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    Brasil

    Por que amamos cachorros, segundo a ciência

    20 de dezembro de 2025
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    Uma mulher sorri enquanto abraça um cachorro pequeno, com a língua para fora.

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Acredita-se que os cães tenham sido os primeiros animais domesticados pelos seres humanos

    Há 18 minutos

    Tempo de leitura: 5 min

    Às vezes é difícil acreditar, mas todos os cães, inclusive os chihuahuas, descendem dos lobos.

    Seus ancestrais antigos hoje estão extintos, e o parente vivo mais próximo é o lobo-cinzento — um predador poderoso que ainda percorre a natureza selvagem nos dias de hoje.

    Mas em que momento os lobos passaram a viver tão perto de nós? E por que os cães são adorados por tantas pessoas ao redor do mundo?

    Como chegamos até aqui?

    Acredita-se que os cães tenham sido os primeiros animais domesticados pelos seres humanos.

    Em 2017, um estudo com DNA antigo de cães concluiu que eles muito provavelmente evoluíram a partir de lobos em um único local na Europa, entre 20 mil e 40 mil anos atrás.

    Antes disso, acreditava-se que os cães haviam sido domesticados a partir de duas populações de lobos que viviam a milhares de quilômetros de distância uma da outra.

    Lobo-cinzento olha para a câmera enquanto caminha na neve, com a boca aberta.

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, O lobo-cinzento moderno é o parente vivo mais próximo dos cães domésticos.

    Mas a história de como os primeiros cães foram domesticados a partir dos lobos ainda é um campo de pesquisa em andamento e bastante debatido. Existem muitas teorias.

    Uma das principais sugere que os humanos domesticaram os lobos ao capturar e criar filhotes, selecionando ao longo do tempo os indivíduos menos agressivos para ajudar na caça.

    Outra teoria igualmente relevante propõe que os lobos, na prática, se domesticaram sozinhos. Os menos tímidos passaram a se aproximar de assentamentos humanos para vasculhar restos de comida e, em algum momento, as pessoas perceberam que essa relação era benéfica. Os lobos mais ousados e menos medrosos sobreviveram e se reproduziram com mais frequência, e essas características de “docilidade” foram transmitidas ao longo das gerações por meio da seleção natural.

    Para Greger Larson, geneticista e professor de genômica evolutiva da Universidade de Oxford, tudo teria começado mais como um encontro fortuito, a partir do momento em que humanos e lobos perceberam que poderiam se ajudar.

    “Dizer que nós domesticamos os lobos atribui uma intencionalidade que a maioria das relações da nossa vida não tem. Isso faz parecer que sabíamos exatamente o que estávamos fazendo, que havia um plano e que fomos inteligentes desde o início”, explica o professor Larson.

    Segundo ele, havia benefícios mútuos no começo dessa relação, como uma caça mais eficiente. “Acho que nós provavelmente nos beneficiamos porque, se aqueles lobos nos viam como parte do grupo deles, eles atuavam como sentinelas, o que tornava tudo um pouco mais seguro. E, do ponto de vista do lobo, poderia haver uma maior regularidade no acesso a alimento”, acrescenta o professor.

    
Um cão farejador ao lado de três malas no Aeroporto Internacional José Martí, em Havana.

    Crédito, AFP via Getty Images

    Legenda da foto, A forma como os humanos utilizam os cães evoluiu desde a época em que eles guardavam cavernas, e hoje inclui funções como farejar bagagens em aeroportos

    Ao longo de milhares de anos, os seres humanos passaram a selecionar cães com características específicas, como habilidades para caça ou pastoreio. E as “opções de carreira” deles mudaram significativamente desde os tempos em que guardavam cavernas, passando a incluir funções como atuar como cães-guia ou farejar pacotes suspeitos em aeroportos.

    Essa intervenção humana na seleção natural é o motivo de existirem hoje centenas de raças diferentes de cães. E, segundo o antrozoologista John Bradshaw, eles apresentam uma variedade de tamanhos maior do que a de qualquer outro mamífero.

    Em algum momento da história, o papel do cão deixou de ser apenas o de nos ajudar e passou a ser o de fazer parte da família.

    Em 2020, uma análise de lápides em cemitérios de animais de estimação feita pela Universidade de Newcastle, no Reino Unido, revelou mudanças significativas na forma como as pessoas se relacionam com seus pets desde 1881, quando foi inaugurado o primeiro cemitério público para animais. De acordo com a pesquisa, na era vitoriana os animais eram mais frequentemente descritos nas lápides como companheiros ou amigos, enquanto sepultamentos posteriores passaram a tratá-los como membros da família. O estudo observou que as referências aos animais como parte da família aumentaram após a Segunda Guerra Mundial.

    A pesquisa também registrou um crescimento da crença em uma vida após a morte para os animais de estimação a partir de meados do século 20.

    
Um bulldog francês em zoom, segurando uma bola na boca, em uma área gramada, em um dia ensolarado.
Fofo demais para resistir?

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Um estudo no Reino Unido constatou que as atitudes em relação aos cães começaram a mudar no início do século 20

    Fofo demais para resistir?

    Segundo o Colégio de Medicina Veterinária da Universidade Cornell, o período ideal para que os filhotes permaneçam com a mãe e os irmãos vai de oito a 12 semanas. Essa é uma fase crucial para a socialização e o desenvolvimento dos cães.

    Já um estudo da Universidade Estadual do Arizona, de 2018, sugere que os cães também atingem seu pico de fofura a partir desse momento.

    “É justamente nesse período crítico, em que os cães estão mais vulneráveis ao abandono pela mãe e ainda completamente incapazes de sobreviver sozinhos, que eles se tornam mais fofos aos olhos dos humanos, que tendem a assumir essa responsabilidade, levá-los para casa e começar a alimentá-los”, afirma o professor Larson.

    Além disso, um estudo de 2019 descobriu que os cães desenvolveram músculos ao redor dos olhos que lhes permitem fazer expressões que despertam especial apelo nos humanos, como o famoso “olhar de cachorro pidão”. Segundo a pesquisa, isso ajudou os cães domesticados a criar laços com as pessoas.

    “Uma vez que um filhote aprende que os humanos são amigáveis, seus instintos indicam que sua melhor chance de sobrevivência é se apegar a uma pessoa”, explica o antrozoologista Bradshaw.

    A maioria das pessoas está convencida de que seus cães as amam de volta, e hoje os cientistas já têm evidências de que é, de fato, o afeto pelos humanos que impulsiona grande parte do comportamento canino.

    Gregory Berns, neurocientista e professor de Psicologia da Universidade Emory, estuda a relação entre cães e humanos. Ele treinou cães para ficarem imóveis durante exames de ressonância magnética funcional (fMRI), a fim de observar seus cérebros. Suas pesquisas mostraram que uma área do cérebro associada a expectativas positivas é mais ativada pelo cheiro de um humano familiar.

    Ou seja, talvez não consigamos evitar amar os cães — e o sentimento pode ser recíproco.



    Notícia publicada originalmente por BBC Brasil
    em nome do autor .

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