com informações do JC

Um levantamento realizado pelo jornal O Globo e pelo portal Metrópoles revela que o Supremo Tribunal Federal (STF) desembolsou, desde dezembro de 2022, ao menos R$ 548,9 mil em diárias para equipes de segurança que acompanharam o ministro Dias Toffoli em estadas no Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Norte Pioneiro do Paraná.
De acordo com a reportagem, os dados — extraídos do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) — indicam que o magistrado passou pelo menos 168 dias no local nos últimos três anos. Desse total, 128 dias coincidiram com fins de semana, feriados ou períodos de recesso do Judiciário.
Detalhes das despesas
As informações sobre os deslocamentos foram identificadas por meio das diárias pagas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), de São Paulo. Embora o resort esteja no Paraná, agentes de segurança vinculados ao tribunal paulista foram destacados para realizar a escolta e o transporte da autoridade.
As descrições nos registros oficiais especificam a finalidade: “prestar apoio em segurança e transporte para autoridade do Supremo Tribunal Federal, na cidade de Ribeirão Claro”. Em geral, as equipes eram compostas por quatro ou cinco agentes, com revezamento em períodos de permanência mais longos.
Vínculos com o local
O resort em questão tem histórico de ligações com a família do ministro. Segundo a apuração de O Globo, o empreendimento já foi administrado por um irmão de Toffoli, e uma empresa de seus familiares detinha participação societária no fundo ligado ao resort até 2021.
A reportagem destaca ainda que, mesmo após a venda do complexo para o advogado Paulo Humberto Barbosa em 2025, a frequência do ministro não diminuiu: foram registradas sete viagens e 58 dias de permanência desde a transação. O ministro mantém uma embarcação ancorada no píer do local e utiliza uma residência exclusiva em uma área de alto padrão do condomínio.
Vídeo de Toffoli
O portal Metrópoles também revelou um vídeo que mostra o ministro Dias Toffoli utilizando o resort Tayayá para receber empresários, banqueiros e políticos. No registro, estavam como convidados o empresário Luiz Pastore, dono do grupo metalúrgico Ibrame, e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. O registro data do dia 23 de janeiro de 2023.
Outro lado
Procurado, o Supremo Tribunal Federal tem reiterado em ocasiões semelhantes que não comenta detalhes sobre a segurança pessoal dos ministros. A Corte justifica que o aumento dos custos com proteção institucional é reflexo do cenário de crescente hostilidade e ameaças contra os membros do tribunal, o que exige vigilância ininterrupta, independentemente de agendas oficiais ou períodos de descanso.
Notícia publicada originalmente por PE News
em nome do autor Céu Albuquerque.
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