A música faz parte da vida de Francisco Ribeiro Eller desde o berço. Chegou a participar de shows ainda criança com a mãe, Cássia Eller (1962-2001), e não largou mais os palcos. Agora, o cantor e compositor Chico Chico virá a Natal para apresentar uma nova fase de sua carreira com o show “Let it burn/Deixa arder”, título também de seu terceiro álbum. O espetáculo será apresentado dia 17 (sábado), às 21h, no Teatro Riachuelo, propondo uma experiência que reflete a diversidade musical presente no novo disco do artista.
“Let it burn/Deixa arder” foi definido como uma jornada profunda pelo universo musical de Chico Chico: uma estética que mistura rock, música eletrônica e ritmos da cultura popular brasileira. O repertório percorre múltiplas influências: o blues de “Two mother’s blues”, a milonga “Lugarzinho”, o groove brasileiro de “Hora H”, o gospel “Acaso Inevitável”, e as delicadas “Canção de ninar” e “Rita e Luísa”.
Navegando entre brasilidades e referências do folk norte-americano, o álbum amplia a travessia artística de Chico. Em “Parabelo da existência”, o cantor conta com participações de Josyara (vocais e violões), Marcos Suzano (percussão) e Carlos Malta (pife). Ele também revisita clássicos em novas leituras, como “Vila do Sossego” (Zé Ramalho), “Girl from the north country” (Bob Dylan) e “Four and Twenty” (Stephen Stills), do repertório de Crosby, Stills, Nash & Young.
Chico já declarou estar feliz com seu novo trabalho. “Sinto como um trabalho coletivo, meu, do produtor Pedro Fonseca e dos músicos incríveis que participaram. Lançar um projeto novo sempre traz essa sensação de nova etapa”, disse. A temporada de shows de “Let it burn” foi iniciada no final do ano passado, dia 13 de novembro, no Circo Voador, Rio de Janeiro.
“Esse é um disco muito diverso, então cada música que o Chico me apresentava trazia uma ideia distinta de arranjo. Busquei ser fiel a cada gênero, usando instrumentações apropriadas para cada um deles”, ressaltou o produtor Pedro Fonseca.


Menino prodígio
O carioca Chico Chico é considerado uma das vozes mais potentes da nova geração da MPB. Ainda criança, ele aprendeu a tocar percussão e pandeiro com Lan Lan, a percussionista da banda de Cássia Eller. Dos 15 aos 18 anos, estudou violão e aprendeu a tocar bateria. Chegou a cogitar atuar como jogador de futebol ou professor de geografia, mas a música falou mais alto.
Em 2001, Chico, então com sete anos de idade, Chico fez uma participação especial tocando percussão enquanto a mãe Cássia fazia um cover de “Smells Like Teen Spirit” do Nirvana para um público de cerca de 200 mil pessoas no festival Rock in Rio. Foi Chico quem pediu para que Cássia incluísse a canção em seu repertório no festival
O cantor e compositor coleciona trabalhos aclamados desde o início oficial de sua carreira, com a banda 2×0. A canção “A Cidade”, de sua autoria, foi indicada ao Grammy Latino, e a parceria com Fran Gil na faixa “Ninguém” ultrapassou 23 milhões de plays no Spotify, integrando a trilha sonora da novela “Vai na Fé”, da Rede Globo.
Entre as faixas já lançadas, destaca-se também a versão ao vivo de “Menino Bonito”, atualmente a música com mais streams do artista nas plataformas de streaming. Seu álbum “Pomares” (2022) foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira e teve a canção “Ribanceira” como tema no remake da novela “Pantanal”.
Ainda em 2022, lançou o disco “Ao Vivo na Macaco Gordo”, e em 2024, o álbum “Estopim”, que deu nome à turnê iniciada em sua terceira participação no Rock in Rio. Chico respeita o seu legado familiar enquanto constrói uma trajetória musical própria, marcada por parcerias com Maria Bethânia, Nando Reis e Zé Ramalho. O músico já afirmou que entre suas principais influências estão nomes como Beatles, Jards Macalé, Luiz Melodia, Itamar Assumpção e BaianaSystem.
Serviço:
Chico Chico em “Let it burn/Deixa arder”. Dia 17 (sábado), às 21h, no Teatro Riachuelo. Vendas na bilheteria ou site uhuu.com
Notícia publicada originalmente por Tribuna do Norte
em nome do autor Redação Tribuna do Norte.
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