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    Início » Panela pobre – Tribuna do Norte
    Rio Grande do Norte

    Panela pobre – Tribuna do Norte

    11 de julho de 2025
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    Vicente Serejo
    [email protected]

    Tenho acompanhado o ranking dos mais bem avaliados restaurantes do Brasil, sempre nas páginas da revista Exame, para evitar conflito de métodos de pesquisa. E ao longo dos anos há uma permanência persistente e invencível: a ausência de restaurantes locais. Não por falta de qualidade. Seria até injusto. Mas o descaso vem de longe. De um privilégio que começa há mais de um século, em setembro de 1914, quando o poeta e escritor Henrique Castriciano fundou a Escola Doméstica.

    Em 1967 e 1968, mais de quarenta anos depois, Câmara Cascudo lança os dois volumes de sua ‘História da Alimentação no Brasil’, na edição original da Companhia Editora Nacional. Feitos os cálculos, desde 1968 o Rio Grande do Norte dispõe de dois pioneirismos valiosos: o saber da obra de Câmara Cascudo e o saber-fazer do curso doméstico da primeira escola criada no gênero, ainda com as raízes mais remotas numa escola suíça pioneira na história da educação da mulher.

    Tem sido tal a nossa incultura, associada à crônica falta de sensibilidade, que até hoje não juntamos o saber e a prática da cozinha nordestina e brasileira nesta secular civilização da seca e sua alimentação básica: carne-de-sol, farinha e rapadura. Os três elementos formadores do prato que sustentou a ancestral civilização do gado: a proteína da carne, o carboidrato da farinha e a glicose da rapadura, esta filha da cana de açúcar, no equilíbrio perfeito nascido da tradição e da escassez.

    No ranking mais recente dos ‘100 Restaurantes Eleitos’, na edição Exame, sob a direção de Silvia Braz, o Rio Grande do Norte continua ausente. Salvador aparece com oito, Recife com três; Piauí com dois, O Ceará e Maceió, com um. Além dos locais específicos como destinos turísticos – Fernando de Noronha e Tiradentes, em Minas. Em nenhum deles prevalece algo que não possamos ter em Natal, Pipa e São Miguel do Gostoso, para citar as três mais elogiadas cozinhas do Estado.

    A Escola Doméstica teve gestão administrativa eficiente, o que atesta seu crescimento como negócio na área da educação, mas faltou a visão culta de promover a sua atualização. Não foi capaz de abrir os olhos para o nicho da gastronomia, criando cursos de graduação e pós-graduação. Formar donas de casa, se teve sentido no passado, no mundo de hoje, voltado para a profissionalização da mulher, desapareceu na inutilidade imposta pelo próprio e novo papel da mulher na sociedade atual.

    Os gestores do turismo, por sua vez, e ao longo de décadas, não tiveram a informação e a sensibilidade para fazer de Natal um centro gastronômico das cozinhas nordestina e brasileira. Entre o sertão e o mar, nossos turistólogos, se é que existem como doutores, não leram Câmara Cascudo, nem souberam interpretar a importância de ter nesta terra o grande historiador da alimentação no Brasil. Um belo ícone de um marketing que nunca foi usado e, por omissão, não é, hoje, uma marca.

    PALCO

    SUTIL – O ex-prefeito Álvaro Dias deixou claro que aposta na moderação para, certamente, vencer os polos liderados pelo lulismo e bolsonarismo. Pode ser eficiente, mas pode afastá-lo do confronto.

    ALIÁS – Mantida a intensidade da polarização que até agora as pesquisas apontam, com ou sem as candidaturas de Lula e Bolsonaro, o desafio de uma terceira força é conseguir abrir o próprio espaço.

    TIRO – Do editorial de ‘O Estado de S. Paulo’ no seu velho, belo e inquebrantável nacionalismo, e sempre na defesa da democracia: “Que o Brasil não se vergue diante dos arreganhos de Trump”.

    POSIÇÃO – O cineasta Walter Salles, hoje dono de uma das cinquenta maiores fortunas do Brasil, defendeu a taxação os super-ricos. Bem ao contrário da grande maioria dos super-ricos deste Brasil.

    EXEMPLO – A Liga de Ensino deu o exemplo: construiu abrigo no seu estacionamento e sobre os galpões instalou as placas fotovoltaicas para produzir energia solar. Lição de uma gestão eficiente.

    LAPSO – Na crônica publicada ontem sobre a carta de Eça de Queiroz a Eduardo Prado, mas nunca remetida, a data saiu 1998, quando o correto é 1888. Eça viveu entre 1845 e 1900. Fica a correção.

    POESIA – Da psicanalista Ana Suy, no seu – “As Cabanas que o amor faz em nós”, como se fosse um óbvio de tão ululante, e não é: “A gente sabe que um sorriso amarelo não é mesmo amarelo…”.

    CARNE – De Nino, o filósofo melancólico do Beco da Lama, repetindo uma lição que aprendeu na rua: “Vivem na carne e na alma todas as virtudes e todos os pecados. Mas quem escolhe é o desejo”.

    CAMARIM

    BRILHO – “A Influência Discreta das Normas do Código de Processo Civil na Arbitragem Portuguesa’, é a tese de pós-doutorado que a advogada Estefânia Ferreira de Souza de Viveiros defendeu na Universidade do Porto, Portugal, aprovada com nota máxima pela banca examinadora.

    RAÍZES – Estefânia tem raízes jurídicas na tradição do avô, Paulo Pinheiro de Viveiros, titular da cadeira de Direito Romano do curso jurídico da UFRN. Filha de Maria da Graça e Augusto Carlos, ambos professores da UFRN. É advogada com atuação junto aos tribunais superiores, em Brasília.

    GOVERNA – A indicação de nomes que tem feito para os primeiros escalões da equipe de governo, para uma fonte petista, aponta que o vice Walter Alves pode assumir o governo para disputar sua reeleição. Ideia que beneficia a governadora Fátima Bezerra para conquistar uma vaga no Senado.

    Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.



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