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    Início » Tráfico de drogas: o parceiro de Pablo Escobar preso ao voltar à Colômbia após 38 anos
    Brasil

    Tráfico de drogas: o parceiro de Pablo Escobar preso ao voltar à Colômbia após 38 anos

    29 de março de 2025
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    Carlos Lehder ao lado de dois policiais colombianos

    Crédito, Serviço de Imigração da Colômbia

    Legenda da foto, Carlos Lehder, de 75 anos, foi detido no aeroporto de Bogotá
    Article information

    • Author, Redação
    • Role, BBC News Mundo
    • Há 1 hora

    A última vez que o ex-chefe do narcotráfico Carlos Lehder Rivas saiu da Colômbia, há quase quatro décadas, estava escoltado pela polícia. E seu retorno ao país na tarde de sexta-feira (28/3) teve um desfecho semelhante.

    O chefe da Polícia Nacional, Carlos Fernando Triana, afirmou em sua conta no X que Lehder foi transferido na noite de sexta-feira para uma unidade policial em Bogotá “para verificar sua situação judicial”.

    Anteriormente, o Serviço de Imigração da Colômbia informou que o ex-chefe do tráfico, de 75 anos, chegou a Bogotá em um voo procedente de Frankfurt, na Alemanha, e que havia uma “ordem de captura vigente” contra ele.

    Até este sábado (29/3), as autoridades não haviam divulgado mais informações sobre sua situação. Sua advogada, Sondra McCollins, disse à imprensa local que seu cliente não tem nenhum processo judicial em aberto e que espera que ele seja libertado em breve.

    Em 1987, Lehder foi preso pelas autoridades colombianas e extraditado para os Estados Unidos, onde foi condenado a 135 anos de prisão por tráfico de cocaína.

    Ele foi libertado em 2020 nos EUA devido ao agravamento de sua saúde. Mudou-se para a Alemanha, onde possui cidadania por sua ascendência paterna.

    Inicialmente, Lehder havia solicitado ao Estado colombiano que lhe permitisse viver em liberdade após cumprir sua pena nos EUA, onde passou a maior parte do tempo preso em isolamento, sem visitas e sem ligações.

    Como não conseguiu essa permissão, optou por ir para a Alemanha, onde também iniciou um tratamento para câncer de próstata.

    Carlos Lehder sendo escoltado por policiais

    Crédito, Serviço de Imigração da Colômbia

    Legenda da foto, Lehder estava na Alemanha desde 2020

    Peça-chave do Cartel de Medellín

    A vida de Carlos Lehder deixou de seguir os padrões considerados normais desde que seus pais se separaram, quando ele tinha 4 anos.

    Ele passou a infância em internatos colombianos e, aos 15 anos, viajou para Nova York, nos EUA, para viver a adolescência com outros familiares.

    Nos anos 1970, Lehder liderou uma rede de compra, venda e contrabando de carros roubados nos Estados Unidos, o que o levou à prisão em Connecticut.

    Assim que saiu, em 1975, começou a traficar maconha e cocaína.

    Sua trajetória criminosa o levou a se aliar a Pablo Escobar, fornecendo ao então nascente Cartel de Medellín o conhecimento necessário para ingressar e traficar no maior mercado consumidor de drogas do mundo: os Estados Unidos.

    Em 1978, comprou e tomou posse de uma ilha nas Bahamas, que transformou em um ponto de passagem para aviões vindos da Colômbia carregados de maconha e, cada vez mais, cocaína.

    Nas biografias, Lehder é descrito como um homem com uma inteligência acima da média em comparação com outros narcotraficantes: falava três idiomas e se gabava de ter uma justificativa política para suas atividades ilegais.

    Carlos Lehder na juventude

    Crédito, Polícia Nacional da Colômbia

    Legenda da foto, Lehder chegou a ser um dos homens mais ricos da Colômbia

    Nacionalista e anti-imperialista, Lehder era um crítico da política dos Estados Unidos, mesmo lucrando com ela, especialmente com a proibição e a guerra contra as drogas.

    Nos anos 1980, ele patrocinou um movimento político de inspiração fascista e latino-americanista, fundou um jornal e criou um hotel rural chamado La Posada Alemana, que contava com dois leões enjaulados e uma estátua em tamanho real do ex-Beatle John Lennon nu.

    ‘Mais lenda que realidade’

    Aos 37 anos, em 4 de fevereiro de 1987, Carlos Lehder foi capturado pelas autoridades durante uma festa em sua casa, na Colômbia.

    Há várias versões sobre sua captura.

    Uma delas diz que seu aliado, Pablo Escobar, o traiu e o delatou por causa de um relacionamento que Lehder teve com a parceira de um de seus sicários.

    Outra teoria sugere que Escobar estava preocupado com as conversas que Lehder supostamente mantinha com o governo para trocar informações sobre guerrilheiros em troca de anistias.

    Uma terceira hipótese aponta que a captura foi um mero acaso, durante uma festa interrompida pela polícia.

    O que é certo é que, naquele mesmo 4 de fevereiro de 1987, Lehder se tornou o primeiro narcotraficante colombiano a ser extraditado para os Estados Unidos.

    Retrato de Carlos Lehder preso nos EUA

    Crédito, Bettmann

    Legenda da foto, Lehder foi extraditado aos EUA horas após ser preso em 1987

    Naquele momento, a extradição era a principal causa de uma intensa guerra entre o Estado colombiano e os narcotraficantes, que se organizaram sob o nome de “Los Extraditables” e afirmavam preferir “uma tumba na Colômbia a uma prisão nos Estados Unidos”.

    Em 1991, em busca de uma paz negociada não apenas com os narcotraficantes, mas também com as guerrilhas, uma nova Constituição aboliu a extradição.

    Mas, àquela altura, Lehder já havia sido sentenciado a mais de um século de prisão nos Estados Unidos.

    “A lenda de Carlos é muito maior do que o que realmente aconteceu”, disse um de seus advogados, Óscar Arroyave, em uma entrevista à BBC Mundo, o serviço em espanho da BBC, em 2020.

    “Porque Carlos nunca traficou grandes quantidades de cocaína; hoje se apreendem barcos com a mesma quantidade que Carlos traficou em toda sua carreira, e os culpados são condenados a penas que não ultrapassam 10 anos”, apontou.

    “Seu caso ficará na história como um exemplo do que as más decisões de um governo e um sistema (judicial dos EUA) podem fazer, condenando todos os dias pessoas sem evidências.”

    Lehder nunca se declarou culpado. Se o tivesse feito, poderia ter cumprido metade da pena na prisão.

    Com informações de Daniel Pardo, da BBC News em Bogotá



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