A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra do sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi tomada por maioria pelos integrantes da comissão e abrange o período de 1º de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026.
O requerimento foi apresentado pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar, do União Brasil (AL). Segundo o parlamentar, a medida é necessária para esclarecer denúncias levantadas no âmbito das investigações e verificar a eventual existência de movimentações financeiras incompatíveis com rendimentos declarados.
A quebra do sigilo tem como base o depoimento prestado à comissão por Edson Claro, ex-funcionário de um empresário identificado como Antunes, conhecido publicamente como “Careca do INSS”. Em seu relato, Edson afirmou ser alvo de perseguição por parte do ex-empregador e declarou que o empresário teria realizado um pagamento único de R$ 25 milhões a Lulinha, além de repasses mensais estimados em cerca de R$ 300 mil. O depoente, no entanto, não especificou a moeda nem apresentou documentos que comprovassem as supostas transferências.
Durante a sessão, parlamentares favoráveis à quebra do sigilo argumentaram que a CPMI tem o dever de aprofundar todas as linhas de investigação, sobretudo diante de denúncias de alto valor financeiro e possíveis conexões com esquemas de irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para o relator, a análise dos dados bancários permitirá confirmar ou descartar as alegações apresentadas em depoimento, contribuindo para a elucidação dos fatos.
Por outro lado, membros da comissão que se posicionaram contra a medida destacaram que denúncias desacompanhadas de provas documentais devem ser tratadas com cautela, a fim de evitar exposição indevida e prejulgamentos. Eles ressaltaram que a quebra de sigilo é um instrumento extremo e deve ser usada exclusivamente para fins investigativos, respeitando o devido processo legal.
Com a aprovação do requerimento, as informações bancárias solicitadas serão encaminhadas à CPMI, que ficará responsável por analisar os dados sob sigilo. O conteúdo só poderá ser tornado público mediante nova deliberação da comissão ou por decisão judicial. A investigação segue em andamento, e novos depoimentos e diligências estão previstos para as próximas semanas.
Notícia publicada originalmente por Luciana
em nome do autor LUCIANA NOVAIS.
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