O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que o aiatolá Ali Khamenei estaria morto. A declaração foi feita por meio de uma publicação na rede social Truth Social, plataforma frequentemente utilizada por Trump para anúncios de forte impacto político.

Na mensagem, o presidente norte-americano utilizou tom contundente ao se referir ao líder supremo iraniano. Segundo Trump, Khamenei seria “uma das pessoas mais perversas da História” e sua morte representaria, nas palavras do republicano, um ato de justiça não apenas para o povo do Irã, mas também para cidadãos norte-americanos e para pessoas de diversos países que teriam sido “mortas ou mutiladas” por ações atribuídas ao líder e a seus aliados. A publicação rapidamente repercutiu em veículos de imprensa internacionais e nas redes sociais, provocando reações imediatas de analistas e autoridades.

Ali Khamenei ocupa o posto máximo de poder no Irã desde 1989 e, ao longo de décadas, consolidou sua liderança com base em forte controle político e religioso. Internamente, o aiatolá sempre se opôs a reformas estruturais na República Islâmica e ficou marcado pela repressão rigorosa a movimentos de oposição, especialmente em períodos de protestos populares. No campo internacional, manteve postura abertamente hostil aos Estados Unidos e reiterou, em diversas ocasiões, a recusa em reconhecer a existência do Estado de Israel.

Horas antes da declaração de Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já havia levantado a possibilidade da morte de Khamenei. De acordo com Netanyahu, forças israelenses teriam destruído um complexo estratégico supostamente utilizado pelo líder supremo iraniano, o que reforçaria os indícios de que ele não teria sobrevivido à operação. A fala do premiê israelense contribuiu para intensificar o clima de incerteza e especulação no cenário geopolítico.

Apesar das declarações de líderes estrangeiros, o regime iraniano reagiu oficialmente negando a informação. Um porta-voz do governo afirmou que Ali Khamenei estaria “bem e seguro”, tentando conter rumores e evitar instabilidade interna. A ausência de imagens recentes ou comunicados diretos do líder supremo, no entanto, mantém dúvidas e alimenta a atenção da comunidade internacional.

Especialistas em relações internacionais avaliam que, caso a morte de Khamenei seja confirmada, o Irã poderá enfrentar um período de transição delicado, com possíveis disputas internas pelo poder e reflexos diretos no equilíbrio político do Oriente Médio. Até que haja confirmação oficial e independente, o episódio segue envolto em versões contraditórias, enquanto governos e organismos internacionais acompanham a situação com cautela.



Notícia publicada originalmente por Luciana
em nome do autor LUCIANA NOVAIS.

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