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    Paraíba

    o abismo entre a nota oficial do Governo e o “sucateamento” da universidade

    23 de setembro de 2025
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					Greve na UEPB: o abismo entre a nota oficial do Governo e o
    Prédio UEPB. (Foto: Reprodução)

    Existe um grande abismo entre a narrativa do Governo do Estado, quanto à Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), e aquilo que dizem as categorias que compõem a instituição. E essa disparidade não é de hoje. É de muitos anos e já foi objeto de várias contendas judiciais.

    Diante da greve iniciada essa semana, um novo capítulo dessa novela começa a ser escrito.

    Nesta segunda-feira (22) o Governo divulgou uma nota em que diz respeitar a autonomia financeira da universidade e garante repassar recursos além da previsão orçamentária.

    “Embora o duodécimo previsto na LOA de 2025 seja de R$ 411,6 milhões, os recursos destinados à UEPB totalizarão R$ 442,6 milhões até o final do ano”, diz o texto.

    “O Governo da Paraíba também reafirma que jamais se recusou a dialogar com o corpo docente, técnico-administrativo e a reitoria da UEPB, além de firmar parcerias em editais que extrapolam os repasses constitucionais obrigatórios”, complementa.

    Um cenário diametralmente oposto ao apresentado pelos professores.

    A categoria diz que há um débito acumulado de progressões funcionais que chegam a R$ 75 milhões. O montante é devido a servidores e professores e foi adquirido de janeiro de 2018 a maio de 2023.

    O Estado propôs um acordo para realizar o pagamento, mas com um deságio de 40% da dívida e um parcelamento amplo. Os professores não aceitaram a proposta.

    Questionam que o retroativo é direito adquirido.

    Ao contrário do que diz o Governo, as entidades afirmam que esperam já faz um ano por uma nova reunião com a Procuradoria Geral do Estado para debater o tema. Mas por enquanto nem sinal de quando serão recebidos.

    A universidade também acumula um grande contingente de professores sem concurso. No total, 393 vínculos precários, segundo a Aduepb.

    Se há dificuldades com aqueles que estão sob a vigência de contratos precários, a vida não tem sido fácil para quem entrou pelas portas do concurso público na instituição. Um estudo do Dieese mostra que os docentes da instituição possuem hoje 22,04% de perdas salariais – de 2019 até aqui.

    
				
					Greve na UEPB: o abismo entre a nota oficial do Governo e o
    Tabela Dieese

    E não é tudo.

    No roteiro dos grevistas um outro ponto é ainda mais abrangente e preocupante. As entidades denunciam o descumprimento sistemático da Autonomia Financeira da UEPB, aprovada em 2004.

    A lei, na interpretação feita pelas categorias, determina o repasse de 3% da Receita Ordinária do Estado para a UEPB; assim como proíbe que os repasses sejam inferiores aos percentuais aplicados no ano anterior.

    Mas desde 2021, nas contas feitas pelos docentes, esses índices são inferiores aos 3%. Pelo visto, um descompasso entre a Lei de Autonomia e as LOA’s aprovadas pelo Governo na Assembleia.

    “Esse Governo (João Azevêdo) não vem cumprindo a Lei de Autonomia da UEPB. É um caos que a universidade está vivenciando. É um projeto de sucateamento”, afirmou a presidente da Aduepb, Elisabete Vale, dias atrás na Rádio CBN.

    
				
					Greve na UEPB: o abismo entre a nota oficial do Governo e o
    Dados Dieese orçamento

    No relatório das contas de 2023, as últimas julgadas, auditores do TCE apontaram que “verificando as transferências de duodécimo, do Estado para a UEPB, no intervalo de 2009 a 2023 (Documento TC 57440/24, aba “Outros Arquivos”), constata-se que, a partir do exercício de 2010, o Governo da Paraíba vem descumprindo com o art. 3º, §3º, da Lei Estadual nº 7.643/2004, ante a redução da participação percentual do duodécimo sobre a Receita Ordinária do Estado”.

    A prestação de contas foi aprovada com ressalvas em maio deste ano.

    No mesmo documento eles recomendam que o Estado aprove uma nova norma esclarecendo os percentuais aplicados na Lei da Autonomia, diante das interpretações variadas e das disputas judiciais já registradas.

    Atualmente o orçamento da universidade é destinado, majoritariamente, ao pagamento da folha de pessoal. Segundo a Aduepb, as pró-reitorias funcionam em um prédio alugado, porque o imóvel onde funcionavam precisou ser evacuado.

    Na tarde desta segunda-feira (22), primeiro dia da greve, professores se reuniram com a reitora Célia Regina. Mas sem muitos avanços. Nos últimos anos a Reitoria tem tido uma postura apática diante do Governo. Sem críticas públicas, sem questionamentos.

    Ficou acertado a tentativa de busca abrir uma discussão com o Governo, reunindo na mesma mesa docentes, Reitoria e gestão estadual.

    
				
					Greve na UEPB: o abismo entre a nota oficial do Governo e o
    Reunião greve

    Aduepb aponta descumprimento da Lei de Autonomia:

    Repasse em 2019 – 3.52%

    Repasse em 2020 – 3.51 %

    Repasse em 2021 – 2.91 %

    Repasse em 2022 – 2.74 %

    Repasse em 2023 – 2.82 %

    Repasse em 2024 – 2.64 %

    Repasse em 2025 – 2.74 %

    Confira a nota do Governo na íntegra:

    O Governo da Paraíba informa que a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), instituição dotada de autonomia administrativa e financeira, vem recebendo mensalmente recursos acima dos valores estabelecidos na Lei Orçamentária Anual (LOA) e na Lei de Autonomia Universitária.

    Embora o duodécimo previsto na LOA de 2025 seja de R$ 411,6 milhões, os recursos destinados à UEPB totalizarão R$ 442,6 milhões até o final do ano, evidenciando o compromisso do Governo com o fortalecimento da educação pública superior.

    Cabe destacar que a gestão orçamentária da UEPB não é de responsabilidade do Governo. Assim, eventuais esclarecimentos sobre a alegada “crise orçamentária” devem ser prestados dentro da própria administração universitária, sobretudo diante do cenário de repasses superiores ao previsto.

    O Governo da Paraíba também reafirma que jamais se recusou a dialogar com o corpo docente, técnico-administrativo e a reitoria da UEPB, além de firmar parcerias em editais que extrapolam os repasses constitucionais obrigatórios.

    No caso específico dos professores, que anunciam greve motivados por questões salariais e de progressões funcionais que não teriam sido pagas em gestões anteriores ao Governo atual, esclarecemos aos paraibanos que a entidade representativa da categoria optou por judicializar a questão, restando então ao Governo aguardar o veredicto da Justiça para cumprir a decisão.

    Por fim, o Governo da Paraíba reitera seu compromisso com a autonomia universitária e a qualidade do ensino, da pesquisa, da inovação e da extensão, e reconhece o papel fundamental da UEPB na formação de cidadãos e no desenvolvimento do Estado.

    Paraíba, 22 de setembro de 2025

    Governo do Estado



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