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    Paraíba

    Paciente relata perda de visão após mutirão de procedimentos oftalmológicos em Campina Grande

    20 de maio de 2025
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					Paciente relata perda de visão após mutirão de procedimentos oftalmológicos em Campina Grande
    Errta Rianny Rodrigues Mendes, de 43 anos. Reprodução/TV Paraíba

    Uma das pacientes afetadas por complicações oculares após participar de um mutirão de procedimentos oftalmológicos no Hospital de Clínicas de Campina Grande, no último dia 15 de maio, a pedagoga Errta Rianny Rodrigues Mendes, de 43 anos, afirma que perdeu a visão e enfrenta dores constantes, mesmo após ser submetida a um novo procedimento cirúrgico nesta terça-feira (20), em João Pessoa.

    “No momento, não estou enxergando e ainda sinto dor. Parou a saída do líquido do meu olho. Estou sofrendo, tenho crise de ansiedade e síndrome do pânico”, informou ao Jornal da Paraíba.

    Errta passou pela segunda aplicação de uma injeção ocular, destinada ao tratamento de uma condição crônica que reúne baixa visão, miopia grave e glaucoma. A aplicação, segundo ela, fazia parte de um processo judicial movido contra o Estado para garantir acesso ao medicamento de alto custo.

    “Eu já vinha de um processo na Justiça, entrei contra o Estado para ter o direito à injeção, porque a injeção é bastante cara, com um valor que excede o que nós recebemos. Diante dos fatos, que foi tudo deferido, deu tudo certo, eu estava na segunda aplicação no dia 15 de maio”, relatou a pedagoga.

    
				
					Paciente relata perda de visão após mutirão de procedimentos oftalmológicos em Campina Grande
    Errta Rianny/Arquivo pessoal

    No entanto, dois dias após o procedimento, ela começou a apresentar sintomas graves.

    “Quinta e sexta estava tudo bem, não estava sentindo dor, estava aplicando colírio antibiótico prescrito pela médica. Quando foi sábado, por volta das 4h, acordei com dores fortes e intensas que não estava entendendo o que estava acontecendo, e saía muito líquido do meu olho. E eu fiquei sem entender”, disse.

    A partir daí, Errta iniciou uma busca por atendimento de emergência entre diferentes unidades de saúde. Ela foi orientada pela equipe médica a procurar atendimento no Hospital de Trauma de Campina Grande, e de lá encaminhada à Fundação Rubens Dutra Segundo.

    “Chegando lá, tinha vários pacientes. Fui atendida, fez ultrassom, disseram que era uma infecção séria, e eu já estava sem ver. O olho já com a parte branca, que é da bactéria”, relatou. Diante do agravamento do quadro, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) encaminhou a paciente, junto com outros afetados, para João Pessoa, onde foi submetida a um novo procedimento nesta segunda. Segundo ela, a situação ainda é crítica.

    A pedagoga diz que ela e outros pacientes seguem sendo monitorados por equipes médicas, mas não há prazo ou garantias sobre a possibilidade de recuperação. “O doutor falou que temos que estar diariamente sendo assistidos e possivelmente semanas aqui [em João Pessoa]. Paralisamos nossas vidas”, resumiu.

    Outra paciente perdeu completamente a visão de um olho

    
				
					Paciente relata perda de visão após mutirão de procedimentos oftalmológicos em Campina Grande
    Anita Terina da Costa, de 89 anos. Adriana Costa/Arquivo pessoal

    Além de Errta, outra paciente também enfrenta as consequências do mutirão de procedimentos oftalmológicos. Anita Terina da Costa, de 89 anos, perdeu praticamente a visão do olho esquerdo após o procedimento.

    Segundo o filho dela, Inácio Quaresma Neto, a idosa vinha tratando um edema macular há cinco meses, com aplicações mensais que apresentavam resultados positivos.

    “Quinta-feira (15), ela fez o procedimento e agora o olho dela perdeu a visão total. […] Quando ela saiu de lá, já saiu com o olho doendo e dizendo que tinha dado errado. Foi um mutirão, tinha mais gente. O pessoal que fez o procedimento todos dando entrada nos hospitais, com o mesmo problema”, relatou.

    Uma das filhas de Anita, Adriana Costa, contou ainda que a mãe está em casa, mas muito abalada. “Está deprimida, triste, perguntando toda hora se vai ver, se o olho está aberto ou fechado. Não tem condições de ficar sozinha nenhum momento”, disse.

    Segundo ele, a médica informou que há apenas 2% de chance de Anita recuperar a visão.

    Posicionamento das autoridades

    
				
					Paciente relata perda de visão após mutirão de procedimentos oftalmológicos em Campina Grande
    Hospital de Clínicas de Campina Grande. Reprodução/TV Paraíba

    A Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) explicou ao Jornal da Paraíba, por meio de nota, que está apurando possíveis irregularidades em cirurgias oftalmológicas e que os procedimentos foram executados pela empresa Fundação Rubens Dutra Segundo, contratada pela SES, sendo os profissionais e o fornecimento de materiais utilizados durante as intervenções de responsabilidade exclusiva da empresa. Em razão disso, a SES instaurou processos administrativos para investigar as responsabilidades da empresa e apurar as condutas adotadas no caso.

    Na noite desta terça-feira (20), a SES-PB emitiu uma nova nota oficial, no qual informou que os nove pacientes com complicações estão recebendo assistência integral da SES, em ações que incluem início imediato de tratamento com antibióticos, realização de exames para avaliação detalhada e acompanhamento clínico contínuo, com consultas médicas regulares para monitorar a evolução e garantir o suporte necessário. A SES-PB também pontuou que os casos mais graves estão sendo acompanhados na enfermaria do Hospital Metropolitano, em Santa Rita, na Grande João Pessoa, onde permanecem sob monitoramento contínuo. Outros dois pacientes seguem em acompanhamento em um hospital particular de Campina Grande, recebendo todo o suporte clínico necessário para o tratamento e recuperação.

    Em nota enviada ao Jornal da Paraíba, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB) afirmou que acompanha o caso. Segundo o CRM-PB, nenhuma denúncia formal chegou à Comissão de Ética Médica do órgão, mas mesmo se não houver denúncia, uma sindicância de ofício será aberta para apurar e responsabilizar os envolvidos.

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu, nesta terça, uma investigação sobre os casos de pacientes que passaram por procedimentos oftalmológicos no Hospital de Clínicas de Campina Grande e relataram complicações como infecções e perda de visão.

    A promotora de Justiça Adriana Amorim determinou que a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) apresente, em até 10 dias, informações detalhadas sobre o mutirão. A pasta deve informar o total de pacientes atendidos, os tipos de procedimentos realizados e os critérios para a seleção dos pacientes.

    Também foi solicitada a relação dos profissionais envolvidos, com suas qualificações, e o contrato firmado com a Fundação Rubens Dutra Segundo (responsável pelas intervenções), destacando as responsabilidades técnicas e administrativas.

    O Help, hospital filantrópico, informou também por meio de nota que “atende exclusivamente os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de regulação” e que “recebeu dois pacientes com demandas oftalmológicas, devidamente encaminhados pelas autoridades competentes”.

    Entenda o caso

    Pacientes que participaram de um mutirão oftalmológico realizado na última quinta-feira (15), no Hospital de Clínicas de Campina Grande, denunciaram complicações graves nos olhos após os procedimentos. A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) informou que quatro pacientes apresentaram desconfortos e que foi instaurado um processo administrativo para apurar o caso.

    De acordo com as denúncias, que começaram a ser veiculadas nessa segunda-feira (19), já no fim de semana seguinte ao mutirão, diversos pacientes procuraram atendimento em outras unidades de saúde relatando dores intensas e sinais de infecção ocular.



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