Um gesto de honestidade chamou a atenção nesta semana após um estudante de 25 anos devolver integralmente a quantia de R$ 200 mil que havia sido transferida por engano para uma conta bancária que ele não utilizava há cerca de quatro anos. O caso ocorreu na manhã da sexta-feira (16/1) e teve desfecho positivo na terça-feira (20/1), quando o valor foi oficialmente restituído ao verdadeiro remetente.
O estudante Leandro Pinheiro Silva, natural de Cuiabá (MT) e atualmente residente em Goiânia (GO), onde cursa técnico em enfermagem, contou que percebeu rapidamente que a transferência havia sido realizada de forma equivocada. Segundo ele, pouco tempo após o recebimento do Pix, o empresário responsável pela operação financeira entrou em contato para comunicar o erro.
“Assim que vi o valor, achei estranho, porque não era uma conta que eu usava há anos. Logo depois, o próprio empresário me ligou explicando que tinha feito a transferência errada”, relatou Leandro.
De acordo com o estudante, a confusão pode ter ocorrido em razão do número de telefone vinculado à chave Pix, que ainda possui o DDD 65, de Mato Grosso. O verdadeiro destinatário, no entanto, utilizava um número com DDD 66, também da região mato-grossense, o que pode ter levado ao equívoco no momento da transação.
Ainda conforme o relato, o valor transferido seria destinado a um produtor rural, como pagamento pela compra de um rebanho de cabeças de gado. Ao errar um dígito do DDD, o empresário acabou enviando o montante para a conta de Leandro.
Por se tratar de uma quantia elevada, a movimentação acionou automaticamente os mecanismos de segurança da instituição financeira. A conta bancária utilizada pelo estudante, na qual ele recebe seguro-desemprego, foi bloqueada preventivamente. “O banco bloqueou a conta por segurança. Precisei abrir um chamado e explicar toda a situação para que eles liberassem o acesso e permitissem a devolução do dinheiro”, explicou.
Mesmo mantendo contato frequente com o empresário e demonstrando, desde o início, a intenção de devolver o valor, Leandro afirmou que procurou a Polícia Civil para se resguardar juridicamente. O estudante temia que a demora, causada pelos trâmites bancários, pudesse resultar em algum tipo de penalização.
Na delegacia, porém, foi orientado de que não havia necessidade de registrar boletim de ocorrência. Segundo a corporação, não houve crime, uma vez que não existia a intenção de se apropriar indevidamente do dinheiro, o que caracteriza o delito.
Após a liberação da conta, o valor de R$ 200 mil foi devolvido integralmente ao empresário. Aliviado com o desfecho, o remetente agradeceu a postura do estudante e decidiu recompensá-lo pela atitude. Como forma de reconhecimento, ele realizou um novo Pix no valor de R$ 1 mil.
“Fiquei tranquilo quando tudo se resolveu. Fiz o que era certo, e a gratidão dele foi algo inesperado”, afirmou Leandro.
O caso reforça a importância da conferência cuidadosa dos dados antes da realização de transferências bancárias e também evidencia que a devolução de valores recebidos por engano não é apenas uma atitude ética, mas uma obrigação legal. Além disso, a história ganhou repercussão nas redes sociais como exemplo de honestidade em tempos de transações financeiras instantâneas.
Notícia publicada originalmente por Luciana
em nome do autor LUCIANA NOVAIS.
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