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    Piauí

    “Descobri que minhas leituras eram tóxicas”

    18 de agosto de 2025
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    “Não que eu tenha sido rápido na tomada de cons­ciência, mas ficou evidente para mim, ao longo do tempo, que minhas leitu­ras eram tóxicas. Nelas, negros e colonizados eram sub-homens”, escreve o romancista martinicano Patrick Chamoiseau no ensaio O enigma do contador, que a piauí publica nesta edição. Ele continua, sobre suas leituras: “Apartada das civilizações, a África somente sur­gia (entre Tarzan e grandes explorado­res) para ilustrar os irremediáveis da miséria, da bestialidade ou da barbá­rie. A cultura antilhana era um doce folclore. Suas tradições só tinham lu­gar na sala de curiosidades ou nos ba­laios turísticos cheirando a baunilha. A paisagem paradisíaca apagava o país.”

    Chamoiseau é um dos principais nomes da literatura em língua francesa atual. Nascido em Fort-de-France, na Martinica, em 1953, publicou, entre outros, Texaco (Companhia das Letras), livro vencedor do Prêmio Goncourt de 1992, e Contos dos sábios crioulos, recém-lançado pela Editora 34. O trecho publicado pela piauí faz parte do livro de ensaios O contador, a noite e o balaio, a ser lançado em setembro, também pela Editora 34, em tradução de Henrique Provinzano Amaral.

    No ensaio O enigma do contador, Chamoiseau conta como descobriu a leitura e a literatura, na infância. Sua mãe lhe trazia, em pacotinhos amarrados, livros e revistas que comprava em um mercado, toda semana. “Comecei a ler assim, de pacotinho-amarrado em pacotinho-amarrado, sem discriminar muito, aprendendo a derreter o prazer da leitura com as leis do acaso e o fogo único de uma circunstância.”

    Para dispor de obras que refletissem sua vida nas Antilhas, ele passou a frequentar a Biblioteca Schoelcher, em Fort-de-France, a capital da Martinica. “Ainda me vejo subindo os poucos degraus, atraves­sando uma espécie de nave entre as falé­sias de livros encapados com cheiro de couro amaciado, de arquivo morto, de ba­rata seca, de naftalina. Eu me vejo me aproximando do velho bibliotecário, que cochilava durante a tarde em meio à poei­ra de sua sala”, conta o escritor. “Tocado pela minha inicia­tiva de negrinho bizarro, esse ser humano me permitiu o acesso a um velho armário gra­deado onde se eternizavam, num recanto de esquecimento, os livros que diziam res­peito às Antilhas.”

    Eram livros de piratas em de­gredo nas ilhas antilhanas, livros de religiosos eruditos com crônicas de suas estadias nas Américas, livros de colonialistas feli­zes de possuir ilhas no Caribe. “De maneira geral, eram os vencedores que seguravam a caneta, e quando não eram eles, era seu próprio e único imaginário que se intrometia na evocação desse país e que dizia o mundo.”

    Assinantes da revista podem ler a íntegra do texto neste link.





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