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    Rio Grande do Norte

    Construção prevê maior crescimento em 2026, mas juros e custos preocupam

    21 de fevereiro de 2026
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    A construção civil no Brasil prevê para 2026 um cenário mais favorável do que o observado em 2025, impulsionado pela ampliação do crédito, investimentos em infraestrutura e programas habitacionais. A projeção é de crescimento de 2% este ano, acima da estimativa de 1,3% para 2025, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O avanço, no entanto, vem acompanhado de preocupações que seguem pressionando o setor, como juros ainda elevados, aumento do custo da mão de obra, incertezas tributárias e um ambiente de negócios marcado pela cautela dos empresários.

    A economista-chefe da entidade, Ieda Vasconcelos, destaca que a projeção inicial é que o setor cresça mais do que em 2025. “Apesar do resultado de 2025 não ter sido divulgado ainda pelo IBGE, a nossa projeção permanece 1,3% e, para 2026, com os dados que temos até o momento, estamos projetando 2% de crescimento. Se confirmada essa alta, será o nosso terceiro ano consecutivo de crescimento”.

    Contudo, o ambiente ainda é desafiador. O presidente do Sindicato da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN), Sérgio Azevedo, diz que o avanço só será sustentável se vier acompanhado de estabilidade regulatória, redução dos juros e estímulos consistentes ao investimento. “Não adianta incentivar de um lado e aumentar custo estrutural do outro”, resume Sérgio Azevedo. O consenso entre as entidades do setor é que há espaço para crescer, mas o ritmo e a consistência dessa retomada dependerão das condições econômicas e das decisões de política pública ao longo do ano.

    Sérgio Azevedo: avanço precisa ser acompanhado de estabilidade regulatória e redução de juros| Foto: Adriano Abreu

    A taxa de juros ainda elevada, a escassez e o alto custo da mão de obra, aliados ao menor ritmo de crescimento da economia nacional, à situação fiscal do país, são questões que preocupam o empresariado. A cautela aparece também nos indicadores de confiança.

    Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, embora já se perceba uma leve recuperação no início de 2026, o ânimo do empresário da construção permanece em patamar baixo. Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a persistência desse cenário tende a produzir efeitos mais profundos. “Na medida em que essa baixa confiança vai se tornando mais perene, como aconteceu em 2025, isso acaba afetando de forma mais forte as decisões dos empresários, se traduzindo em redução de produção, de emprego e da atividade do setor”, analisa.

    Na segunda parte de 2025, outro fator passou a liderar as inquietações do setor: a carga tributária. Segundo Fernando Guedes Ferreira Filho, presidente executivo da CBIC, o tema ganhou peso em meio ao processo de transição da reforma tributária. “Há muitas dúvidas ainda sobre como o novo modelo irá impactar o setor. Estamos falando de mudanças em obrigações acessórias, notas fiscais e registros, e ainda existe muita incerteza sobre como isso vai ser implementado”, afirma. Ele acrescenta que discussões paralelas, como a tributação de dividendos e a redução de incentivos fiscais, especialmente no lucro presumido, ampliam o grau de insegurança para as empresas da construção.

    Além dos tributos, o custo da mão de obra segue como ponto de atenção. “O custo da mão de obra está pressionando bastante os custos de construção, o que certamente é um ponto de atenção em relação à eventual transferência para o preço final”, observa Guedes.

    Apesar das dificuldades, o conjunto de estímulos previstos para 2026 sustenta a expectativa de um desempenho melhor. A CBIC destaca o início do ciclo de queda da taxa de juros, ainda que de forma gradual, a continuidade dos investimentos em infraestrutura e o fortalecimento de políticas habitacionais. Entre os fatores positivos estão o orçamento recorde do FGTS para habitação, a possibilidade de contratação de até 1 milhão de novas unidades do Minha Casa Minha Vida (MCMV) e a discussão de um novo modelo de crédito habitacional.

    Geração de empregos


    Embora o setor tenha mantido crescimento no número de trabalhadores, o ritmo de geração de vagas desacelerou. A economista-chefe do CBIC, Ieda Vasconcelos, destaca que o estoque de empregos formais na construção cresceu 3,08% em 2025 na comparação com o ano anterior, encerrando o período com cerca de 2,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Em alguns meses, entre maio e setembro, o contingente chegou a ultrapassar 3 milhões, retomando um patamar semelhante ao de 2014.

    Apesar desse desempenho, o saldo de novas vagas caiu no ano passado, reflexo direto do menor ritmo de crescimento da atividade. “Foram 87.878 vagas geradas em 2025, uma queda de quase 20% em relação à geração observada em 2024. Isso reflete o menor ritmo de crescimento da construção em 2025”, explica Ieda. Todos os segmentos do setor registraram aumento no número de trabalhadores, com destaque para a construção de edifícios, que cresceu quase 4%, seguida pelos serviços especializados e pelas obras de infraestrutura.

    O recorte regional também revela contrastes. Estados do Nordeste tiveram bom desempenho na geração de empregos, como Pernambuco, Bahia e Ceará, que figuraram entre os maiores saldos positivos do país. Por outro lado, o RN terminou 2025 com saldo negativo de 208 vagas, ficando entre os estados com pior resultado no mercado.

    Para Sérgio Azevedo, o dado mostra um setor resistente, mas pressionado. “O RN tem potencial e demanda reprimida, mas o setor da Construção não cresce por decreto, cresce com crédito, segurança jurídica e previsibilidade”, afirma o presidente do Sinduscon/RN. Ainda segundo ele, a construção potiguar foi impactada por juros altos, aumento de custos e insegurança regulatória.

    Empresas apostam em expansão no RN

    A perspectiva positiva para a construção civil em 2026, apontada por entidades nacionais do setor, encontram eco entre empresas que atuam no RN, mas com leituras distintas sobre ritmo de expansão, riscos e oportunidades. Enquanto algumas já projetam crescimento e novos lançamentos, outras adotam postura mais cautelosa.

    No segmento de habitação popular, a avaliação é de que o cenário local acompanha, e em alguns aspectos até antecipa, a tendência nacional. Para a MRV Engenharia, o desempenho recente do mercado potiguar reforça a projeção otimista. Segundo o diretor comercial da empresa no Nordeste, Alessandro Almeida, houve crescimento relevante nas vendas em Natal e Parnamirim ao longo de 2025, acompanhado de valorização dos imóveis e maior interesse pela casa própria. “Esse movimento está diretamente ligado ao déficit habitacional ainda elevado no estado e ao fortalecimento de programas como o Minha Casa, Minha Vida, que ampliam o acesso ao crédito e mantêm a demanda aquecida, mesmo em um ambiente de juros mais altos”, afirma.

    A empresa avalia que a continuidade do crédito habitacional e a previsibilidade regulatória serão decisivas para sustentar esse ritmo. Ainda assim, reconhece que fatores como inflação dos insumos, disponibilidade de mão de obra qualificada e mudanças na estrutura tributária podem interferir no cronograma de novos projetos.

    “Grande parte do crédito utilizado pelos clientes está vinculada aos recursos do FGTS, que possuem regras próprias e taxas mais acessíveis, tornando a decisão de compra menos sensível à Selic”, explica.

    A leitura é mais equilibrada entre otimismo e prudência no segmento de médio e alto padrão. A Moura Dubeux, que atua neste segmento, aponta que o RN reúne condições para crescer acima da média nacional, impulsionado por uma demanda represada tanto em habitação quanto em infraestrutura. O gerente de Incorporação da empresa no estado, Wescley Magalhães, afirma que há espaço para expansão nos projetos enquadrados no Minha Casa, Minha Vida, especialmente após a ampliação do teto da Faixa 4, e também nos produtos financiados pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). “O mercado potiguar demonstra apetite e espaço para crescer acima da média do país”, avalia.

    Esse cenário, porém, depende fortemente do ambiente macroeconômico. “A trajetória de redução das taxas de juros influencia diretamente o crédito imobiliário e o apetite de investimento”, observa Magalhães.

    Já entre empresas de atuação mais concentrada no mercado local, a cautela é ainda maior. Na Constel Empreendimentos, o diretor executivo Francisco Ramos destaca que a carga tributária atual já está incorporada aos custos, mas o maior receio está na reação do mercado às novas regras da reforma tributária previstas para entrar em vigor a partir de 2027. “Ainda não sabemos qual será a alíquota final que será aplicada aos novos impostos, o que dificulta o planejamento de longo prazo”, afirma.

    No Rio Grande do Norte, segundo Ramos, as margens de lucro estão apertadas, o que limita a absorção de custos pelas empresas. “O aumento dos custos deverá ser repassado integralmente para os preços dos imóveis”, afirma.

    A diferença de estratégias fica evidente nos planos para 2026. Enquanto a MRV projeta expansão no estado, com o lançamento de quatro novos empreendimentos em Natal e Parnamirim e investimento estimado em mais de R$ 370 milhões em Valor Geral de Vendas, a Constel adota postura de espera. “Estamos aguardando o final do primeiro trimestre para termos uma melhor sinalização das tendências e, a partir disso, definir o planejamento de novos lançamentos”, explica Ramos.

    O consenso entre as empresas é que há demanda e espaço para crescimento no RN, mas o ritmo dessa expansão dependerá da combinação entre crédito acessível, redução dos juros e maior previsibilidade regulatória. Para parte do setor, 2026 pode marcar uma retomada mais firme; para outros, será um ano de transição, em que decisões de investimento seguirão sendo tomadas com cautela.



    Notícia publicada originalmente por Tribuna do Norte
    em nome do autor Redação Tribuna do Norte.

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