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    Piauí

    Arlindo Cruz cercado de luta e suor

    27 de setembro de 2025
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    Entre todas as canções de Arlindo Cruz, Meu lugar deve ter sido a mais lembrada pelos fãs e pela mídia logo depois que o sambista carioca morreu, em 8 de agosto, aos 66 anos. Lançada há quase duas décadas, a música se tornou a mais representativa de sua figura como intérprete: O meu lugar/É caminho de Ogum e Iansã/Lá tem samba até de manhã/Uma ginga em cada andar/O meu lugar/É cercado de luta e suor/Esperança num mundo melhor/E cerveja pra comemorar/[…]O meu lugar/É sorriso, é paz e prazer/O seu nome é doce dizer/Madureira, lá, laiá.

    Em 2022, durante a apresentação do enredo Lugares de Arlindo, com o qual o Império Serrano celebrou o artista no Carnaval do ano seguinte, o filho dele, Arlindinho, cantou Meu lugar para um público aos prantos na sede da escola em Madureira, subúrbio do Rio de Janeiro. O homenageado estava presente numa cadeira de rodas, por causa de um avc hemorrágico sofrido em 2017, que lhe comprometeu a fala e os movimentos.

    O jornalista Leonardo Lichote também se encontrava ali, já que trabalhava para o Império como consultor e pesquisador. Na edição deste mês da piauí, ele relembra aquele momento, explica de que maneira virou admirador de Arlindo e analisa a letra do samba-enredo escolhido pela escola para retratar o cantor no Carnaval de 2023.

    Composta por Aluísio Machado, Carlos Senna, Rubens Gordinho, Carlitos Beto Br, Ambrosio Aurélio e Sombrinha, a música é um acróstico. Ou melhor: as primeiras letras de cada verso formam o nome completo do protagonista da festa, Arlindo Domingos da Cruz Filho. “Afinal, em vez de termos o poeta cantando Madureira, como em Meu lugar, temos Madureira cantando p poeta”, escreve Lichote.

    Acorde partideiro sem igual, nascia então um samba do seu jeito/Reluz feito Candeia imortal, o compositor, sambista perfeito/Levada de tantã, banjo e repique, poesia de um Cacique, malandragem deu lição/Inspiração de ventre ancestral, o dueto, a patente vem do fundo do quintal/Na boêmia, no subúrbio, na viela… O seu nome é favela: Madureira/Dagô, Dagô, Saravá, Obá Kaô/O brado que traz justiça faz a vida recompor

    “Um acorde que diz de onde veio – partideiro, filiado à tradição do partido alto – é o marco inaugural da canção, que no verso seguinte enfatiza a importância de Candeia (1935-1978), padrinho musical de Arlindo”, prossegue Lichote. “O mesmo verso cita Sambista perfeito, música que batizou o álbum de Arlindo lançado em 2007. Na composição original, o termo ‘sambista perfeito’ incensa nomes como Candeia e Paulinho da Viola. Já aqui a expressão é evocada para celebrar o próprio Arlindo.”

    A levada de tantã, banjo e repique faz referência ao Cacique de Ramos, berço das rodas de samba nas quais o artista se formou, e às inovações que marcaram o som produzido ali durante os anos 1980, sobretudo com a incorporação daqueles três instrumentos, até então incomuns nos pagodes. A estrofe inicial da canção também remete à primeira composição de Arlindo a ser gravada, Lição de malandragem, e ao Fundo de Quintal, grupo de que o cantor participou. “A fé emerge no refrão. Dagô, palavra de origem iorubá, é um pedido de licença. Obá Kaô saúda Xangô, o orixá da justiça, de quem Arlindo era filho”, afirma Lichote.

    Assinantes da revista podem ler a íntegra do texto neste link.





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