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    Início » Gaza: por que desafio da reconstrução é ‘pior do que começar do zero’
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    Gaza: por que desafio da reconstrução é ‘pior do que começar do zero’

    18 de outubro de 2025
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    Pessoas andando em Gaza em meio a escombros. Uma delas carrega um saco nas costas

    Crédito, Anadolu via Getty Images

    Legenda da foto, ONU estima que danos causados em Gaza cheguem a US$ 70 bilhões
    Article Information

      • Author, Kayleen Devlin
      • Role,
      • Author, Erwan Rivault
      • Role,
      • Author, Barbara Metzler
      • Role, BBC Verify
    • Há 31 minutos

    A perspectiva de reconstrução de moradias, comércios e todas as instituições e serviços necessários para o retorno de uma vida normal é assustadora sob qualquer medida: a ONU estima que os danos chegam a US$ 70 bilhões (R$ 380 bilhões, na conversão atual).

    Para Andreas Krieg, especialista em segurança no Oriente Médio e professor da King’s College London, “é pior do que começar do zero”.

    “Aqui você não está começando na areia, você está começando com escombros”, declarou.

    O nível de destruição na Faixa de Gaza está, hoje, em cerca de 84%, segundo Jaco Cilliers, representante especial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para os palestinos.

    “Em algumas partes, como na Cidade de Gaza, chega a 92%.”

    A destruição gerou uma quantidade colossal de escombros.

    Análises da BBC Verify, baseadas em dados recentes de satélite, sugerem que pode haver mais de 60 milhões de toneladas de destroços aguardando remoção em Gaza.

    Em qualquer processo de reconstrução pós-conflito deve-se começar pela limpeza dos vestígios da guerra.

    Limpando os escombros

    Legenda do vídeo, Imagens capturadas por drone mostram destruição em Gaza

    Milhares de toneladas de escombros que agora cobrem a Faixa de Gaza não são apenas pilhas de concreto e metal retorcido — eles contêm restos humanos e bombas não detonadas.

    “Do ponto de vista de segurança e humanidade, a primeira coisa que precisa ser feita é tornar seguros esses locais que foram bombardeados”, diz Philip Bouverat, ex-executivo da JCB.

    Em seguida, vem o processo de triagem, separação e trituração dos destroços. Depois que materiais como plástico e aço são removidos, o concreto remanescente pode ser moído e reutilizado.

    Isso servirá de base para a construção, mas o esforço de construir exigirá importação de materiais.

    “Não é algo que vai ser feito por caminhões cruzando a fronteira. A primeira coisa que precisamos fazer é construir um porto de águas profundas, porque assim será possível trazer milhares de contêiners carregados”, acrescentou.

    Só quando as áreas forem limpas é que serviços essenciais como água, esgoto e eletricidade poderão ser restabelecidos.

    Água e esgoto

    Água potável é a principal necessidade imediata para os moradores de Gaza.

    De acordo com estimativas da Unicef, mais de 70% da 600 estações de água e saneamento do território foram danificadas ou destruídas desde 7 de outubro de 2023.

    Após o recente anúncio de cessar-fogo, soldados israelenses posaram em frente a uma estação de tratamento de esgoto na Cidade de Gaza que havia sido incendiada.

    O dano aconteceu pouco antes das Forças Armadas de Israel se retirarem de uma posição próxima a essa estrutura.

    O tratamento da água residual é fundamental para evitar o acúmulo de esgoto e propagação de doenças.

    Os médicos afirmam que Gaza apresenta altas taxas de doenças diarreicas — que podem matar crianças — e risco de cólera em algumas áreas.

    Em imagens de satélite, é possível ver os danos causados às biotorres de tratamento de água e esgosto de Sheikh Ejleen.

    Duas imagens de satélite de dias diferentes que mostram presença de veículos daas IDF e também de fumaça saindo da estação
    Legenda da foto, Imagens de satélite mostram que as forças armadas israelenses (IDF) estavam próximas de uma estação de água e esgoto que foi incendiada

    Há seis estações de tratamento de esgoto em Gaza.

    “Todas elas estão danificadas”, afirma Maher Najjar, vice-diretor da Coastal Municipalities Water Utility (CMWU), órgão responsável pela supervisão e reparo da infraestrutura hídrica de Gaza.

    Desde o início da guerra, os trabalhos de reparo têm sido severamente dificultados pelo perigo constante de ataques aéreos e da artilharia israelense, além da escassez de ferramentas, diz Najjar.

    Algumas estações foram atacadas novamente depois de passar por reparos.

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês) afirmaram que suas ações são “baseadas na necessidade e estão de acordo com o direito internacional”, em sua tentativa de impedir o Hamas de “ameaçar cidadãos de Israel”.

    Além das estações de tratamento de esgoto, Gaza possui instalações separadas para o fornecimento de água potável, que também sofreram grandes danos.

    Imagens de satélite de abril de 2024 mostram uma estação de dessalinização de água do mar — que abastecia o norte de Gaza e a Cidade de Gaza — ainda intacta.

    Mas, no início de maio, ela já havia sido destruída.

    Duas imagens de satélite, uma de abril de 2024 e outra de maio de 2024, mostrando que estação de dessalinização havia sido destruído
    Legenda da foto, Usina de dessalinização destruída abastecia o norte de Gaza e a Cidade de Gaza

    “Estamos falando sobre danos a poços de água, redes, reservatórios e linhas de transporte. É muito difícil saber por onde começar. Inicialmente, precisamos de pelo menos US$ 50 milhões para restaurar cerca de 20% dos serviços para a população”, estimou Najjar.

    “O prejuízo total está em torno de US$ 1 bilhão, talvez até mais.”

    Casas

    Imagens de satélite também mostram a devastação na área de Sheikh Radwan, um bairro no nordeste da Cidade de Gaza.

    Em agosto, antes das forças israelenses ocuparem a região — que foi chamada de último reduto do Hamas — muitas ruas pareciam em grande parte intactas.

    Mas, na última semana, áreas do bairro foram arrasadas, à medida que as IDF estabeleciam uma base militar no local.

    O centro de satélites da ONU, Unosat, estima que um total de 282,904 casas e apartamentos em toda a Faixa de Gaza foram danificados ou destruídos durante a guerra.

    Mas esse número provavelmente está subestimado, porque ainda não inclui as recentes operações militares na Cidade de Gaza, como a destruição em Sheikh Radwan.

    O gráfico abaixo mostra como o número de moradias danificadas aumentou exponencialmente no meio de 2024, coincidindo com as operações das IDF em Rafah, que deixaram grande parte da cidade em ruínas.

    Outro aumento significativo provavelmente ocorreu como resultado da ocupação na Cidade de Gaza.

    A Prefeitura de Gaza, administrada pelo Hamas, afirmou que 90% das rodovias também sofreram algum tipo de dano.

    De acordo com Shelly Culbertson, pesquisadora sênior da RAND Corporation, uma think tank com sede em Washington, a reconstrução das unidades habitacionais em Gaza “pode levar décadas”.

    “Após os bombardeios israelenses em Gaza, em 2014 e 2021, a reconstrução de casas foi lenta porque Israel não permitia a entrada de muitos materiais de construção, alegando que tinham usos duplos”, afirma.

    “Se reconstruíssemos hoje da mesma forma que fizeram em 2014 e 2021, levaria 80 anos. Se houver um bom planejamento, pode levar menos tempo.”

    Segundo Culbertson, bom planejamento significa “projetar campos que possam se transformar em bairros e ajudar as pessoas a voltarem e reconstruirem as casas destruídas”.

    Energia

    O sistema de energia de Gaza já estava sob pressão antes da guerra atual.

    Apagões eram frequentes e a maioria da população tinha acesso a horas limitadas de eletricidade por dia.

    Historicamente, o maior fornecimento da eletricidade de Gaza vem de linhas de transmissão conectadas a Israel e da Usina Elétrica de Gaza, movida a diesel, com alguns painéis solares em telhados e instalações públicas adicionados nos últimos anos.

    Desde 11 de outubro de 2023, Gaza enfrenta algo próximo de um apagão total, após Israel cortar a eletricidade externa.

    Uma exceção foi a estação de dessalinização do Sul de Gaza, que fornece água potável.

    Israel reconectou seu fornecimento a essa estação em 14 de novembro de 2024, cortou novamente em 09 de março de 2025, e reconectou mais uma vez.

    A Usina Elétrica da Gaza está inoperante devido à falta de combustível, e as instalações solares sofreram dandos generalizados.

    Com a rede elétrica em grande parte sem funcionar, os serviços essenciais passaram a depender de geradores a diesel limitados e painéis solares restantes.

    Dois meninos próximos de um painel solar e várias barracas

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Painéis solares fornecem energia para famílias vivendo em barracas perto da Cidade de Gaza

    Uma avaliação conjunta realizada no início do ano pelo Banco Mundial, a União Europeia e a ONU estimou que mais de 80% da infraestrutura de geração e distribuição de energia tinha sido destruída ou estava fora de operação desde o início da guerra, com danos estimados em mais de US$ 494 milhões.

    A Corporação de Distribuição de Eletricidade em Gaza (Gedco), responsável pelo fornecimento de eletricidade em toda a Faixa de Gaza, afirmou que 70% de seus prédios e instalações foram destruídos desde outubro de 2023.

    No fim de setembro, a BBC verificou um vídeo da sede da companhia sendo atacado.

    Em nota divulgada após o evento, a Gedco disse que o ataque tinha “afetado diretamente a capacidade da companhia de conduzir suas atividades administrativas e técnicas”.

    Agricultura

    A imagem de satélite abaixo, de uma área ao leste de Jabalia, mostra como cerca de 4 km² de plantação — provavelmente de oliveiras e frutas cítricas — foram devastadas durante a guerra.

    Atravessando o terreno arrasado há uma rodovia ou estrada aberta pelas IDF, provavelmente criada para permitir o acesso às regiões do norte da vizinha Cidade de Gaza.

    Duas imagens de satélite mostrando uma mesma área. Antes havia árvores e depois foi destruído. Também foi criada uma estrada
    Legenda da foto, Imagens de satélite mostram que plantações foram devastadas durante a guerra

    Uma análise feita pelo professor He Yin, da Universidade Estadual de Kent, constatou que, ao longo da Faixa de Gaza, 82,4% das plantações anuais e mais de 97% das plantações de árvores provavelmente sofreram danos durante a guerra até 10 de agosto deste ano.

    O Unosat atribui esse declínio ao “impacto de atividades como desmatamento, movimentação de veículos pesados, bombardeios, disparos, e outras dinâmicas relacionadas ao conflito.”

    Segundo Bouverat, para que a agricultura se recupere, é necessário remover bombas que não foram detonadas, projéteis e minas “urgentemente”.

    “Se eles puderem voltar a cultivar suas plantações, poderão se alimentar, e quanto antes conseguirmos isso, melhor”, afirmou.

    Educação

    Cerca de metade da população de Gaza antes da guerra tinha menos de 18 anos, por isso, reconstruir escolas é essencial para o retorno à vida normal.

    Durante o conflito, os prédios das escolas se transformaram em abrigos para palestinos deslocados, mas foram frequentemente alvo das IDF, sob justificativa de que abrigavam centros de “comando e controle” do Hamas e grupos afiliados.

    A Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (Unrwa), que antes operava em 288 escolas em Gaza, disse que 91,8% de todos os prédios escolares vão precisar e “reconstrução completa ou grandes obras para voltarem a funcionar”.

    Duas imagens satélite de Gaza mostra local onde ficavam escolas e foram completamente destruídos
    Legenda da foto, Segundo a ONU, 91,8% de todas as escolas vão precisar de obras ou reconstrução

    Instituições de ensino superior também não foram poupadas.

    Em dezembro de 2023, a Universidade de al-Azhar, localizada no sul da Cidade de Gaza, foi alvo de uma explosão por tropas israelenses.

    O local agora faz parte do Corredor Netzarim, uma das várias zonas militarizadas estabelecidas pelas IDF ao longo da guerra.

    O mesmo destino teve a Universidade Israa, situada a menos de 2 km, que foi demolida pelas tropas das IDF depois de ter servido como base temporária por várias semanas.

    Legenda do vídeo, Universidade de Israa, em al-Zahra, Gaza, foi alvo de explosão das tropas israelenses



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