Após repercussão da reportagem da TRIBUNA DO NORTE, publicada na edição impressa do fim de semana, o saxofonista de rua Victor Vendruscollo Jr recebeu propostas para trabalhar em eventos na capital e no interior do estado.
A primeira proposta, que foi aceita por Victor, vai ser a expedição “Rota da Lua – Dunas de Malembá”, que é organizado pela empresa Friends Expedições. Trata-se de um passeio que ocorre mensalmente para as Dunas de Malembá, percorrendo os mangues de Georgino Avelino até chegar ao horário de ver o pôr do sol e a lua sair do mar.
“Eu consegui um trabalho muito interessante, que vai ser no dia 6 de dezembro. Chama-se Rota da Lua – Dunas de Malembá, organizado pela empresa Friends Expedições, em que nós vamos nas Dunas de Malembá para ver a lua. Eu fui contratado graças a matéria da TRIBUNA DO NORTE. O rapaz que me contratou leu a matéria e depois me contactou”, detalhou.
A outra proposta, que ele não pôde aceitar por ter outro compromisso, foi a de uma escola estadual em Natal. Caso aceitasse, ele iria tocar na colação de grau das turmas formadas.
“Vai ser na mesma data e hora que tenho compromisso. Esse compromisso é lá na escola de música em que eu trabalho. Vai ter um recital de final de ano. Queria agradecer vocês por tudo que está ocorrendo”, disse.
Outra novidade boa para o saxofonista foi em relação ao número de pessoas que acompanham o seu trabalho nas redes sociais. Desde que a reportagem foi publicada no impresso, portal e redes sociais da TRIBUNA DO NORTE, o número de seguidores dele aumentou.
“Foram mais de 100 seguidores de domingo para hoje [terça-feira]. Não calculei direito o número correto, mas foram de 100 seguidores para mais”, revelou.
História
Natural do Rio Grande do Sul, Victor Vendruscollo Jr, de 57 anos, chegou ao Rio Grande do Norte em janeiro de 2012 para trabalhar como palhaço no Circo Grock com a então esposa. Após o divórcio, ele optou por deixar a carreira de palhaço em segundo plano, dedicando mais tempo como músico.
O artista mora em Muriú e na maioria dos dias viaja por 40 minutos de moto para os sinaleiros natalenses.
O horário de trabalho varia, alguns dias trabalha 5h, outros, o horário de trabalho chega a 12h. “O melhor dia para trabalhar é no domingo, porque as pessoas estão passeando. Eles não estão trabalhando na rua com seus carros. Não estão apressados, tendo que pegar a criança na escola”, acrescenta o artista.
Apaixonado pela praia de Muriú, ele descreve seu lar como um lugar onde encontra descanso após o agito do dia a dia. De acordo com o artista, viver em um local como esse é um alívio após a correria e o barulho de Natal, especialmente após passar o dia trabalhando nas ruas.
Sua história com a música de rua na capital potiguar começou há seis anos, junto a amigos malabaristas que ele conheceu pela cidade. “Eles eram malabaristas, vinham do Rio de Janeiro, de bicicleta. E nós trabalhamos com a arte do circo também, da palhaçaria e a gente atuava como palhaço, contador de histórias”, lembra.
Notícia publicada originalmente por Tribuna do Norte
em nome do autor Redação Tribuna do Norte.
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