O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que deixará o comando do Executivo estadual em 22 de março de 2026 para disputar a Presidência da República. Ao mesmo tempo, foi categórico ao negar qualquer possibilidade de integrar, como vice-presidente, uma eventual chapa liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração ocorre em meio ao aquecimento do cenário político nacional e às primeiras movimentações formais visando as eleições presidenciais de 2026.
A fala do governador Romeu Zema ganha relevância especial por acontecer poucos dias após o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, defender publicamente o nome do governador mineiro como possível vice em uma chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro. Na avaliação de Nogueira, o governador Romeu Zema reuniria “entregas e experiência administrativa”, além de representar um ativo eleitoral estratégico para conquistar o eleitorado do Sudeste, região decisiva em disputas nacionais.
Apesar das articulações, o governador Romeu Zema tratou de afastar qualquer especulação nesse sentido. Segundo o governador Romeu Zema, seu projeto político para 2026 é claro e passa pela liderança de uma candidatura própria. A decisão de deixar o governo dentro do prazo legal reforça a intenção de entrar na disputa presidencial em igualdade de condições com outros pré-candidatos, cumprindo as exigências da legislação eleitoral.
Postura de independência política
Nos bastidores, a declaração também é interpretada como um sinal de independência do governador Romeu Zema em relação ao campo bolsonarista. Embora tenha dialogado com diferentes setores da direita ao longo do mandato, o governador tem buscado consolidar uma imagem de gestor técnico, com discurso liberal na economia e distante de alianças automáticas. Ao descartar o posto de vice, o governador Romeu Zema evita ser visto como coadjuvante em um projeto político liderado por outro grupo.
Aliados do governador avaliam que aceitar a condição de vice poderia limitar sua projeção nacional e reduzir o capital político acumulado após dois mandatos à frente de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. A estratégia, segundo interlocutores, é apresentar o governador Romeu Zema como alternativa competitiva ao eleitorado que busca uma candidatura de perfil gestor, fora da polarização tradicional.
Reações e cenário eleitoral
A manifestação de Ciro Nogueira, por sua vez, reflete a tentativa do PP de se posicionar como peça-chave na construção de uma ampla coalizão de centro-direita para 2026. A defesa do nome de Zema como vice foi vista como um gesto de aproximação, mas a negativa pública do governador indica que as negociações ainda estão longe de um consenso.
Com a confirmação da saída do cargo e a sinalização de uma candidatura própria, o governador Romeu Zema passa a figurar de forma mais explícita no tabuleiro eleitoral nacional. A definição antecipada do calendário e a recusa em compor como vice ampliam o debate sobre a fragmentação do campo conservador e liberal, que deverá enfrentar o desafio de unir forças ou seguir dividido na disputa pelo Planalto.
À medida que 2026 se aproxima, a postura do governador Romeu Zema Reforça a tendência de um cenário eleitoral marcado por múltiplas pré-candidaturas e intensas negociações partidárias, com Minas Gerais novamente ocupando papel central nas decisões políticas do país.
Notícia publicada originalmente por Luciana
em nome do autor LUCIANA NOVAIS.
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