O mês de maio foi marcado por contrastes extremos no clima do Nordeste brasileiro. Um levantamento do Climatempo revelou que, enquanto cidades litorâneas enfrentaram volumes expressivos de chuva, o interior nordestino segue sob influência de uma massa de ar seco que dificulta a formação de nuvens e mantém a umidade relativa do ar em níveis preocupantes.

As maiores chuvas ocorreram principalmente nos estados de Pernambuco, Paraíba e Bahia. Cidades como Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, ambas em Pernambuco, receberam mais de 590 mm de chuva no mês passado — números que ultrapassam até mesmo a média mensal de várias capitais brasileiras no verão. Veja na tabela os principais acumulados:

CidadeEstadoVolume de Chuva em Maio (mm)
Jaboatão dos GuararapesPE659,7
Cabo de Santo AgostinhoPE598,7
João PessoaPB588,0
Santa Cruz CabráliaBA517,6
TuriaçuMA321,3

Por que o Nordeste registra chuvas persistentes?

Esses números refletem a atuação de chuvas orográficas (causadas por relevo) e convectivas (associadas ao calor e umidade), comuns nos meses de transição entre o outono e o inverno. No litoral, os ventos úmidos vindos do oceano continuam alimentando nuvens carregadas que provocam chuvas persistentes, especialmente nas áreas entre o agreste e a zona da mata.

As chuvas estão atingindo com mais intensidade o litoral do Nordeste. foto reprodução camera clima ao vivo

Por outro lado, o interior do Nordeste segue sob domínio do tempo seco. Estados como Bahia, Piauí e Maranhão apresentam umidade relativa do ar inferior a 30% nos horários mais quentes do dia — um nível considerado crítico pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A situação é especialmente preocupante para grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias.

A previsão para os próximos dias mantém esse cenário de extremos. Enquanto o litoral deve continuar recebendo chuvas frequentes devido à atuação de sistemas típicos da estação, como ondas de leste e ventos marítimos, o interior nordestino deverá seguir sob calor intenso e baixa umidade, exigindo atenção redobrada à saúde da população.



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