Mesmo sem registros confirmados de moradores diagnosticados com Mpox, a Prefeitura de Vitória da Conquista intensificou as ações preventivas e de vigilância em saúde diante do cenário de alerta nacional e estadual para a doença. Por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foi emitida nesta sexta-feira (20) uma circular direcionada aos profissionais da Atenção Básica e da Rede Hospitalar, com orientações técnicas sobre o manejo, a notificação e o monitoramento de possíveis casos suspeitos no município.
A iniciativa tem como objetivo principal alinhar protocolos e garantir uma resposta rápida e eficaz do sistema de saúde local, assegurando tanto a proteção da população quanto a segurança dos profissionais envolvidos no atendimento. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a medida segue recomendações das autoridades sanitárias e reforça o compromisso do município com a vigilância epidemiológica ativa.
Fluxo de atendimento e diagnóstico
De acordo com a circular, qualquer pessoa que procure uma unidade de saúde apresentando sinais ou sintomas compatíveis com Mpox será acolhida e encaminhada conforme o fluxo estabelecido. Após a avaliação clínica inicial e a identificação da suspeita, a unidade realiza imediatamente a notificação do caso.
Um dos diferenciais adotados pelo município está relacionado à estratégia de coleta de exames. Após a notificação, a Vigilância Epidemiológica agenda e realiza a coleta do material diretamente no domicílio do paciente. Essa medida reduz o risco de transmissão em ambientes de saúde e garante maior comodidade ao usuário, além de agilizar o processo de investigação do caso.
Sintomas e formas de transmissão
A Mpox é uma doença viral caracterizada, principalmente, pelo surgimento de erupções cutâneas ou lesões em mucosas, que podem aparecer em qualquer parte do corpo, incluindo regiões genital, anal e oral. Outros sintomas frequentemente associados incluem febre, inchaço dos gânglios linfáticos (linfadenopatia), dores musculares, dor de cabeça, dores nas costas, calafrios e sensação intensa de cansaço.
A transmissão ocorre por meio de contato pessoal próximo, especialmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, secreções respiratórias ou objetos contaminados. O período de transmissibilidade se estende desde o início dos sintomas até a completa cicatrização das feridas, com a formação de nova camada de pele.
Orientações sobre isolamento e tratamento
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o isolamento domiciliar é obrigatório para todos os casos suspeitos, prováveis ou confirmados. Nos casos suspeitos, o isolamento deve ser mantido até a divulgação do resultado do exame. Já os casos confirmados precisam permanecer isolados até o desaparecimento total dos sintomas e a queda completa das crostas das lesões.
Atualmente, não existe um medicamento específico aprovado para o tratamento da Mpox. O cuidado clínico é baseado em medidas de suporte, com foco no alívio dos sintomas, no controle da dor e na prevenção de complicações, conforme a avaliação médica.
Contato e esclarecimentos
Para orientar profissionais de saúde e a população em geral, a Vigilância Epidemiológica do município permanece à disposição para esclarecimento de dúvidas e informações adicionais pelo telefone (77) 3229-3145. A Prefeitura reforça a importância de procurar uma unidade de saúde ao surgirem sintomas suspeitos e de seguir rigorosamente as orientações sanitárias.
Notícia publicada originalmente por Luciana
em nome do autor LUCIANA NOVAIS.
Acesse a matéria completa

