O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta semana uma ordem executiva que declara estado de emergência nacional e autoriza a imposição de tarifas e sanções econômicas contra países que fornecem petróleo e derivados a Cuba. A medida inaugura um novo sistema tarifário voltado a pressionar nações que, direta ou indiretamente, contribuam para o abastecimento energético do país caribenho.
De acordo com a Casa Branca, a decisão faz parte de uma estratégia mais ampla de segurança nacional e política externa, com o objetivo de ampliar o isolamento econômico do governo cubano. O texto da ordem executiva prevê que as tarifas poderão ser aplicadas a produtos importados de países considerados cúmplices do apoio energético a Havana, afetando cadeias comerciais globais.
Em comunicado oficial, o governo norte-americano afirmou que as regras poderão ser revistas caso Cuba ou os países atingidos adotem “medidas significativas” para neutralizar o que Washington classifica como ameaça à segurança regional. Entre essas exigências estariam mudanças na política interna cubana e um maior alinhamento às diretrizes diplomáticas e estratégicas dos Estados Unidos.
A Casa Branca justificou a medida alegando que o regime cubano promove “depredações sistemáticas” e mantém relações com atores considerados hostis pelos EUA. O governo americano também acusa Havana de apoiar organizações terroristas e de fomentar instabilidade política na América Latina, argumentos frequentemente utilizados por Washington para sustentar o endurecimento do embargo econômico em vigor há décadas.
Autoridades do Departamento de Estado defenderam a iniciativa como necessária para conter o que chamaram de “financiamento indireto de atividades desestabilizadoras”. Segundo um alto funcionário do governo, que falou sob condição de anonimato, “o fornecimento de petróleo garante a sobrevivência econômica de um regime que, na visão dos Estados Unidos, viola direitos humanos e ameaça a estabilidade regional”.
Por outro lado, analistas internacionais alertam que a decisão pode gerar tensões diplomáticas e impactos econômicos significativos, especialmente para países que mantêm relações comerciais estratégicas tanto com os Estados Unidos quanto com Cuba. Especialistas também destacam que a medida pode agravar a crise energética e humanitária enfrentada pela população cubana, já afetada por escassez de combustíveis, inflação e dificuldades no setor de transportes.
Até o momento, o governo cubano não se manifestou oficialmente sobre a ordem executiva. No entanto, em ocasiões anteriores, autoridades de Havana classificaram sanções semelhantes como “ilegais” e “unilaterais”, acusando os Estados Unidos de utilizar instrumentos econômicos como forma de pressão política.
A nova diretriz reforça a postura dura adotada por Donald Trump em relação a Cuba, marcando mais um capítulo na política de confronto entre Washington e Havana e reacendendo o debate internacional sobre os limites e os efeitos das sanções econômicas como ferramenta de política externa.
Notícia publicada originalmente por Luciana
em nome do autor LUCIANA NOVAIS.
Acesse a matéria completa

