustes no regulamento após críticas de pilotos e equipes sobre o funcionamento dos carros da nova geração.

Segundo Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da entidade, a federação possui algumas “cartas na manga” para melhorar o cenário, já que os carros atuais estão muito dependentes da carga das baterias.

De acordo com o site especializado The Race, a FIA reconhece que o uso da energia ainda não está no nível ideal, mas prefere aguardar mais dados antes de realizar mudanças.

— A posição unânime das equipes foi de que deveríamos manter as regras atuais pelas primeiras corridas, e rever o assunto quando tivermos um pouco mais de dados. A nossa intenção é rever a situação do gerenciamento de energia depois da China — afirmou Tombazis.

FIA pode anunciar mudanças antes do GP do Japão

Após a corrida em Xangai, a Fórmula 1 terá uma pausa de uma semana antes do GP do Japão, marcado para o dia 29, em Suzuka.

Esse intervalo pode permitir que a FIA avalie os dados das primeiras provas e anuncie possíveis ajustes no regulamento já para a etapa japonesa.

No entanto, Tombazis não revelou quais seriam as alternativas estudadas pela entidade.

Novo regulamento da Fórmula 1 aumentou importância da parte elétrica

A nova era técnica da Fórmula 1 em 2026 trouxe mudanças importantes nos carros, incluindo alterações aerodinâmicas e uma nova configuração de motores.

Agora, a parte elétrica representa cerca de 50% da potência total do carro, dividindo espaço com o motor à combustão.

Esse aumento da participação elétrica, porém, trouxe um efeito colateral: dificuldades na recuperação de energia durante as corridas.

A recarga da bateria normalmente acontece por meio de:

Frenagens do carro

Lift and coast (quando o piloto tira o pé do acelerador antes da frenagem)

Mesmo assim, essas técnicas não têm sido suficientes para manter a bateria em níveis ideais.

Corridas já mostram impacto do gerenciamento de energia

GP da Austrália de Fórmula 1 em 2026 (instagram/F1)

O impacto do gerenciamento de energia na Fórmula 1 ficou evidente no GP da Austrália, disputado no circuito de Albert Park.

A corrida registrou 120 ultrapassagens, muitas delas influenciadas diretamente pela diferença de carga das baterias entre os carros.

Outro efeito do novo regulamento apareceu nas largadas. Durante os testes de pré-temporada, vários pilotos demoraram a acelerar quando as luzes se apagaram.

Por causa disso, a FIA introduziu um novo procedimento no GP da Austrália, permitindo que os pilotos tenham cinco segundos extras para aumentar a rotação do motor antes da largada.

Problema também levanta preocupações de segurança

Outro problema relatado pelos pilotos é que a volta de apresentação não tem sido suficiente para carregar as baterias.

Alguns competidores iniciaram a corrida sem energia suficiente, incluindo o vencedor da prova australiana, George Russell, que perdeu posição na largada para Charles Leclerc antes de recuperar o posto.

A situação também gerou preocupações de segurança. No início da corrida, o argentino Franco Colapinto quase colidiu com o carro de Liam Lawson, que enfrentou dificuldades na largada.

O britânico Lando Norris também demonstrou preocupação com os riscos gerados pelo novo sistema, tanto nas largadas quanto ao longo das corridas.

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