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A pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal cumpriu, na manhã deste sábado (27/12), ao menos dez mandados de prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
Os casos envolvem condenados pela Primeira Turma do STF por tentativa de golpe de Estado.
Segundo nota divulgada pela PF, essas ordens estão sendo cumpridas nos seguintes estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, e contam com apoio do Exército Brasileiro.
A PF divulgou ainda que também foram impostas medidas como proibição de uso de redes sociais, de contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma de fogo e a proibição de visitas.
Um dos alvos é Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro que, segundo acusação, teria atuado na elaboração de uma minuta golpista para decretação de Estado de Sítio no país.
Na denúncia de golpe no STF, os denunciados foram divididos em cinco núcleos. Martins integrava o núcleo 2, que faria o “gerenciamento” das ações coordenadas pelo núcleo crucial.
Martins foi condenado a 21 anos de prisão.
Delegada da Polícia Federal, foi a única mulher denunciada pela Procuradoria-Geral da República entre os acusados de golpe de Estado.
Ela foi diretora de inteligência do Ministério da Justiça no final do governo Bolsonaro e teria municiado a operação da PRF com informações sobre os municípios com mais eleitores de Lula.
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes diz que o modus operandi da organização criminosa “indica a possibilidade de planejamento e execução de fugas para fora do território nacional, inclusive com ajuda de terceiros”, e cita o exemplo do réu Alexandre Ramagem, que foi para os EUA, e de Silvinei Vasques.
Os mandados são cumpridos um dia depois de o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques ter sido preso pela polícia paraguaia, na madrugada de sexta-feira (26/12), no aeroporto internacional de Assunção. Ele estava proibido de deixar o Brasil por causa da condenação por golpe de Estado.
O caso foi tratado como uma fuga pela PF.
Para deixar o país, Vasques fez uma viagem em um carro alugado e levava consigo um passaporte paraguaio falso e uma carta alegando estar tratando um câncer para justificar sua ida para El Salvador a partir da capital paraguaia.
Notícia publicada originalmente por BBC Brasil
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