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    Início » A iguana, ainda – Tribuna do Norte
    Rio Grande do Norte

    A iguana, ainda – Tribuna do Norte

    29 de janeiro de 2026
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    Vicente Serejo
    [email protected]

    Dois ou três leitores gostaram da iguana e sua altivez elegante. Um deles, pôs em dúvida que fosse iguana e disse ser um camaleão. Não, não é. Seria verde, a cauda mais longa, e o corpo de um jeito alongado, mais ágil e escorregadio. Os camaleões mudam de cor no seu mimetismo misterioso e encantador. Qualidade, aliás, bem comum em alguns políticos. Principalmente, aqueles dotados do efeito tapioca – esquentou, vira. E, depois dos fundos partidário e eleitoral, é mais negócio mudar.

    Um deles gostou, mas viu certa ironia. Um outro, apesar do elogio, viu nas brechas das linhas do texto um gosto velado de inveja. Para este, o cronista gostaria mesmo era de ser um pós-doctor, com esse travo charmoso na pronúncia. É difícil. Se nego, passo a sensação de que não sou capaz de assumir esse terrível defeito de alma que é a inveja. Se confirmo, caio no pecado da soberba levado pela petulância de assumir para desautorizar o crítico e a crítica, numa declarada falta de humildade.

    Isso de ter defeito é humano. Mais feio é negar. Como se as imperfeições não nos cobrissem também de um certo charme. Convenhamos: os muito certinhos são chatos. Há neles um abuso que embora muito comumente confundido com qualidade, negam às pessoas o melhor do ser humano que é ser incompleto, defeituoso, mal acabado, imperfeito. A perfeição grega, já adverte a melhor visão estética, é uma forma de imperfeição, uma idealização, algo belo e impossível, de tão maravilhoso.

    Depois, certamente faltou dizer na crônica da altivez que, se tocada de um certo e bem dosado pedantismo, é um toque de charme. Por que não? Aquele nariz levemente arrebitado de quem olha o mundo de algum lugar mais elevado e, de lá, às vezes, por descuido, curiosidade ou compaixão, deixa os olhos caírem no chão. É lá, ao rés do chão, que estamos todos nós, os viventes da vida besta e comum. Por menos que sejam nossas qualidades, somos assim, sem graça, sem beleza, sem charme.

    Quando olhei a iguana caminhando sem pressa, sem medo nenhum de ser flagrada na sua tão estranha beleza, fiquei pensando numa expressão do poeta Manuel Bandeira, aquele solteirão que amou demais sem precisar nunca exercer o mais humilde dos ofícios que é o de ser cônjuge, essa palavra que mais parece uma sentença de menosprezo. A iguana parecia caminhar sem medo vivendo aquela solidão serena, sem o destino de um só amor para sempre, e se o amor tem perigos imensos.

    Não contesto a nenhum dos poucos que se manifestaram. Melhor assim. Cada um tem o direito de olhar o mundo com seus próprios olhos. Pior é olhar a vida com olhos emprestados. A esses, nada salva. Nem a resignação. Às vezes, penso que o mais danado na vida de um cronista é precisar contar tudo que vai vendo, as coisas mais tolas, sob pena de faltar assunto para a crônica. Se tivesse deixado a iguana passar, na solidão anônima, e mesmo que a invejasse, teria sido melhor, talvez, não contar…

    PALCO

    GANGORRA – Será bom para o prefeito Allyson ter certeza ao desqualificar as investigações da Polícia Federal. Sem a segurança absoluta da inocência pode cavar um abismo sob seus próprios pés.

    ALIÁS – É um sinal de que a campanha de 2026 começou cedo. O espaço dado pela tevê Globo nos seus dois mais importantes noticiário é o sinal de que há forças ocultas. Aquelas de Jânio Quadros?

    SONHO I – Do advogado Ricardo Sobral, íntimo da palavra, feito no chão úmido dos verdes canaviais: “O homem une seu destino ao de uma mulher esperançoso de que não mude e ela muda”.

    SONHO II – “Já a mulher, por sua vez, tem a esperança de mudá-lo e ele não muda. O homem gosta de unir-se à mulher sem passado. A mulher a homem sem futuro”. E arremata, irônico: “Que coisa!”.

    FEITIÇO – Já está nas redes sociais, depois do apoio de Fernando Gabeira à passeata do deputado Nícolas Ferreira, afinal o feitiço vira, algumas vezes, contra o feiticeiro: “Que é isso, companheiro?”.

    AVISO – Na democracia, o que legitima uma candidatura é o voto. E há um só crivo na construção, acima de tendência, derrotada ou vitoriosa: vence quem tem mais votos legitimamente conquistados.

    POESIA – Do poeta Vinícius de Moraes, em carta para sua mãe, Lydia de Moraes, sobre o milagre existencial de se saber viver sozinho: “Poucas coisas fazem tanto bem, quanto a solidão sincera”.

    MOEDA – De Nino, o filósofo melancólico do Beco da Lama, enfezado com a banalidade da vida: “Os ingleses pensam que a moeda mais forte é a libra. Não é. O que compra até a alma é o fascínio”.

    CAMARIM

    DESTINOS – O senador Rogério Marinho, ao renunciar à candidatura a governador, constrói dois destinos como coordenador nacional da campanha de Flávio Bolsonaro a presidente da República, a partir da luta nas urnas: presidir o Senado Federal ou ser ministro de Estado. Forte e dupla estratégia.

    OLHO – Perguntava um prócer, entre um café e outro, lançando uma dúvida que pode não ser um plano, mas não é impossível: “E se o deputado Ezequiel Ferreira for candidato a senador e para o seu lugar, na Assembleia Legislativa, lançar sua irmã, a advogada Milena Ferreira? Seria impossível?”.

    PERIGO – Os mais experientes sabem e de saber sabido: o maior perigo em eleição proporcional é a Nominata para eleger ou deseleger. Quem errar na escolha do partido pode sair derrotado nas urnas, mesmo sendo mais votado do que alguns dos concorrentes. A Nominata é o novo monstro das urnas.

    Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.



    Notícia publicada originalmente por Tribuna do Norte
    em nome do autor Redação Tribuna do Norte.

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