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    Morte assistida: parlamentares britânicos aprovam legalização

    20 de junho de 2025
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    Foto de mulher em cama de hospital

    Crédito, Getty Images

    Há 1 hora

    Parlamentares britânicos votaram nesta sexta-feira (20/06) a favor de um projeto de lei que legaliza a morte assistida na Inglaterra e no País de Gales.

    O projeto foi aprovado por uma margem de apenas 23 votos — foram 314 a favor e 291 contra.

    Após várias horas de debate acalorado, os parlamentares foram autorizados a votar de acordo com suas convicções pessoais, em vez de seguir as linhas definidas pelos partidos.

    • Forem maiores de 18 anos, residirem na Inglaterra ou no País de Gales e estiverem registrados em um clínico geral há pelo menos 12 meses;
    • Tiverem capacidade mental para fazer a escolha e forem considerados como tendo expressado um desejo claro, firme e informado, livre de coerção ou pressão;
    • Tiverem previsão de morte dentro de seis meses;
    • Fizerem duas declarações separadas, testemunhadas e assinadas, sobre seu desejo de morrer;
    • Comprovarem a elegibilidade de dois médicos independentes — com pelo menos sete dias de intervalo entre cada avaliação.

    Após a aprovação do pedido, o paciente precisará aguardar 14 dias antes de prosseguir, pelo projeto.

    Um médico prepararia a substância a ser usada para encerrar a vida do paciente, mas a própria pessoa é quem tomaria a dose.

    O projeto de lei define o médico coordenador como um profissional médico registrado com “treinamento, qualificações e experiência” em um nível ainda a ser especificado pelo ministério da Saúde. O projeto não especifica qual substância seria usada.

    O médico precisa permanecer com a pessoa até que ela se autoadministrasse a substância e morra (ou até que o médico determine que o procedimento falhou).

    A pessoa poderia decidir não tomar a substância, e nesse caso o médico teria que remover a substância imediatamente.

    Os médicos também não teriam qualquer obrigação de participar do processo de morte assistida.

    Isso é chamado de suicídio assistido por médico. A eutanásia voluntária é diferente e ocorre quando um profissional de saúde administra a substância letal ao paciente.

    As mortes cobertas pelo projeto de lei sobre suicídio assistido não precisariam ser investigadas por um legista.

    Mas o projeto de lei tornaria ilegal que alguém pressionasse, coagisse ou usasse desonestidade para fazer com que alguém declarasse que deseja tirar a própria vida ou para induzir alguém a se autoadministrar uma substância aprovada.

    Se alguém for considerado culpado de qualquer uma dessas ações, poderá enfrentar uma pena de prisão de até 14 anos.

    O que não está incluído no projeto de lei é quanto isso custaria ao sistema de saúde, quem pagaria e qual seria a carga de trabalho.

    E não há detalhes sobre o processo judicial — ou seja, como as provas seriam apresentadas ao juiz da Suprema Corte.

    John Thomas, ex-presidente do Supremo Tribunal, disse à BBC que não pode ser um “processo de aprovação automática” e que os juízes devem estar convencidos de que não há coerção.

    A pessoa que busca a morte assistida seria aconselhada a considerar informar sua família e seu médico de família, mas não seria legalmente obrigada a fazê-lo.

    A lei se aplicaria à Inglaterra e ao País de Gales. Um projeto de lei separado já está em discussão na Escócia.

    Enquanto isso, políticos em Jersey e na Ilha de Man, duas ilhas autônimas ligadas ao Reino Unido, já apoiaram planos para introduzir a morte assistida e o processo para a aprovação da legislação está em andamento.



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