O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou oficialmente sua pré-candidatura ao governo do estado, sinalizando o início de um novo ciclo político após anos à frente da administração da capital fluminense. A declaração foi feita durante a primeira reunião do secretariado municipal de 2026, realizada nesta semana, encontro que pode ter sido o último sob sua condução antes de deixar o cargo para disputar as eleições estaduais.

Em discurso direcionado aos auxiliares e aliados, Paes afirmou que o Rio de Janeiro enfrenta um déficit histórico de liderança política e de capacidade administrativa. “Sou pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro. Acho que o estado carece, sim, de liderança política, gestão, autoridade e, sobretudo, de conduta correta na hora de conduzir as políticas públicas”, declarou. Segundo ele, o momento exige decisões firmes e uma condução responsável da máquina pública para enfrentar problemas estruturais nas áreas de segurança, mobilidade e desenvolvimento econômico.

Ao lado do vice-prefeito Eduardo Cavaliere, que assumirá oficialmente a Prefeitura do Rio no próximo dia 20 de março, Paes destacou que o processo de transição está sendo feito de forma planejada. Cavaliere, por sua vez, afirmou que dará continuidade aos principais projetos da atual gestão. “A cidade seguirá avançando. Há um legado em construção e um compromisso com a estabilidade administrativa”, disse o vice-prefeito durante a reunião.

Também presente no encontro, o deputado federal Pedro Paulo, presidente estadual do PSD, reforçou o alinhamento político do grupo e a estratégia eleitoral para 2026. “Eduardo Paes reúne experiência administrativa, capacidade de articulação e conhecimento profundo do estado. É um nome competitivo e preparado para liderar um projeto de reconstrução do Rio”, avaliou o parlamentar.

Apesar de reiterar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Paes deixou claro que sua campanha ao Palácio Guanabara não será nacionalizada. De acordo com o prefeito, o foco estará nos problemas específicos do estado e nas demandas regionais. “Minha candidatura não será um palanque nacional. O Rio tem desafios próprios e precisa de soluções pensadas a partir da realidade fluminense”, pontuou.

A estratégia eleitoral de Paes inclui a ampliação de sua base para além da capital, com atenção especial a regiões consideradas decisivas, como a Baixada Fluminense e o município de São Gonçalo. Integrantes do PSD avaliam que o ex-prefeito possui alto índice de reconhecimento, mas precisa consolidar alianças no interior e na Região Metropolitana para fortalecer o projeto estadual.

Nos bastidores, a formação da chapa já começa a ser discutida. O nome do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), surge como favorito para ocupar a vaga de vice, o que poderia ampliar o alcance eleitoral na Baixada Fluminense. Aliados afirmam que a escolha busca equilibrar experiência administrativa e representatividade regional.

Para disputar o governo do estado, Eduardo Paes terá de deixar oficialmente a Prefeitura do Rio até o dia 4 de abril, conforme determina a legislação eleitoral. A expectativa é que, a partir daí, o ex-prefeito intensifique a agenda pelo interior do estado, apresentando propostas e articulando alianças com lideranças políticas locais.

Com o anúncio, o cenário político fluminense começa a ganhar contornos mais definidos, antecipando uma disputa que promete ser marcada por debates sobre gestão, segurança pública e retomada do crescimento econômico do estado.



Notícia publicada originalmente por Luciana
em nome do autor LUCIANA NOVAIS.

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