A fratura no tornozelo de Bo Nix colocou o quarterback reserva Jarrett Stidham no centro das atenções, já que ele será escalado como titular do Denver Broncos no jogo contra o New England Patriots, que vale o título da AFC, e ainda uma vaga no Super Bowl. O duelo, marcado para o domingo (25), terá transmissão ao vivo do plano premium do Disney+.
Aos 29 anos, Stidham navega por águas quase desconhecidas, já que não lança um passe em uma partida da NFL há mais de dois anos e soma apenas quatro jogos como titular em sete temporadas na liga.

(Conteúdo oferecido por RAM, Snickers e C6 Bank)
Assim, ele terá o menor número de partidas como titular na carreira entre todos os quarterbacks que iniciaram um jogo de final de conferência na era do Super Bowl. No pós-temporada de 1990, Jeff Hostetler, do Giants, também tinha apenas quatro partidas como titular, aos 29 anos, quando entrou no lugar de Phil Simms e venceu três jogos de playoffs, incluindo o Super Bowl.
Como Nix se manteve saudável durante quase toda a temporada, Stidham atuou em apenas quatro snaps em todo o ano: entregou a bola três vezes e ajoelhou para encerrar uma vitória elástica sobre os Cowboys em outubro. Seu último passe em jogo oficial aconteceu na última rodada da temporada regular de 2023. Ainda assim, o técnico dos Broncos, Sean Payton, afirmou que a equipe terá confiança em Stidham, unindo-se em torno dele como já aconteceu com outros reservas famosos.
“Historicamente falando, as apostas não estavam perdidas com o Hostetler. Não estavam na Filadélfia [com Nick Foles]. Perdemos o Drew Brees no meio da temporada contra os Rams, e o Teddy Bridgewater venceu cinco seguidas. As apostas podem mudar. Não mudaram para Houston este ano quando o Davis Mills entrou. Não sei se ele perdeu algum jogo… Existem coisas que o Bo faz de forma diferente do Stiddy? Com certeza. É aí que o trabalho começa hoje à noite”.
Apesar de parecer um cenário improvável, visto a pouca atitidade de Stidham nos últimos tempos, ele já deu mostras no passado que vai bem quando é pressionado. Em novembro de 2017, ainda no futebol americano universitário, ele venceu dois times número 1 em um intervalo de 15 dias. \o quarterback ajudou Auburn a derrotar a então líder Georgia por 40 a 17, anotando quatro touchdowns no total, antes de vencer a também líder Alabama por 26 a 14, correndo para um touchdown e garantindo vaga no SEC Championship Game.
Stidham, que também levou Auburn a outra vitória contra um time do top 10 ao bater Washington, então nº 6, na estreia de 2018, encerrou a carreira universitária com 48 touchdowns e apenas 13 interceptações.
O bom desempenho fez ele ser escolhido na quarta rodada do draft daquele ano justamente pelos Patriots, rival deste domingo (25), sendo reserva de Tom Brady naquela que seria sua última temporada em New England.
Em 2019, Stidham foi descrito como alguém “bastante atlético, capaz de sair do pocket para estender as jogadas e correr com a bola. Ao deixar o ensino médio, Jarrett foi visto como um dos principais dual-threat quarterbacks da sua classe – ou seja, alguém capaz de ser perigoso lançando ou correndo -, o que diz muito sobre sua habilidade atlética. Ele também possui uma boa mecânica de passe, força no braço e um trabalho de pés consistente no dropback”.
Porém, na NFL, ele nunca se confirmou, e ele passou a maior parte das últimas sete temporadas atrás de quarterbacks titulares saudáveis.
Stidham iniciou os dois últimos jogos da temporada de 2022 pelos Raiders. Em sua primeira partida como titular, lançou para 365 jardas, três touchdowns e duas interceptações, em uma derrota na prorrogação para um 49ers que chegaria à final de conferência daquele ano.
Sua única vitória na carreira veio no fim de 2023, na primeira temporada de Sean Payton em Denver, quando lançou um passe para touchdown nos 16 a 9 sobre o Los Angeles Chargers.
O jogo de domingo marcará seus primeiros snaps realmente significativos na NFL, tentando levar um time dos Broncos que fez uma campanha 14–3 e conquistou a melhor campanha da AFC, à vitória e a uma vaga no Super Bowl.
Após passar três anos trabalhando com ele diariamente, Payton mostrou confiar bastante no quarterback desde os tempos que o atleta ainda estava no universitário, e ele comandava o Saints.
“Tudo começou com a nossa avaliação dele em New Orleans. Ele era um alvo nosso no draft. Isso não quer dizer muita coisa além de que gostávamos do jogador quando saiu da universidade… Eu conhecia os relatos de como ele jogava, e depois o vimos jogar em tempo real. Mas, no fim das contas, para responder à sua pergunta, são esses três anos aqui. Três anos observando-o dia após dia, algo a que vocês não têm acesso. Ele estará pronto para entrar em campo e pronto para o momento”.
Notícia publicada originalmente por www.espn.com.br –
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