O Iron Macho, a maior travessia de kitesurf do mundo em distância percorrida, chega à sua 13ª edição em 2025. A princípio, o evento começa no dia 1º de setembro, partindo da Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, e se estende até 30 de setembro. Dessa forma, encerra em Alcântara, no Maranhão.
Ao longo de 28 dias, os atletas irão cruzar seis estados nordestinos — Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão — em uma verdadeira jornada de aventura, intercâmbio cultural e contato com a natureza.


Mais que esporte, uma filosofia de vida
O idealizador do evento, o cearense Marques Filho, 44 anos, já levou o kitesurf para quase 30 países. Para ele, o Iron Macho é mais do que uma competição: é uma forma de vida.
“O Iron Macho não busca pódio ou vencedores. O objetivo é unir gerações, promover encontros e descobertas em comunidades litorâneas, e mostrar a leveza, a liberdade e a felicidade que o kitesurf proporciona”, destacou Marques.
O nome surgiu como uma releitura do triatlo Ironman. Segundo o criador, a proposta é irreverente, com “cara nordestina”, e sem ligação com sexismo ou machismo. O evento reúne homens, mulheres, pessoas com deficiência e atletas de diversas orientações.
Participação internacional
A edição de 2025 já conta com mais de 50 inscritos, vindos de vários estados brasileiros e de países como Argentina, Holanda e Canadá. O evento também abre espaço especial para as mulheres, que participam pelo terceiro ano consecutivo, desafiando-se em travessias que podem chegar a mil milhas náuticas.
Números que impressionam
Em 13 anos de realização, o Iron Macho já atraiu aventureiros de mais de 50 países e 18 estados brasileiros. Mais de 5 mil participantes cruzaram o litoral nordestino em edições anteriores, consolidando o evento como referência mundial no turismo de aventura.
De acordo com a Associação Brasileira de Kitesurf, cerca de 170 mil praticantes visitam o Ceará anualmente entre julho e novembro. Já a Setur-CE aponta que 400 mil turistas chegam ao estado atraídos por esportes e aventura, movimentando a economia e gerando empregos.
Estrutura e impacto econômico
Ao mesmo tempo, a organização conta com um staff de cerca de 30 profissionais. Desse modo, inclui paramédicos, seguranças, técnicos, motoristas e tradutores. Além de garantir segurança e suporte, o evento contribui para a economia local, movimentando mais de 66 pousadas e centenas de empregos diretos e indiretos.
Além disso, o Iron Macho incorpora ações de educação ambiental, como a limpeza de praias e a valorização de comunidades tradicionais, fortalecendo o turismo sustentável no Nordeste.
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