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    Início » UFC libera patente de curativo biológico de pele de tilápia
    Paraíba

    UFC libera patente de curativo biológico de pele de tilápia

    20 de novembro de 2025
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    A Universidade Federal do Ceará (UFC) firmou, no dia 10 de novembro, um contrato com o consórcio Biotec’s (composto pelas empresas Biotec Solução Ambiental Indústria e Comércio e Biotec Controle Ambiental) para o licenciamento da tecnologia de produção de curativo biológico a partir da pele de tilápia liofilizada. A iniciativa marca um passo decisivo para levar o tratamento a um estágio comercial.

    Desenvolvida desde 2015 por médicos-pesquisadores da UFC — sob a coordenação de Edmar Maciel Lima Júnior e Marcelo José Borges de Miranda —, a técnica utiliza instalações do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da universidade para validar a pele do peixe como biotecido regenerativo.

    O curativo tem caráter oclusivo e temporário, indicado para queimaduras e feridas tanto em humanos quanto em animais. Com o acordo, o consórcio Biotec’s detém direito exclusivo para uso, desenvolvimento, produção, exploração comercial e também prestação de serviços com o produto, incluindo a fabricação de um kit para aplicação.

    De acordo com o contrato, a empresa será responsável por financiar todo o processo de escalonamento: isso inclui estudos de eficácia, testes clínicos para avaliar reações alérgicas ou sensibilização, e a obtenção das autorizações regulatórias, como da Anvisa para uso humano — e também autorizações para uso veterinário.

    A previsão é ambiciosa: a comercialização pode começar em até cinco anos para uso humano e em três anos para animais, segundo cláusulas contratuais. A duração total do contrato de licenciamento é de 14 anos.

    A pele do peixe já tem diversas aplicações Foto Viktor Braga UFC

    Aspectos financeiros e propriedade intelectual

    Para obter acesso à tecnologia, o consórcio Biotec’s pagará um valor inicial de R$ 850 mil à UFC e aos pesquisadores titulares da patente. Além disso, repassará 3,7% da receita líquida obtida com a exploração comercial da tecnologia, percentual que será distribuído entre a universidade e os inventores.

    A UFC, no entanto, mantém plena liberdade para continuar pesquisando a pele de tilápia: o contrato não impede novas investigações. Tanto que, no final de outubro, a universidade inaugurou um laboratório específico de 225 m² no NPDM dedicado à pele de tilápia. Caso novos desenvolvimentos resultem em melhorias (ou “ativos intelectuais”), os direitos poderão ser compartilhados com a empresa licenciada ou permanecer integralmente na UFC, dependendo da natureza da inovação.

    Importância do papel da universidade pública

    Esse avanço evidencia um papel central das universidades públicas no desenvolvimento científico e social. A UFC não apenas criou a tecnologia, mas também conduziu in loco toda a pesquisa, desde os estágios iniciais até os testes clínicos. A transferência tecnológica via licenciamento demonstra uma ponte eficiente entre a pesquisa acadêmica e o mercado, garantindo que inovações científicas beneficiem a população, especialmente nas regiões com menor acesso a tratamentos caros.

    Além disso, o retorno financeiro por meio de royalties permite que a universidade reinvista em novas pesquisas, fortalecendo ainda mais a ciência pública. A criação do laboratório dedicado mostra que a instituição continua comprometida com o avanço de conhecimento, sem deixar de lado a missão de servir ao bem social.

    Benefícios potenciais

    De acordo com a própria UFC, o curativo de pele de tilápia pode trazer diversas vantagens:

    • Redução da dor nas trocas de curativo, já que tende a permanecer por mais tempo sobre a lesão.
    • Menor risco de infecção e hospitalização prolongada.
    • Economia de insumos médicos e menor carga de trabalho para equipes de saúde.
    • Aplicações diversas: além de queimaduras, a pele de tilápia tem sido estudada para úlceras, cirurgias de reconstrução vaginal, redesignação sexual e uso veterinário.

    Perspectivas para o SUS

    O biocurativo tem potencial para ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a revista institucional da UFC, a ideia é produzir em larga escala kits para distribuição por meio do sistema público, beneficiando principalmente pacientes mais vulneráveis.

    Etapa Descrição Objetivo / Justificativa
    1. Produção da pele liofilizada Pele de tilápia (Oreochromis niloticus) é processada por liofilização (desidratação a frio sob vácuo) Preservar a estrutura do tecido e tornar o curativo estável, fácil de armazenar e transportar.
    2. Esterilização e embalo Após liofilização, o material é esterilizado (por exemplo, com radiação) e embalado a vácuo Garantir segurança microbiológica e durabilidade do biomaterial
    3. Testes pré-clínicos Ensaios laboratoriais e experimentos em modelos animais Validar biocompatibilidade, integridade estrutural e funcionalidade regenerativa do curativo
    4. Estudos clínicos (fase II) Ensaios controlados em humanos com queimaduras (ex: estudo com 24 participantes de segundo grau) Avaliar eficácia, tempo de cicatrização, dor, necessidade de troca de curativo, segurança
    5. Aprovações regulatórias Submissão a agências reguladoras como Anvisa para uso humano e veterinário Obter autorização para comercialização e uso clínico seguro
    6. Escalonamento industrial / produção em massa Estrutura industrial sob responsabilidade da empresa licenciada Produção em larga escala para kits de curativos biológicos
    7. Distribuição e aplicação clínica Fornecimento para hospitais, clínicas, veterinários e, possivelmente, SUS Uso prático nas unidades de saúde, beneficiando paciente humano e animal
    8. Monitoramento e pós-mercado Estudos de longo prazo, vigilância de reações adversas e melhoria contínua Assegurar segurança, eficácia e possibilitar melhorias tecnológicas

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    Notícia publicada originalmente por Portal NE9
    em nome do autor Eliseu Lins.

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