“Hoje de manhã eu estava com o Gabriel, e ele perguntava se o Brasil está no top-5 das minhas experiências internacionais. Eu disse não. Não estou aqui para puxar o saco de ninguém. Enquanto um grupo de profissionais tiver sendo gerido ou arbitrados dentro do campo com um conjunto de amadores, enquanto não houver um sindicato dos jogadores forte para defender os interesses dos atletas do calendário, enquanto não houver essas coisas todas, não vamos entrar no top 5”, descreveu Jardim.
Antes disso, Jardim se disse frustrado por não poder controlar o jogo que fica nas mãos dos árbitros. E que, por isso, se questiona se vale a pena ir embora apesar de ver potencial no Brasileiro.
Na partir do domingo, o árbitro Rafael Klein não deu nem amarelo para Gustavo Gomez na solada no meio da canela de Gustavo Gomez. Foi chamado ao VAR e deu a punição mínima. O lance era de claro vermelho se fosse seguido o básico da instrução da Fifa sobre solada.
No áudio do Var, Klein justifica seu amarelo porque Gomez não teve tempo de “tirar o pé”. Ora, isso é absolutamente irrelevante. O árbitro tem que analisar a intensidade do lance e se atende os requisitos de expulsão – não se o jogador podia evitar.
Há depois a expulsão de Fabrício Bruno em um lance discutível se é falta. Pelo replay, não dá para saber se ele acerta Allan ou o atacante o acerta. Jardim citou esse lance. Mas, ok, é meio a meio, não dá para atacar o árbitro por isso.
Só que Rafael Klein errou muitas outras coisas. Marcou um total de 40 faltas, QUARENTA. O jogo, que nem foi violento, não andava porque qualquer toque era marcado, para os dois lados. Tornou-se uma partida insuportável.

