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    Início » ‘Estado hipnagógico’: o momento entre sono e vigília que pode nos ajudar a ser mais criativos
    Brasil

    ‘Estado hipnagógico’: o momento entre sono e vigília que pode nos ajudar a ser mais criativos

    21 de dezembro de 2025
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    Mulher dorme em um sofá e nuvens acima dela representam ideias

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Especialistas afirmam que, nesse estado entre o sono e a vigília, os seres humanos tendem a criar e encontrar soluções inovadoras para problemas
    Article Information

      • Author, Steve Taylor
      • Role, The Conversation*
    • Há 1 hora

    • Tempo de leitura: 5 min

    A canção Yesterday, dos Beatles, foi escrita no que psicólogos chamam de “estado hipnagógico”. Essa é uma zona cinzenta entre o sono e a vigília, quando ficamos meio sonolentos em um estado semiconsciente, experimentando imagens e sons mentais vívidos.

    Ao acordar em uma manhã do início de 1965, Paul McCartney percebeu uma melodia longa e complexa tocando em sua cabeça. Saltou da cama, sentou-se ao piano e começou a tocá-la.

    Ele rapidamente encontrou os acordes que acompanhavam a melodia e rascunhou algumas frases de acompanhamento (como as chamam os compositores, antes de escrever a letra propriamente dita) que se encaixavam com a música.

    Custando a acreditar que um som tão bonito poderia surgir espontaneamente, McCartney suspeitou que estivesse plagiando inconscientemente outra composição.

    “Durante aproximadamente um mês, procurei pessoas do meio musical e perguntei se já tinham a ouvido antes… Pensei que, se ninguém a reivindicasse depois de algumas semanas, poderia ficar com ela”, relembrou. Mas era mesmo original.

    Muitas grandes descobertas e invenções surgiram durante o estado hipnagógico.

    O físico Niels Bohr ganhou o Prêmio Nobel porque, estando semiconsciente, sonhou que via o núcleo do átomo, com elétrons girando ao redor, tal como o sistema solar com o Sol e os planetas, e assim “descobriu” a estrutura atômica.

    Paul McCartney tocando em dezembro de 2024

    Crédito, Ricardo Rubio/Europa Press via Getty Images

    Legenda da foto, O cantor britânico Paul McCartney afirmou que o sucesso Yesterday surgiu enquanto ele despertava certa manhã

    O ponto ótimo

    Pesquisas demonstraram que o estado hipnagógico é um “ponto ótimo” para a criatividade. Por exemplo, em um estudo de 2021, participantes em estado hipnagógico tiveram três vezes mais chances de descobrir a “regra oculta” capaz de solucionar um problema matemático.

    Os psicólogos associam a criatividade a qualidades como abertura à experiência e flexibilidade cognitiva.

    Outros sugerem que a criatividade surge da coordenação entre a rede de controle cognitivo do cérebro (responsável pelo planejamento e resolução de problemas) e a rede do modo padrão (associada ao devaneio e à divagação mental).

    No entanto, na minha opinião, uma das teorias mais importantes sobre a criatividade é também uma das mais antigas, proposta pelo psicólogo britânico Frederic Myers, em 1881. Segundo Myers, ideias e percepções surgem como uma súbita “onda” da mente subliminar.

    Para Myers, nossa mente consciente é apenas um pequeno segmento de nossa mente como um todo, incluindo não apenas o que Sigmund Freud chamou de inconsciente, mas também níveis de consciência mais amplos e elevados. As ideias podem ser gestadas inconscientemente por um longo tempo antes de emergirem à consciência.

    É por isso que muitas vezes sentimos que as ideias vêm de fora da mente, como se nos fossem dadas. Elas podem vir de além da nossa mente consciente.

    Ilustração de um átomo segundo Niels Bohr

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Ao físico Niels Bohr, a estrutura do átomo teria surgido enquanto dormia, descoberta que lhe rendeu o Prêmio Nobel

    A importância do relaxamento

    O estado hipnagógico é tão criativo porque, enquanto oscilamos entre o sono e a vigília, a mente consciente está apenas ativa.

    Por um breve período, nossos limites mentais ficam mais permeáveis, e percepções e ideias criativas podem fluir da mente subconsciente.

    Em sentido mais geral, é por isso que a criatividade é frequentemente associada ao relaxamento e ao ócio. Quando relaxamos, nossa mente consciente tende a ficar menos ativa. Muitas vezes, quando estamos ocupados, nossa mente está repleta de pensamentos incessantes, sem espaço para que ideias criativas fluam.

    É por isso também que a meditação está fortemente ligada à criatividade.

    Pesquisas mostram que a meditação promove qualidades criativas gerais, como abertura à experiência e flexibilidade cognitiva.

    Mas talvez ainda mais importante, a meditação silencia e suaviza a mente consciente, nos tornando mais suscetíveis a receber inspiração de fora dela.

    Como destaco em meu livro The Leap (O Salto, em tradução livre), é por isso que existe uma forte conexão entre o despertar espiritual e a criatividade.

    Uma mulher dormindo com um livro em seu colo

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Especialistas afirmam que uma soneca ou um momento de relaxamento não representam perda de tempo, mas um caminho para estimular a criatividade

    Alimentando o estado hipnagógico

    Pesquisas indicam que cerca de 80% das pessoas já experimentaram o estado hipnagógico e que aproximadamente um quarto da população vivencia com regularidade. É ligeiramente mais comum em mulheres do que em homens.

    Esse estado tende a ocorrer no início do sono, mas também pode surgir ao despertar ou ao longo do dia, quando sentimos sono e a consciência começa a se apagar.

    Podemos usar o estado hipnagógico para potencializar nossa criatividade? Certamente é possível permanecer nele, como muitos sabem, especialmente nas noites de domingo.

    No entanto, um dos desafios é capturar as ideias que surgem. Nesse torpor, pode faltar o impulso de registrá-las. É tentador pensar, antes de voltarmos a dormir: “Essa ideia é tão boa que vou lembrar com certeza.” Mas, ao acordar algum tempo depois, a ideia desapareceu.

    Um telefone sobre uma mesa de noite e ao lado da cama

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Para não esquecer as ideias surgidas durante o estado hipnagógico, especialistas recomendam dormir com o celular por perto ou manter um caderno e uma caneta à mão

    No entanto, com treinamento mental, não há razão para que não possamos criar o hábito de registrar nossas ideias hipnagógicas.

    O ideal é ter caneta e papel na mesa de cabeceira. Ou, numa versão mais moderna, deixar o celular ao lado da cama com o aplicativo de gravação aberto.

    Na verdade, essa é uma prática que Paul McCartney sempre adotou. Ele chegou a treinar para escrever no escuro com esse objetivo.

    Também é possível usar a técnica do “cochilo consciente” para gerar ideias. Sempre que o grande inventor Thomas Edison ficava travado em uma solução ou em uma nova ideia, ele entrava em um estado semiconsciente enquanto segurava uma bola de metal.

    Quando adormecia, a bola caía no chão e o acordava e, muitas vezes, ele percebia que uma nova perspectiva havia surgido.

    De forma mais geral, deveríamos usar a ociosidade como aliada da criatividade.

    Não pense que tirar uma soneca ou relaxar é perda de tempo. Longe de ser improdutivo, isso pode levar às ideias e percepções mais inspiradoras.

    Este artigo foi publicado em inglês no site The Conversation. Você pode ler ele aqui.

    Steve Taylor é professor de Psicologia da Universidade Leeds Beckett (Reino Unido) e autor de livros sobre psicologia e espiritualidade.



    Notícia publicada originalmente por BBC Brasil
    em nome do autor .

    Acesse a matéria completa

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