SÃO LUÍS – Rodoviários da Expresso Marina entraram em greve nesta segunda-feira (17) após em razão de atraso salarial. Com isso, duas empresas do transporte público da Grande São Luís estão paralisadas: a Marina e a 1001.
Presidente do Sindicato confirma atraso no pagamento de rodoviários
Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, em entrevista à Mirante News FM, os trabalhadores da Expresso Marina foram chamados para assinar a folha de pagamento, mas não receberam o salário.
Impasse entre SET e Prefeitura por repasse de R$ 7 milhões
Em meio à paralisação, motivada por atrasos de salários e falta de pagamento de benefícios aos trabalhadores, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) afirmou, em nota, que a Prefeitura de São Luís não realizou o repasse de cerca de R$ 7 milhões em subsídio desde o início de novembro e que o sistema depende desse recurso para pagar os salários dos rodoviários.
O repasse do subsídio às empresas, segundo o prefeito Eduardo Braide (PSD), será condicionado ao retorno de 100% da frota de ônibus às ruas.
A frota operante na capital está fixada em 80% desde fevereiro deste ano, quando a última greve dos rodoviários foi encerrada por decisão liminar da desembargadora federal do Trabalho Márcia Andrea Farias da Silva, do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16).
O SET alega que a Prefeitura vem descumprindo essa decisão da justiça ao condicionar o repasse ao retorno de 100% da frota.
O Sindicato das Empresas afirma que opera sob essa liminar porque não houve discussão sobre a Convenção Coletiva de Trabalho de 2024 desde a publicação da decisão, que também fixou reajuste de 7% nos salários e de 10% no auxílio-alimentação. Os demais termos seguem o acordo firmado em 2024.
Interlocutores do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema) confirmam o impasse e a vigência da liminar.
Essas informações constam no ofício que discute a Convenção Trabalhista de 2026, encaminhado pelo SET à Prefeitura em 7 de novembro. A entidade classifica o cenário atual como de “insegurança jurídica, social e econômica” e afirma que o Município se recusa a firmar um acordo.
“A expressa recusa do Município de São Luís quanto a acordo, conforme registram diversas atas de audiências/mediações, perpetuou o conflito coletivo e retirou a possibilidade de se haver Convenção Coletiva de Trabalho neste ano, prejudicando frontalmente direitos e garantias de empregados e empregadores”, diz o documento.
Em nota, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) afirma que as questões trabalhistas são de responsabilidade do Sindicato das Empresas de Transportes (SET).
“A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que as questões trabalhistas são de competência do Sindicato das Empresas de Transportes (SET). Dessa forma, a SMTT aguarda que as empresas consorciadas e o Sindicato dos Rodoviários cheguem a um entendimento, a fim de garantir a continuidade dos serviços à população”, diz em nota.
Segundo o SET, a paralisação parcial registrada nos últimos dias pode se expandir para todo o sistema de transporte público caso a situação não seja regularizada com urgência. A possibilidade de ampliação também foi mencionada pelo Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema).
“Assim como a 1001, outras empresas que atuam no transporte público de São Luís estão em situação semelhante e, caso não se regularizem junto aos trabalhadores, também correm o risco de ter as atividades paralisadas nos próximos dias”, afirmam os rodoviários, em nota.
O que diz a MOB
A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) disse que o subsídio estadual destinado às empresas está sendo pago normalmente. Leia:
“A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) esclarece que não possui competência legal sobre as relações trabalhistas entre as empresas concessionárias e seus funcionários.
Nesse âmbito, a MOB atua como órgão gestor do sistema de transporte semiurbano, responsável pela regulação e fiscalização da prestação do serviço, mas não pela gestão interna das empresas.
Quanto ao subsídio estadual destinado às empresas operadoras do sistema semiurbano, a Agência informa que está sendo pago normalmente, dentro dos prazos estabelecidos”.
O que diz o Sindicato das Empresas de Transporte (SET)
Por sua vez, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) disse que permanece à disposição para diálogo e busca de soluções. Leia a nota:
“O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) informa que a crise no sistema de transporte público da capital vem se agravando progressivamente. O principal motivo é a falta de repasse dos subsídios por parte da Prefeitura Municipal de São Luís, no valor de aproximadamente R$ 7 milhões, que não foram pagos desde o início do mês. O sistema depende desses repasses para pagar os salários, o que foi, inclusive, determinado, desde 2022, pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A Prefeitura de São Luís também vem descumprindo decisão judicial da Vara de Interesses Difusos.
Essa situação compromete diretamente a operação das empresas e, caso não haja a regularização urgentemente dos repasses, existe o risco de que a paralisação já iniciada se estenda a todo o sistema de transporte público.
O SET reforça que permanece à disposição para diálogo e busca de soluções que garantam a continuidade do serviço de transporte público, essencial à população”.
Cerca de 270 ônibus a menos cirulando em São Luís por conta de greve
A garagem da empresa fica localizada na Maiobinha. O expresso opera com 60 a 70 ônibus que atendem a região da Cidade Operária, Cidade Olímpica, Jardim Tropical e Vila Janaína.
Além disso, a paralisação da empresa 1001 continua nesta segunda (17), mantendo mais de 200 ônibus dentro das garagens. Os veículos atendem cerca de 15 bairros de São Luís e São José de Ribamar.
Com duas empresas paradas, milhares de passageiros enfrentam longas esperas e menos opções de transporte durante esta manhã de segunda-feira.
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