
Localizada a aproximadamente 40 km de Campina Grande, a Pedra do Altar, em Barra de Santana, é um dos pontos mais procurados da Paraíba quando o assunto é turismo na natureza. A área de quase 500 hectares de Caatinga abriga também um complexo arqueológico, criado por um grupo de moradores das redondezas, que une preservação ambiental, turismo e história.
Rosevânia Veloso, coordenadora do grupo, relatou que, inicialmente, foi necessário retirar uma grande quantidade de lixo acumulada no local. “O que a gente primeiro precisava fazer era justamente fazer a limpeza do local, porque era muito lixo, a gente tirou aqui um caminhão de lixo”.
Depois da limpeza, o grupo iniciou um trabalho de conscientização sobre a preservação do local que carrega uma parte importante da história dos povos indígenas da Paraíba. Rosevânia conta que, há aproximadamente 50 anos, foram encontrados no local ossos humanos que a população acreditava ser de cangaceiros, pela área ser rota do cangaço, mas, na verdade, após estudos, foi descoberto que se tratava de vestígios dos povos indígenas.
“Com o passar do tempo, dos estudos, a gente percebeu que aqui era um cemitério indígena. Então essas ossadas eram justamente dos indígenas que viviam aqui na região”.

Além dessas ossadas, a Pedra do Altar tem muitas gravuras rupestres feitas pelos primeiros habitantes da Paraíba. O guia turístico Uellington explicou que essas imagens são representações do cotidiano desses povos. “As imagens rupestres têm relação com o que os indígenas faziam na época, o que eles praticavam. Vai ter coroas, pratos e outros símbolos do que eles viviam no dia a dia”.
A Pedra da Noiva, localizada no complexo arqueológico, abriga uma lenda envolvendo um amor impossível, como conta Rosevânia. “Dizem que uma indígena se apaixonou por um filho de um fazendeiro. O pai não queria esse relacionamento, né? E acabou que marcaram a data mesmo contra a vontade do pai dele e, no dia do casório, ele não apareceu. Então ela, inconformada, veio aqui nesse local e cometeu suicídio”.
Preservação e conscientização

Além do conhecimento histórico, o grupo oferece conscientização sobre a preservação ambiental. Antes da criação do complexo, o lixo tomava conta da área. “Até lá no rio a gente encontrava sacos, latinhas de cerveja, garrafas de vidro, garrafas de água, garrafas de refrigerante. Tudo que você imaginar você encontrava até lá no rio”.
Notícia publicada originalmente por Jornal da Paraíba
em nome do autor .
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