Se você mora no Nordeste ou acompanha as notícias sobre o clima no Brasil, certamente já ouviu falar da seca que castiga algumas regiões do país. Mas temos uma boa notícia para começar a semana: a situação diminuiu em todos os estados do Nordeste nos primeiros meses de 2026.

De acordo com o Monitor de Secas, um relatório feito pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), as chuvas acima da média em fevereiro ajudaram a aliviar a situação em várias partes do Brasil. E a região Nordeste foi uma das que mais sentiu essa melhora.

O que mudou na Seca do Nordeste?

Para você ter uma ideia, entre janeiro e fevereiro deste ano, a área com seca no Brasil caiu de 5,4 milhões para 4,5 milhões de quilômetros quadrados. Isso significa que hoje 54% do território brasileiro ainda sofre com algum nível de seca – mas o importante é que o quadro está melhorando.

A melhora foi sentida em quatro regiões do país: Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste. E o destaque fica por conta da diminuição das áreas com seca extrema, que deixou de ser registrada em dois estados nordestinos importantes: Bahia e Piauí.

Como estava antes e como ficou?

Para facilitar o entendimento, preparei uma tabela com as principais mudanças na região Nordeste:

EstadoSituação em janeiroSituação em fevereiro
BahiaSeca grave e extremaSeca grave recuou; seca extrema deixou de existir
PiauíSeca extremaSeca extrema deixou de ser registrada
MaranhãoSeca graveSeca moderada

Por que essa melhora aconteceu?

O grande responsável por essa mudança foi o volume de chuvas acima da média registrado em fevereiro. As precipitações ajudaram a recuperar o solo, encher reservatórios e aliviar os impactos da estiagem que vinha afetando a região.

Isso não significa que a seca acabou, mas mostra que o cenário está evoluindo na direção certa. Em alguns estados, como Bahia e Piauí, a seca ainda existe, mas em níveis menos severos.

Monitor das Secas (1)
Monitor das Secas (1)

E a no restante do Brasil?

O Monitor de Secas acompanha 17 unidades da Federação. Em fevereiro, os estados com maior área nesse aspecto foram:

  1. Amazonas – lidera o ranking
  2. Mato Grosso
  3. Bahia
  4. Minas Gerais
  5. Maranhão

Ou seja, mesmo com a melhora, o fenômeno ainda atinge uma grande extensão do território brasileiro. Mas o recuo é um alívio, especialmente para quem vive no campo e depende da chuva para plantar e criar animais.

O que é o Monitor de Secas?

Você pode estar se perguntando: como eles sabem tudo isso? O Monitor de Secas é uma ferramenta criada em 2014 que acompanha continuamente o grau de severidade das secas no Brasil. Ele usa indicadores do fenômeno e analisa os impactos em curto prazo (até seis meses) e longo prazo (mais de seis meses).

A metodologia é baseada em modelos usados nos Estados Unidos e no México, o que garante um acompanhamento técnico e confiável.

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E agora, o que esperar?

A melhora da seca nos primeiros meses do ano é um sinal positivo, mas especialistas continuam monitorando a situação. O clima no Brasil é dinâmico, e é preciso acompanhar as próximas estações para saber se o alívio vai se manter.

Para quem vive no Nordeste, essa trégua traz esperança. As chuvas que caíram em fevereiro ajudaram não só a natureza, mas também a vida de milhares de famílias que dependem da terra para sobreviver. Agricultores, criadores e moradores da zona rural são os que mais sentem no bolso e no dia a dia os efeitos da estiagem.



Notícia publicada originalmente por Portal NE9
em nome do autor Eliseu Lins.

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