A primeira janela de transferências da temporada confirmou a força financeira do futebol brasileiro. Ao todo, R$ 1,586 bilhão circularam no mercado da bola, valor distribuído na contratação de 157 jogadores, reforçando o quinto ano consecutivo em que a Série A ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão em investimentos. Apesar do volume expressivo, o cenário mostrou estratégias bem distintas entre os clubes: enquanto alguns abriram os cofres, outros optaram por gastar menos e contratar de forma mais pontual.
Dentro desse contexto, o Bahia apareceu na 13ª colocação entre os clubes que mais investiram na janela. O Tricolor desembolsou cerca de R$ 23,3 milhões, valor inferior ao de equipes como Vasco, Grêmio e Santos, mas que evidencia uma política clara de contenção de gastos e foco em reforços estratégicos.
Em um mercado liderado por clubes como Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro, que figuraram no topo do ranking de investimentos, a dupla BaVi seguiu um caminho diferente. A ordem foi contratar menos, gastar com cautela e priorizar jogadores considerados “cirúrgicos” para o elenco.
No caso do Bahia, apenas três atletas foram anunciados na janela. Chegaram o atacante Cristian Kike Oliveira, o lateral Román Gómez e o atacante Everaldo, que retorna ao clube em 2026. A diretoria apostou na qualidade e na adequação ao modelo de jogo, em vez do alto número de reforços.
Do outro lado da rivalidade, o Vitória também chamou atenção pelo contraste entre volume e investimento. O Rubro-Negro aplicou aproximadamente R$ 19,3 milhões, ocupando a 15ª posição no ranking geral de gastos, mesmo tendo contratado 12 jogadores, um dos maiores números entre os clubes da Série A.
Entre os reforços do Leão estão nomes experientes e jovens apostas, como o atacante Marinho, o volante Emmanuel Martínez, o zagueiro Luan Cândido e o atacante Diego Tarzia. A estratégia foi reforçar o elenco em quantidade, buscando opções para um calendário exigente.
O panorama da janela deixa claro que, no futebol brasileiro atual, gastar mais não é a única alternativa. Enquanto alguns clubes apostam em grandes cifras para montar elencos estrelados, outros como Bahia e Vitória preferem caminhos distintos, equilibrando as contas e apostando em escolhas pontuais. Resta saber, ao longo da temporada, qual modelo trará melhores resultados dentro de campo.
Notícia publicada originalmente por Luciana
em nome do autor LUCIANA NOVAIS.
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