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    Piauí

    Mary tinha esquizofrenia – e de repente não tinha mais

    21 de novembro de 2025
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    Há décadas os cientistas buscam – em vão – um marcador biológico que confirme se alguém sofre de esquizofrenia. No ano passado, em um artigo publicado na Schizophrenia Research, dezessete especialistas concluíram que a esquizofrenia não é definida por uma única etiologia, nem um único sintoma, tampouco um único mecanismo biológico.

    Talvez a ruptura mais marcante com a noção de que a esquizofrenia é um conceito monolítico tenha começado em 2007. Nessa ocasião, Josep Dalmau, neurologista da Universidade Autônoma de Barcelona, começou a publicar com colegas artigos descrevendo pacientes jovens com delírios e mudanças súbitas de comportamento, como agitação e risadinhas impróprias. Dentro de poucos dias ou semanas, esses pacientes pioravam, apresentando convulsões, perda de consciência ou dificuldade para respirar.

    Dalmau descobriu que eles tinham uma forma de encefalite, uma inflamação cerebral. O sistema imunológico dos pacientes havia identificado erroneamente o receptor NMDA – uma proteína no cérebro que afeta o humor e a memória – como um corpo estranho, e então produzia anticorpos para atacá-lo. Quando esses jovens foram tratados com imunoterapia, a maioria se recuperou plenamente, alguns deles em menos de um mês.

    Thomas Pollak, neuropsiquiatra do King’s College London e do Hospital Maudsley, disse que tratar pacientes com essa doença foi a um só tempo “revelador” e “perturbador”. Ele explicou a razão: “Alguns deles se pareciam exatamente com os pacientes que eu via na ala psiquiátrica. Era muito estranho ver que um caminho totalmente diferente podia levar ao mesmo quadro.” A doença desses jovens pacientes, que recebeu o nome de encefalite antirreceptor NMDA, em geral ataca pessoas na faixa dos 20 e poucos anos, tal como a esquizofrenia.

    Na sua autobiografia intitulada Insana: meu mês de loucura, publicada em 2012, a jornalista Susannah Cahalan, a 217º paciente no mundo a ser diagnosticada com encefalite antirreceptor NMDA, conta que passou um mês oscilando entre a agressividade paranoide e a euforia, mas era tratada por alguns médicos como se fosse apenas uma paciente psiquiátrica difícil. Ela escreve: “Se um dos melhores hospitais do mundo demorou tanto para chegar a esse diagnóstico, quantas pessoas estão sem tratamento, diagnosticadas com uma doença mental, ou condenadas a passar o resto da vida numa casa de repouso ou ala psiquiátrica?”

    Desde a descoberta de Dalmau, os cientistas já identificaram mais de vinte novos anticorpos associados a sintomas psiquiátricos. Em 2020, um artigo feito por 28 autores e publicado na revista The Lancet Psychiatry propôs uma nova categoria de doença, chamada “psicose autoimune” – uma forma mais branda ou incompleta de encefalite, que se manifesta apenas por sintomas psiquiátricos.

    Christopher Bartley, que investiga o papel da disfunção imunológica nas doenças mentais, no Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, acredita que os vinte anticorpos conhecidos até agora podem ser apenas “uma gota d’água no oceano”. Segundo ele, há inúmeros alvos no cérebro que podem ser atacados por anticorpos e alguns deles conseguem alterar a percepção e o comportamento da pessoa.

    Foi o que provavelmente aconteceu com Mary, cuja história Rachel Aviv conta na edição deste mês da piauí. Os sintomas de esquizofrenia de Mary começaram a desaparecer depois que ela iniciou o tratamento de um linfoma, um tipo de câncer que pode ser fatal, e fez sessões de quimioterapia com rituximab, medicamento que atua sobre os anticorpos envolvidos na resposta imunológica do organismo.

    Christine, filha de Mary, disse a um dos médicos: “Ela tem um histórico psiquiátrico de vinte anos. Vocês já ouviram falar de algo assim? Será que algum dos medicamentos poderia ter causado isso?” Omid Heravi, um dos oncologistas de Mary, também não compreendeu o que estava acontecendo. “A medicina é muito especializada; nós não entramos em outras áreas”, explicou ele. Sua única hipótese era que algum dos medicamentos contra o câncer tivesse exercido benefícios colaterais. “Na medicina, nem todos os efeitos colaterais são negativos”, disse. 

    Assinantes da revista podem ler a íntegra do texto neste link.





    Notícia publicada originalmente por revista piauí
    em nome do autor Amanda Gorziza.

    Acesse a matéria completa

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