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    Início » Eleições nos EUA: o que vitória de Zohran Mamdani e outros democratas significa para Trump
    Brasil

    Eleições nos EUA: o que vitória de Zohran Mamdani e outros democratas significa para Trump

    6 de novembro de 2025
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    Zohran Mamdani comemora a vitória, sorridente, com uma das mãos no peito. Ele está de terno, com gravata azul-celeste, sobre fundo preto.

    Crédito, Reuters

    Article Information

      • Author, Isabel Caro*
      • Role, BBC News Mundo
    • Há 44 minutos

    Zohran Mamdani protagonizou, na terça-feira (4/11), um dos triunfos mais simbólicos obtidos pelos democratas durante o segundo mandato do presidente americano Donald Trump.

    Com 91% das urnas apuradas, Mamdani obteve 50,4% dos votos, contra 41,6% de Cuomo e 7,1% de Sliwa.

    Mas o que representa sua vitória para o presidente americano, com quem já se enfrentou publicamente? E quais as consequências deste e de outros resultados favoráveis ao Partido Democrata, que vem encontrando dificuldades para fazer frente a Donald Trump?

    ‘E assim começa!’

    No seu primeiro discurso após a publicação dos resultados da eleição, Mamdani se dirigiu abertamente ao presidente.

    Com tom desafiador, ele declarou: “Por isso, Donald Trump, eu sei que você está assistindo. Só tenho estas palavras para você: aumente o volume!”

    “Em última análise, se alguém pode demonstrar a uma nação que foi traída por Donald Trump como é possível derrotá-lo, é a cidade que o viu surgir”, prosseguiu o prefeito eleito.

    “E, se existe alguma forma de aterrorizar um déspota, é desmantelando as mesmas condições que permitiram que ele acumulasse seu poder. É assim que vamos parar não só Trump, mas é assim que vamos parar quem vier depois dele.”

    O presidente americano já havia ameaçado reter fundos federais para Nova York, se Mamdani vencesse as eleições. E, na própria terça à noite, Trump postou na sua rede Truth Social: “E ASSIM COMEÇA!”

    Ainda que sem se referir diretamente à vitória de Mamdani, Trump atribuiu a derrota dos republicanos em diversos pleitos, também pela Truth Social, à ausência do seu nome nas cédulas de votação e ao fechamento do governo americano — que, com 35 dias, já se transformou no mais longo da história do país.

    “À noite, como sabem, não se esperava uma vitória”, afirmou Trump, em um evento com senadores. Ele também reconheceu que as eleições foram “muito democráticas” e não foram “boas para os republicanos”.

    Donald Trump havia chamado Mamdani de “comunista lunático” e apoiou o ex-governador democrata de Nova York, Andrew Cuomo. Por isso, a vitória do socialista é considerada uma derrota para as aspirações do presidente na cidade.

    Prevê-se que a relação entre ambos será tumultuada e é preciso esperar para ver se, de fato, Trump irá cumprir ou não com sua ameaça de um possível bloqueio de fundos destinados a Nova York.

    Novamente se dirigindo a Trump, Mamdani declarou que, “para chegar a qualquer um de nós, você terá que passar por cima de todos nós”.

    Outros triunfos

    Vestida de vermelho, a governadora eleita do Estado da Virgínia, Abigail Spanberger, comemora enquanto sobe ao palco, durante seu comício eleitoral no Centro de Convenções de Greater Richmond

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, A governadora eleita do Estado da Virgínia, Abigail Spanberger, comemora enquanto sobe ao palco, durante seu comício eleitoral no Centro de Convenções de Greater Richmond

    O triunfo de Mamdani não foi o único registrado pelos democratas na terça-feira (4/11).

    Nos Estados americanos de Nova Jersey e da Virgínia, a oposição ao governo federal também conseguiu impor seus candidatos.

    A democrata Abigail Spanberger, por exemplo, venceu as eleições para o governo da Virgínia, após uma acirrada disputa eleitoral. A ex-congressista e agente da CIA derrotou a vice-governadora republicana do Estado, Winsome Earle-Sears.

    As eleições da Virgínia eram consideradas um indicador do sentimento das pessoas em relação às políticas do governo federal americano.

    O Estado do leste dos Estados Unidos abriga o Pentágono e muitos funcionários públicos federais, que foram afetados pelos drásticos cortes de gastos do presidente Donald Trump.

    Já em Nova Jersey, a deputada democrata Mikie Sherrill também venceu as eleições para o governo do Estado, sucedendo o democrata Phil Murphy após dois mandatos. Ela venceu o ex-legislador estadual Jack Ciattarelli, apoiado por Trump.

    Na Califórnia, os eleitores aprovaram a Proposição 50, um plano para redesenhar os distritos eleitorais, em contraponto ao novo mapa eleitoral do Texas, promovido por Trump, frente às eleições americanas de meio de mandato em 2026.

    Analistas indicam que este triunfo coloca o atual governador democrata da Califórnia, Gavin Newson, como principal oponente de Trump em nível nacional.

    O correspondente da BBC na América do Norte, Anthony Zurcher, destaca ainda o resultado das duas eleições distritais da Comissão de Serviços Públicos do Estado da Georgia.

    Nelas, os democratas tomaram para si os dois cargos ocupados pelos republicanos. Foi a primeira vez desde 2006 em que o partido ganhou uma eleição estadual, não federal, naquele Estado.

    “É claro que Joe Biden ganhou na Georgia por estreita margem em 2020. E os democratas venceram ali as três últimas eleições para o Senado”, explica Zurcher. “Mas esta é outra indicação que prevê bons resultados para o partido que procura vencer os fantasmas de 2024.”

    Para o correspondente, “embora Donald Trump não figurasse na cédula eleitoral na terça-feira (4/11), sua sombra pairou sobre todas estas disputas”.

    “E os resultados enviarão uma mensagem clara: que os democratas, um ano depois da sua dolorosa derrota nacional, podem voltar a obter vitórias.”

    “Este resultado pode não alterar a postura de Trump nos próximos dias. Mas os políticos republicanos (particularmente os que ocupam o Congresso e se candidatarão à reeleição nas legislativas do próximo ano) certamente irão tomar nota”, conclui Anthony Zurcher.

    A necessária reflexão dos democratas

    Análise de Nada Tawfik, da BBC News em Nova York

    O impressionante crescimento de Zohran Mamdani obrigou os democratas a iniciar um debate necessário sobre o futuro do partido, a um ano das eleições de meio de mandato.

    Sua campanha deixou claras as divisões geracionais e ideológicas na base do partido, com visões muito diferentes sobre como devem enfrentar o presidente Donald Trump no seu segundo mandato, que vem rompendo com todas as normas existentes.

    É melhor adotar a moderação? Ou o antídoto seria contra-atacar com a mesma mensagem populista e antissistema que levou Trump à vitória, mas com a imagem da esquerda?

    Em Nova York, pelo menos, o socialista democrata Zohran Mamdani demonstrou que os eleitores estão ávidos pela segunda opção. E no resto do país?

    O controlador da cidade (responsável pelo controle das finanças) e aliado de Mamdani, Brad Lander, declarou em entrevista à BBC que não há uma solução única para todos.

    Mas ele afirmou que os líderes democratas devem reconhecer que cada parte do país funciona de uma maneira e deixar que o processo das eleições primárias siga seu caminho.

    Por outro lado, Andrés Bernal, ex-assessor político de outra estrela progressista, a deputada de Nova York Alexandria Ocasio Cortez, afirma que os democratas podem aprender com a capacidade de Mamdani de se conectar às preocupações das pessoas, de forma percebida como autêntica.

    “Os republicanos de hoje em dia dão forma ao discurso público e tentam moldar a consciência política neste país, enquanto os democratas dão como certo que as pessoas mantêm crenças fixas”, explica Bernal.

    “Eles olham as pesquisas e dizem: ‘Bem, como fazemos para que o nosso discurso coincida com o que acreditamos que as pessoas pensam?'”

    * Com informações e análises de Max Matza, Anthony Zurcher e Nada Tawfik.



    Notícia publicada originalmente por BBC Brasil
    em nome do autor .

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