Fotos: Cortesia
“Nesta segunda-feira (2), data simbólica dos 114 anos do Quebra de Xangô, a Coordenadoria de Direitos Humanos do TJAL entrega uma nota técnica ao Defensor Público-Geral do Estado, analisando a possibilidade de alteração de nomes de ruas e logradouros que homenageiam Fernandes Lima.”
“A justiça histórica vem, na maioria das vezes, bem tarde. Ainda pior do que tardar é quando ela nunca chega, ou quando não se reconhece a urgência de realizá-la o quanto antes,” concluiu o Desembargador Tutmés Airan.

Tutmés Airan recebeu o título honorífico do primeiro Obá de Xangô das Alagoas, um reconhecimento importante da religião de matriz africana. A iniciativa brilhante das alterações é um caminho de resgate ancestral. A retirada do nome da avenida Fernandes Lima é um passo significativo para a reparação histórica e o reconhecimento da dor e do sofrimento causados pelo Quebra de Xangô, um episódio violento de intolerância religiosa em Maceió, em 1912.
Fernandes Lima foi um dos responsáveis pelo ataque que destruiu mais de 150 terreiros e agrediu religiosos de matriz africana. É fundamental lembrar que a história não pode ser apagada, e sim, reconhecida e respeitada. O futuro também é ancestral.
Texto: Soso de Yemonjá.
Galeria de fotos

Notícia publicada originalmente por Portal de Alagoas
em nome do autor Redação.
Acesse a matéria completa

