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    Início » O erro do IBGE que ‘mudou o signo’ da maioria dos brasileiros — e foi tirado do ar após alerta da BBC
    Brasil

    O erro do IBGE que ‘mudou o signo’ da maioria dos brasileiros — e foi tirado do ar após alerta da BBC

    10 de novembro de 2025
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    Montagem de fotos mostra um recenseador do IBGE visto de costas, com colete azul do instituto, e uma mandala com os signos astrológicos

    Crédito, Getty Images/Agência Brasil

    Legenda da foto, Site ‘Nomes no Brasil’ indicava que a maioria dos brasileiros seria do signo de Aquário, dado que foi questionado pela BBC News Brasil
    Article Information

      • Author, Thais CarrançaThais Carrança
      • Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
    • 10 novembro 2025

      Atualizado Há 3 horas

    Desde a quinta-feira (6/11) no fim da tarde, quem consulta nomes na plataforma Nomes no Brasil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não consegue mais ver os dados de qual é o signo astrológico ou do horóscopo chinês mais comum para aquele nome.

    Esse dado — um tanto exótico para uma publicação do IBGE, por não se tratar de uma estatística oficial — foi retirado do ar, após a BBC News Brasil questionar o fato de que, para a grande maioria dos nomes, a plataforma indicava que o signo mais comum era Aquário.

    O sinal de alerta surgiu porque os aniversariantes de Aquário são pessoas nascidas entre o final de janeiro e o começo de fevereiro, uma época historicamente de baixo número de nascimentos no Brasil, segundo dados do próprio IBGE.

    Na segunda-feira (10/11), o IBGE confirmou que os dados estavam errados.

    “De acordo com a equipe técnica, houve de fato um erro de cálculo nos signos apresentados no site Nomes no Brasil. A informação foi retirada do ar, e quando os cálculos forem refeitos e revisados, serão disponibilizados novamente”, informou o instituto.

    Questionado sobre por que signos foram incluídos num site estatístico oficial, o IBGE respondeu que isso foi feito “por mera curiosidade, para adicionar um pouco de leveza e ludicidade ao site”.

    O site Nomes no Brasil foi lançado pelo IBGE na última terça-feira (4/11). A ferramenta interativa permite consultar a ocorrência, período de nascimento, concentração geográfica e idade mediana de pessoas com determinados nomes e sobrenomes, a partir de dados do Censo de 2022.

    Trata-se da segunda edição da ferramenta, que foi lançada pela primeira vez com dados do Censo de 2010 e idealizada pelo servidor Carlos Lessa como uma forma de dar visibilidade aos dados de nomes do Censo, sem ferir o sigilo individual das pessoas entrevistadas.

    A divulgação dos dados de 2022, feita na semana passada, já havia sido marcada por um outro erro.

    Os dados ficaram acessíveis pelos usuários por volta das 9h da manhã, quando a divulgação estava prevista para apenas às 10h.

    Assim, veículos de imprensa publicaram reportagens sobre os dados antes da divulgação oficial, o que é incomum para estatísticas do IBGE, que em geral trabalha com dados embargados, para garantir a isonomia de acesso entre os diversos usuários.

    A BBC News Brasil apurou que esse erro gerou desconforto dentro do próprio IBGE, sendo criticado reservadamente por servidores experientes.

    A divulgação das estatísticas tem sido feita lentamente, devido à falta de servidores e recursos para processamento dos dados.

    “Me choca muito, justamente em função da falta de recursos humanos, que o IBGE agora esteja gastando recursos — os parcos recursos que tem — para fazer coisas lúdicas”, diz Wasmália Bivar, ex-presidente do IBGE (2011-2016) e antes servidora de carreira do órgão estatístico, ao ser informada sobre o episódio pela BBC.

    “O IBGE tem que fazer o seu trabalho, não é animador de programa de auditório. O IBGE é uma instituição séria. É a imagem institucional do IBGE que acaba ficando comprometida por decisões assim. A existência do IBGE não pode ser comprometida com uma coisa assim tão — desculpe a palavra — leviana.”

    A ‘era de Aquário’ do IBGE

    Desde o lançamento do site Nomes no Brasil, diversos usuários estranharam o fato de que, para quase todos os nomes pesquisados, a plataforma indicava que Aquário seria o signo mais comum.

    Colagem mostra capturas de tela de postagens de usuários da rede social Bluesky questionando o dado do site Nomes no Brasil de que Aquário seria o signo mais comum para a maioria dos nomes no Brasil

    Crédito, Reprodução/Bluesky

    Legenda da foto, Usuários da rede social Bluesky questionaram o dado do site de que Aquário seria o signo mais comum para a maioria dos nomes

    Segundo levantamento da BBC News Brasil, apresentado ao IBGE como parte do questionamento sobre o possível erro, dos dez nomes mais comuns de mulher, para nove a plataforma dizia que Aquário era o signo mais comum, sendo Antônia (Gêmeos) a única exceção.

    Entre os homens, eram sete dos dez mais comuns sob o signo de Aquário. As exceções — João (Câncer), Antônio (Gêmeos) e Pedro (Câncer) — são fáceis de entender, pois os signos batem com a data dos santos, quando nascem muitas pessoas que recebem seus nomes em homenagem.

    “Esse é um dado mais interessante do que o signo em si, porque mostra algo da religiosidade do brasileiro”, comentou um técnico do IBGE em caráter reservado.

    No texto, o jornal listava que, dos 30 nomes mais populares do Brasil, 27 teriam Aquário como signo mais comum — dado que também foi levado pela BBC News Brasil ao IBGE como parte do questionamento.

    Naquela quarta-feira (5/11), a reportagem questionou o IBGE sobre o motivo da inclusão de signos no site Nomes no Brasil, e se o dado estava correto, diante dessas coincidências listadas acima.

    Na quinta-feira (6/1), o IBGE respondeu através de sua assessoria de imprensa que “é natural que um mesmo signo predomine na população. Se há uma época do ano com maior número de nascimentos, é provável que a maioria dos nomes tenha o mesmo signo como predominante”.

    Com base nessa resposta, a reportagem da BBC News Brasil questionou novamente o IBGE, ressaltando que, segundo dados do próprio instituto, os brasileiros nascem mais em março e maio, e não em janeiro e fevereiro — meses do signo de Aquário, segundo a astrologia.

    Brasileiros nascem mais em março e maio. Número de nascidos por mês do ano, em milhares.  Nota: Os dados somam 178 milhões (e não 210 milhões, população total do Brasil) porque a Pnad não consegue captar data e mês de nascimento para parte dos entrevistados, mas apenas a idade..

    Apenas após este segundo questionamento, a assessoria de imprensa do IBGE afirmou que os técnicos iriam verificar novamente a tabulação.

    O instituto também informou que, enquanto isso, a opção de consultar o signo relacionado a cada nome seria desativada — o que de fato foi feito, conforme constatou a reportagem da BBC News Brasil na própria quinta-feira.

    Qual é o signo mais comum do Brasil?

    Incitada pela dúvida astrológica levantada pelo erro do IBGE, a reportagem da BBC News Brasil tentou, então, calcular qual seria o signo mais comum dos brasileiros.

    Para isso, utilizamos os microdados públicos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de 2022 (mesmo ano da última edição do Censo) de nascimentos por dia do ano — dados obtidos a partir das datas de nascimento informadas pelos entrevistados.

    A partir desses dados, foi possível fazer o gráfico acima, confirmando que a maioria dos nascimentos no Brasil ocorrem nos meses de março e maio, como apontam outras estatísticas do IBGE, como as Estatísticas do Registro Civil, divulgadas em maio pelo órgão.

    Mas, ao tentar tabular os dados por signos, a BBC se deparou com um problema: o fato de que não há uma tabela oficial de datas dos signos.

    Os mais diversos sites sobre o tema trazem datas diversas. Por exemplo, as datas dos signos na Wikipédia em português não batem com a Wikipédia em inglês.

    O horóscopo do jornal Folha de S. Paulo, dos sites Personare, João Bidu, Susan Miller e até da Enciclopédia Britânica trazem cada um pequenas variações no que seriam as datas de cada signo.

    “As tabelas com datas fixas foram criadas no início do século 20 pelo astrólogo inglês Alan Leo, para simplificar a Astrologia. Assim, ele definiu datas fixas para os signos de cada mês, permitindo que as pessoas descobrissem seus signos solares sem precisar de cálculos complexos. No entanto, essa abordagem não reflete a variação real das datas astrológicas”, diz o site místico.

    “Se você nasceu na virada de um signo, precisa conferir o horário exato do Sol”, completa o site.

    Nas duas simulações feitas pela BBC, com base nas datas dos signos oferecidas pelo site F5 da Folha de S. Paulo e pelo site Personare, o signo mais comum do Brasil foi Câncer.

    Ilustração representando os signos do zodíaco

    Crédito, BBC World Service

    Isso acontece porque, apesar de Câncer abranger os aniversariantes do fim de junho a meados de julho (meses com menos nascimentos do que março e maio), nos dois calendários, Câncer tem 32 dias de duração, ultrapassando outros signos cujos intervalos variam de 29 a 31 dias.

    Assim, nestes levantamentos, o dia a mais de Câncer dá ao signo a primazia no Brasil, apesar da concentração de nascimentos maior em março e maio.

    Afora essa coincidência de Câncer no topo nos dois levantamentos, a ordem dos signos em seguida varia, dependendo das ligeiras mudanças de datas entre cada uma das tabelas utilizadas.

    A experiência de tentar reproduzir o cálculo do IBGE e a constatação de que não existem dados padronizados sobre as datas dos signos, e que um dia a mais ou a menos na tabela escolhida afeta muito os resultados finais, revela, porém, a fragilidade da inclusão de dados astrológicos em um site estatístico oficial.

    A BBC News Brasil questionou o IBGE sobre quais datas foram usadas pelo instituto para fazer seu levantamento astrológico no site Nomes no Brasil, já que não existem dados oficiais sobre signos.

    O instituto respondeu apenas que “como a Pnad Contínua é um levantamento amostral, que não pega toda a população brasileira, é possível que, mesmo após a correção dos dados, eles possam apresentar alguma diferença” com relação aos dados do Censo.

    A BBC insistiu que gostaria de ter acesso às datas mesmo assim, por uma questão de transparência e já que elas não foram incluídas na Nota Técnica do site, mas não recebeu uma resposta até a publicação desta reportagem.



    Notícia publicada originalmente por BBC Brasil
    em nome do autor .

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