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    Início » Shakira em Copacabana: como a cantora conquistou o Brasil nos anos 1990
    Brasil

    Shakira em Copacabana: como a cantora conquistou o Brasil nos anos 1990

    12 de fevereiro de 2026
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    O apresentador Gugu, de terno claro e microfone vermelho, sorri para a câmera ao lado de Shakira, de roupa azul. Ao fundo, dançarinas vestidas de branco com detalhes em rosa aparecem em um estúdio iluminado do programa de auditório Domingo Legal.

    Crédito, SBT

    Legenda da foto, O apresentador Gugu Liberato ao lado da cantora Shakira no Domingo Legal em 1997
    Article Information

    • Há 57 minutos

    • Tempo de leitura: 7 min

    Seguindo os passos de Madonna e Lady Gaga, a cantora colombiana Shakira se apresentará para um público estimado de um milhão de pessoas em um show gratuito nas areias da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, no dia 2 de maio. A produtora Bonus Track, responsável pelo evento, fará o anúncio oficial na tarde desta quinta-feira (12/2).

    Mas antes de comandar aquela que ficou conhecida como a maior pista de dança do mundo, a cantora teve que rebolar. Literalmente. Em um périplo pelo Brasil, com entrevistas em dezenas de programas de rádio e TV, além de shows por dezenas de cidades, não houve o que a artista não fizesse para conquistar os brasileiros.

    Imagens do arquivo do SBT cedidas à BBC News Brasil mostram uma dessas entrevistas, em 1997. No domingo de Páscoa, a cantora deixava sua família para participar do Domingo Legal, sob o comando de Gugu Liberato.

    O apresentador, conhecido nos bastidores por seu anseio por audiência, pediu à colombiana para sambar, fazer a dança do ventre — que mais tarde se tornaria um elemento central em coreografias de hits como Hips Don’t Lie — e aprender “a dança da bundinha”, inspirada em A Dança do Bumbum, do grupo É o Tchan.

    Isso tudo fazia parte da estratégia que a Sony Music havia criado para que Shakira fizesse sucesso no Brasil. Além do carisma da artista, que também aprendeu a falar português, a gravadora contou com um investimento de US$ 2,8 milhões.

    Foi o suficiente para levá-lo ao estrelato, com mais de um milhão de discos vendidos, em um mercado especialmente difícil para cantores estrangeiros. Bad Bunny que o diga — o porto-riquenho só conseguiu chegar ao topo das paradas brasileiras nesta semana, dez anos após começar a cantar, impulsionado por uma apresentação histórica no Super Bowl.

    A ‘receita do sucesso’

    Uma das principais razões para a dificuldade de cantores estrangeiros fazerem sucesso no Brasil é a competitividade do mercado. O país, afinal, é o que mais escuta a própria música, com 75% do consumo no streaming voltado à produção nacional, segundo a Luminate, empresa especializada em dados da indústria do entretenimento nos quais as paradas da revista Billboard se baseiam.

    Calejado por décadas nos corredores de gravadoras brasileiras, Luiz Calainho, que era diretor de marketing da Sony Music e, depois, viria a se tornar vice-presidente do selo, sabia de todas essas dificuldades. Ele, então, montou para Shakira uma estratégia que atravessava todas as plataformas de mídia.

    Além de levá-la aos canais de TV e emissoras de rádio, convidou repórteres de jornais e revistas para irem até a Colômbia entrevistá-la e a levou para encontros com executivos e vendedores de lojas como a Americanas, uma das vitrines que mais comercializavam CDs no país.

    Um pouco mais tarde, quando já era conhecida, a cantora fez ainda uma peregrinação pelas cinco regiões do Brasil, levando seus shows não só a capitais ou regiões metropolitanas, mas também aos rincões do país.

    Só no interior paulista, por exemplo, ela se apresentou em Barretos, conhecida como a meca do sertanejo, por sua Festa do Peão, e Ribeirão Preto, com ingressos por preços que, mesmo levada em conta a inflação, hoje girariam em torno de R$ 150 — quase um terço do valor das entradas mais baratas de sua última turnê, Las Mujeres Ya No Lloran, que passou pelo Brasil no ano passado.

    Cantora se apresenta no palco contra um fundo totalmente escuro, vestindo um figurino prateado brilhante. Ela segura um microfone com uma das mãos e vira o rosto para o lado.

    Crédito, Rodrigo Sura/EPA/Shutterstock

    Legenda da foto, Shakira em seu de sua última turnê, Las Mujeres Ya No Lloran, em San Salvador, capital de El Salvador, em fevereiro de 2025

    Houve ainda outro fator considerado um pilar para o sucesso de Shakira no Brasil: uma parceria com a rádio Jovem Pan, que era a estação mais ouvida pelos jovens no país.

    Luiz Calainho conta que ofereceu ao dono da emissora, Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, US$ 1 para cada disco que a artista vendesse no Brasil.

    “Se não me engano, cada música dela tocava de três a quatro vezes por dia, fora todo o envolvimento editorial. A Jovem Pan virou sócia do produto”, ele conta. “Shakira vendeu, se não me engano, 1 milhão e 60 mil cópias de discos. Só nesta operação a emissora ganhou US$ 1 milhão.”

    O executivo explica as cifras: na época, um real equivalia quase diretamente a um dólar, e cada disco custava em torno de R$ 15. Foram, então, US$ 15 milhões de lucro bruto, valor atualmente inalcançável para a maior parte do mercado.

    Hoje, ele compara, um investimento desse porte faria pouco sentido, porque o alcance da mídia tradicional não é mais o mesmo. No fim dos anos 1990, a Jovem Pan atingia 15 milhões de pessoas por dia, segundo reportagens da época. Hoje, alcança metade desse público no rádio — mas ao longo de um mês inteiro, não de um dia.

    O executivo Luiz Calainho e a cantora Shakira sorriem para a câmera enquanto seguram um quadro emoldurado com a imagem promocional de um álbum da cantora.

    Crédito, Arquivo pessoal

    Legenda da foto, Luiz Calainho, que era diretor de marketing da Sony Music Brasil, ao lado de Shakira, em 1997

    O rendimento dos CDs também minguou, afirma Calainho, que se ampara em relatórios como os do Instituto Pró-Música, representante da Federação Internacional da Indústria Fonográfica no Brasil.

    A última publicação da entidade mostra que, embora o mercado de discos tenha voltado a crescer — com uma alta de 31,5% em 2024, o que gerou a maior receita desde 2017 —, ele se tornou ínfimo perante o streaming.

    No cenário atual, a venda de CDs e vinis representa só 0,6% dos R$ 3 bilhões movimentados pela indústria fonográfica brasileira, ante os 11% dos direitos autorais gerados por execuções de músicas em eventos e os 88% do streaming, que responde pela maior parte da receita.

    “Vivíamos em outro planeta. Havia essa capacidade milionária de investimento porque, na outra ponta, a rentabilidade do CD era estratosférica. A prensagem custava US$ 0,89, mais US$ 4 de direitos autorais. A gente vendia por R$ 15. Até um determinado momento, você pagava o investimento, mas, depois, era dinheiro na veia e na alma da gravadora”, diz Calainho. “Isso não existe mais.”

    Shakira apontando com uma blusa prateada e branca

    Crédito, Getty Images

    Legenda da foto, A cantora colombiana Shakira

    Carisma e disposição

    O que também parece não existir mais, afirma o executivo, é a disponibilidade dos artistas. A própria Shakira era outra na época — seu visual, aliás, era marcado por cabelos pretos que em nada lembram o loiro pelo qual ela é lembrada hoje.

    Tamanha era sua disposição que, no Domingo Legal, a cantora foi até jurada do quadro A Banheira do Gugu, no qual homens de sunga agarravam e tentavam impedir que mulheres de biquíni retirassem sabonetes de uma banheira.

    Ela já havia se acostumado à TV brasileira. Em uma de suas primeiras entrevistas no Brasil, no Programa Livre, de Serginho Groisman no SBT, a plateia, formada em sua maioria por jovens, não poupou a artista de pedidos como “podemos ver seus ‘pies descalzos’?”, em referência à música Pies Descalzos, Sueños Blancos. A resposta? “Sim. Só espero que eles não estejam tão sujos.”

    “Há 30 anos, o artista sabia que tinha que ir para a rua, ir à loja, ao programa de TV. A disposição dos mega-artistas agora é outra, e a dinâmica é diferente”, afirma Calainho, à frente da L21 Corp, agência que comanda uma série de empresas do ramo do entretenimento, de gravadoras a casas de shows.

    “Também havia coisas que hoje em dia não são nem mais possíveis, né? A Banheira do Gugu seria completamente inviável”, ele acrescenta. “Mas Shakira era uma artista que estava realmente a fim de virar a carreira no Brasil.”



    Notícia publicada originalmente por BBC Brasil
    em nome do autor .

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