Ouvir as entrevistas de Hernán Crespo é uma delícia.

Um monstro nos tempos de jogador, o argentino, com seu esforçado portunhol, é um misto de elegância com sabedoria.

E faz isso novamente neste momento, em que o São Paulo, segundo palavras do próprio Crespo, “vive o pior momento da sua história”.

O treinador é corajoso ao falar sobre a falta de comando no Morumbis, ao apontar o dedo para a decadência da estrutura tricolor, com seu departamento médico que virou motivo de chacota para os adversários.

Se fosse comentarista em uma emissora de TV, Crespo estaria realizando um ótimo trabalho ao analisar o São Paulo.

Mas o fato é que ele é treinador do São Paulo. E, nesta função, sua segunda passagem pelo clube é ruim.

Claro que o clube é um caos. Que ele perde jogadores a todo momento por lesões. Que falta dinheiro para contratar.

Só que o time de Crespo é de uma pobreza tática que assusta.

Evidente que o São Paulo não tem elenco para brigar por qualquer título.

Mas também não é para jogar apenas para evitar rebaixamento, seja no Paulista, o que é um vexame absurdo, como no Brasileiro.

Que Crespo siga dizendo verdades sobre o São Paulo. Mas que também monte um time que não ocupe a 14ª posição no Campeonato Paulista e tenha a pior defesa entre os 16 participantes.



Notícia publicada originalmente por www.espn.com.br –
em nome do autor .

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