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    Brasil

    Bolsonaro segue na UTI, sem previsão de alta, diz equipe médica; Michelle havia anunciado ida para o quarto

    14 de abril de 2025
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    Fotografia colorida mostra o ex-presidente Jair Bolsonaro deitado na maca dentro de ambulância em Natal, com paramédicos ao seu redor. Ele veste uma camisa amarela do Brasil

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Bolsonaro chegando de ambulância em hospital de Natal, no Rio Grande do Norte. Ex-presidente sofre com constantes problemas intestinais desde que foi alvo de uma facada
    12 abril 2025

    Atualizado Há 59 minutos

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, para acompanhamento pós-operatório da cirurgia que realizou no abdômen.

    De acordo com boletim médico emitido no fim da tarde desta segunda-feira (14/4), Bolsonaro tem “boa evolução clínica, mantendo-se acordado, orientado, sem dor, sangramento ou outras intercorrências”.

    Segundo o boletim, o ex-presidente “sentou-se no leito e iniciou deambulação [caminhada] assistida, sem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva”.

    Mais cedo, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro publicou em suas redes sociais que seu marido já estaria fora da UTI. “Meu amor está no quarto”, escreveu ela. Horas depois, Michelle publicou uma foto do marido internado. “Já deu tudo certo”, escreveu.

    No entanto, na manhã desta segunda, a equipe médica que está tratando de Bolsonaro disse em uma entrevista coletiva que o ex-presidente ainda estava na UTI, sem previsão de alta.

    “Todas as medidas preventivas estão sendo tomadas, ele está na UTI nesse momento. Vai ser um pós-operatório complicado e prolongado. Não há previsão (de alta)”, disse o médico Leandro Echenique.

    Até o momento, não foi emitido nenhum boletim médico com novas informações.

    “A situação do presidente era de um abdômen hostil, várias cirurgias prévias e uma parede abdominal bastante prejudicada. Isso nos antecipava que seria um procedimento complexo e trabalhoso’, disse Cláudio Birolini, médico que chefia a equipe cirúrgica, na entrevista coletiva feita pela manhã.

    “Não tenham expectativa de uma recuperação rápida”, completou Birolini.

    O procedimento cirúrgico começou pouco depois das 10h de domingo e durou cerca de 11 horas.

    Às 21h20, Michelle publicou em suas redes que a cirurgia havia tido sucesso.

    O hospital DF Star divulgou uma nota na qual classificou a operação como um “procedimento de grande porte”, que ocorreu sem intercorrências ou necessidade de transfusão de sangue.

    “A obstrução intestinal era resultante de uma dobra do intestino delgado que dificultava o trânsito intestinal e que foi desfeita”, afirma a nota.

    Bolsonaro precisou ser internado às pressas na sexta-feira (11/4) após passar mal e sentir fortes dores na região do abdômen.

    Ele participava de um evento na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte, e foi atendido primeiro em um hospital local. Na sequência, ele foi transferido de helicóptero para o Hospital Rio Grande, na capital do Estado.

    No sábado (12), ele foi transferido novamente, desta vez para o Hospital DF Star, em Brasília. No local, ele foi reavaliado e submetido a novos exames laboratoriais e de imagem “que evidenciaram persistência do quadro de subobstrução intestinal”, segundo sua equipe médica.

    “As equipes que o assistem [Bolsonaro] optaram de comum acordo pelo tratamento cirúrgico. Ele está sendo submetido neste momento ao procedimento cirúrgico de laparotomia exploradora, para liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal”, dizia o boletim médico divulgado na manhã deste domingo.

    O ex-presidente já havia adiantado que o procedimento cirúrgico era uma possibilidade. “Em Brasília ou em São Paulo, após minha transferência, provavelmente passarei por uma nova cirurgia”, afirmou em uma postagem no X no sábado.

    “Passamos a vida prontos pra qualquer batalha: política, jurídica, eleitoral, física até… Mas às vezes o que nos derruba não é o inimigo de fora, é o nosso próprio corpo”, escreveu.

    Bolsonaro disse ter ouvido do médico Claurio Birolini, que o acompanha, que “este foi o quadro mais grave desde o atentado que quase me tirou a vida em 2018”.

    “Estou estável, em recuperação, e mais uma vez cercado por profissionais competentes, a quem só posso agradecer”, afirmou.

    Disse ainda que “em breve estarei de volta para lutar pela anistia dos presos políticos e por um país mais livre e mais próspero, como o povo brasileiro merece”.

    Ainda no Rio Grande do Norte, Bolsonaro foi diagnosticado com um quadro de obstrução intestinal.

    Segundo relatos de pessoas próximas a Bolsonaro, ele já reclamava de incômodos intestinais nos últimos dias.

    O médico do ex-presidente, Antônio Luiz Macedo, disse à CNN que Bolsonaro apresentou, além das dores, dificuldades para comer e na digestão, por conta de uma distensão intestinal. O quadro se caracteriza por um inchaço no abdômen, que pode ser derivado de uma inflamação.

    Ambulância transportando o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro chega ao Hospital Rio Grande, em Natal, em 11 de abril de 2025

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, Ambulância transportando o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro chega ao Hospital Rio Grande

    Desde que foi vítima de um atentado a faca na campanha das eleições de 2018, o ex-presidente teve alguns episódios de obstrução intestinal — quando um trecho desse órgão sofre um bloqueio — e precisou ficar internado para fazer tratamentos.

    Ele já passou por cinco cirurgias abdominais, três delas delicadas, segundo sua equipe médica.

    Entenda a seguir o que é a obstrução intestinal e por que ela costuma acontecer em casos como o de Bolsonaro.

    O que é obstrução intestinal?

    Como o próprio nome já diz, o quadro está relacionado ao bloqueio de parte do intestino delgado ou do intestino grosso.

    Essa obstrução impede a passagem de alimentos e enzimas digestivas que, ao longo dos intestinos, estão envolvidos em uma série de processos para extrair nutrientes e descartar aquilo que não será aproveitado pelo corpo, formando as fezes.

    O gastroenterologista e cirurgião Flávio Quilici, professor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, explica que os intestinos têm uma estrutura parecida a de canos ou mangueiras.

    “Se você pisar na mangueira ou entrar alguma pedra ali dentro, isso causa um entupimento que não deixa a água passar”, diz.

    O mesmo raciocínio se aplica ao nosso tubo digestivo: caso alguma coisa fique emperrada ali dentro, não há como o conteúdo transitar pelos órgãos e seguir adiante.

    O que causa a obstrução intestinal?

    Esse entupimento pode ser provocado por uma série de fatores, como doenças inflamatórias (caso de Crohn e diverticulite), tumores e até alimentos secos e duros (como sementes de jabuticaba, por exemplo).

    No caso específico de Bolsonaro, os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que o quadro está de fato possivelmente relacionado às várias cirurgias que ele precisou passar após sofrer a facada em 2018.

    De acordo com o médico Lúcio Lucas, chefe do centro cirúrgico do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, as operações no abdômen levam a um processo de cicatrização, que pode resultar na perda da movimentação do intestino.

    “Para funcionar a contento, o tubo digestivo se mexe constantemente. E essa mobilidade pode ser prejudicada pela formação do processo cicatricial após os procedimentos cirúrgicos”, contextualiza.

    Um intestino mais “rígido” e com algumas estruturas cicatrizadas que grudam umas nas outras, portanto, pode sofrer uma espécie de torção, que obstrui parcialmente ou totalmente a passagem dos alimentos — é como se a mangueira do exemplo anterior se dobrasse por completo.

    Vale ressaltar que essa é uma hipótese provável no caso do presidente, mas que ainda precisa ser confirmada pelos profissionais que o acompanham.

    Quais os sintomas da obstrução intestinal?

    Esse problema pode evoluir aos poucos e só dar sinais mais contundentes no momento em que a situação está mais grave.

    “Os soluços são um sintoma da obstrução, especialmente quando ela acontece em algumas regiões do intestino delgado”, observa Lucas.

    Essa condição também costuma estar relacionada com inchaço e dores fortes na barriga.

    Quilici diz que é possível detectar a obstrução intestinal no exame físico, feito no próprio consultório, especialmente quando o paciente tem um histórico de cirurgias na região do abdômen.

    “Podemos também fazer uma radiografia ou uma tomografia para encontrar essa obstrução”, complementa.

    Esses exames são de rotina quando um paciente é internado com os sintomas de Bolsonaro, segundo médicos ouvidos pela BBC News Brasil.

    Modelo anatômico do sistema digestivo

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, O bloqueio de partes do intestino impede o processo de digestão e causa diversos sintomas

    O que é feito após o diagnóstico?

    Dependendo da causa, da gravidade e do local onde a obstrução ocorreu, o médico opta pelo tratamento conservador ou pela cirurgia.

    Lucas explica que, nos casos menos graves, é possível recorrer ao jejum, a algumas medicações específicas e a determinados procedimentos menos invasivos, como a aspiração do líquido acumulado em razão do entupimento.

    O paciente então é monitorado por um tempo, até que sua situação melhore.

    Quando o bloqueio do tubo digestivo é maior, geralmente é preciso abrir a barriga para desfazer a obstrução ou remover a estrutura que bloqueia e aflige o intestino.

    Quilici e Lucas concordam que a cirurgia é relativamente simples e não costuma estar relacionada a complicações ou a um pós-operatório muito difícil.

    “Quando a operação consiste em apenas desfazer a dobra no intestino, a recuperação é rápida, e o quadro costuma evoluir muito bem”, aponta Lucas.

    “Agora, se o diagnóstico e a intervenção demoram muito a acontecer, há o risco de a região intestinal afetada sofrer uma necrose, o que exige a remoção desse pedaço”, acrescenta Quilici.

    Com reportagem de André Biernath, da BBC News Brasil.



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