A Posco Engenharia e Construção do Brasil, responsável pela construção da usina siderúrgica CSP (Companhia Siderúrgica do Pecém), decretou falência e o rastro de calote deve chegar a R$ 1 bilhão. As informações foram divulgadas esta segunda-feira (19) pelo colunista do UOL Carlos Madeira. A empresa foi criada pela gigante sul-coreana Posco Engineering & Construction Co.

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Segundo a reportagem, “alegando crise insanável, a Posco tomou uma medida rara no meio empresarial: pediu autofalência à Justiça cearense em setembro de 2025”. Com isso, “ficam paralisadas as cobranças judiciais e a incidência de juros, além da centralização de processos em um único juízo e frustração dos credores”.

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Ainda de acordo com a reportagem, a Posco alegou que não tem como pagar os credores, porque tem apenas os seguintes bens:

  • Um terreno em São Gonçalo do Amarante (CE), avaliado em R$ 1,1 milhão;
  • Um Ford Fusion 2015/2016 sem funcionamento, com danos externos e 11 multas entre outubro de 2020 e agosto de 2025;
  • R$ 109,80 em conta-corrente;
  • R$ 4,8 mil em aplicações financeiras.

Entenda

Para pedir falência, a Posco alegou os seguintes pontos:

  • Aumento dos custos operacionais durante a execução do projeto, como mão de obra, materiais e logística;
  • Recessão econômica no Brasil entre 2014 e 2016;
  • Falta de novos contratos após 2018;
  • Crise no setor siderúrgico após a entrada maciça de aço chinês no mercado brasileiro, a “preços predatórios”;
  • Pandemia de covid-19.

A reportagem traz também que os “os credores devem pedir a anulação do pedido de falência, o que faria as ações de cobrança retornarem às varas de origem”.



Notícia publicada originalmente por CN7
em nome do autor Raphael Barros.

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