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    Paraíba

    Harpia é registrada no sul da Bahia e reforça importância da Mata Atlântica no Nordeste

    27 de dezembro de 2025
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    Um registro raro e simbólico da harpia (Harpia harpyja), uma das maiores aves de rapina do planeta, foi confirmado no Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal, no extremo sul da Bahia, no dia 27 de novembro.

    Considerada uma espécie de topo da cadeia alimentar, a presença da ave é um forte indicativo de qualidade ambiental e equilíbrio ecológico, reforçando o papel estratégico da unidade na conservação da Mata Atlântica.

    Espécie símbolo de florestas preservadas

    A harpia, também conhecida como gavião-real, pode atingir até 2 metros de envergadura, pesar mais de 9 quilos e se alimenta principalmente de preguiças, macacos e outros vertebrados de médio porte. Por exigir grandes áreas de floresta contínua e bem preservada, a espécie é considerada um indicador biológico da integridade dos ecossistemas.

    No Brasil, a harpia ocorre principalmente na Amazônia, mas também possui registros esporádicos na Mata Atlântica, onde é classificada como ameaçada de extinção devido ao desmatamento e à fragmentação florestal.

    Onde a harpia já foi vista no Nordeste

    Além do recente registro no sul da Bahia, a harpia já foi documentada em outras áreas do Nordeste brasileiro, como:

    • Sul e extremo sul da Bahia, em remanescentes contínuos de Mata Atlântica
    • Sergipe, em áreas florestais protegidas
    • Pernambuco, especialmente em reservas e mosaicos de conservação
    • Ceará e Maranhão, em zonas de transição entre Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia

    Esses registros são raros e reforçam a importância das unidades de conservação nordestinas como refúgios para espécies de grande porte e alto valor ecológico.

    Corredor ecológico estratégico

    O Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal, juntamente com os Parques Nacionais do Descobrimento e do Pau Brasil, forma um corredor ecológico essencial para a manutenção da biodiversidade da Mata Atlântica no sul da Bahia. Essas áreas conectadas preservam florestas maduras capazes de sustentar espécies sensíveis, como a harpia.

    Além de seu valor ambiental, o Monte Pascoal possui forte relevância histórica e cultural, sendo o primeiro ponto avistado pelos portugueses em 1500 e território tradicional do povo indígena Pataxó.

    Monitoramento confirma biodiversidade preservada

    De acordo com a gestora do parque, Raiane Viana, o registro confirma dados obtidos nos últimos anos por meio do monitoramento ambiental.

    “Apesar dos desafios, os levantamentos mostram que ainda existe uma biodiversidade extremamente rica no Monte Pascoal. A harpia é uma prova clara disso”, destacou.

    O flagrante ocorreu em um momento especial, durante a semana em que o parque completava 64 anos de criação, coroando os esforços de conservação.

    Saber indígena e protagonismo local

    Um dos aspectos mais relevantes do registro é que a presença da harpia já era conhecida pelas comunidades indígenas Pataxó. O flagrante foi feito por um grupo liderado por Caxiló, jovem liderança da Aldeia Pé do Monte, que atua como condutor turístico e monitor da biodiversidade.

    “O registro comprova o saber tradicional indígena, que já apontava a presença do gavião-real na região”, ressaltou a gestora.

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    Conservação e futuro da espécie

    A confirmação da harpia no Monte Pascoal fortalece iniciativas de gestão integrada, conservação participativa e projetos de pesquisa, como o Projeto Harpia, que atua no monitoramento e na proteção da espécie em diferentes biomas.

    Mais do que um registro isolado, a ocorrência da ave demonstra que é possível conciliar a proteção ambiental com os direitos e a participação das comunidades indígenas, garantindo a preservação de um dos patrimônios naturais mais valiosos do Nordeste brasileiro.



    Notícia publicada originalmente por Portal NE9
    em nome do autor Eliseu Lins.

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