O integrante do governo dos Estados Unidos que o ex-presidente Jair Bolsonaro deseja receber na prisão em Brasília é Darren Beattie, atual membro do Departamento de Estado dos Estados Unidos e figura conhecida por posições controversas ao longo de sua trajetória política e acadêmica.
Beattie integra o segundo mandato do presidente norte-americano Donald Trump desde outubro de 2025. No governo republicano, ele atua como funcionário sênior no setor de Assuntos Culturais e Educacionais e na área de Diplomacia Pública, com atribuições relacionadas às relações dos Estados Unidos com o Brasil. Dentro dessa função, acompanha temas políticos, culturais e institucionais envolvendo os dois países.
A visita ao ex-presidente brasileiro depende de autorização do Supremo Tribunal Federal. A defesa de Bolsonaro solicitou que o encontro ocorra nos dias 16 ou 17 de março, na unidade conhecida como “Papudinha”, em Brasília, onde o ex-mandatário cumpre pena. Também foi solicitado que um intérprete esteja presente para traduzir a conversa entre os dois.
Trajetória e controvérsias
A carreira de Darren Beattie é marcada por episódios de forte repercussão política. Durante o primeiro governo de Donald Trump, ele atuou como redator de discursos na Casa Branca. No entanto, em 2018, acabou demitido após participar como palestrante de um evento associado a grupos de supremacistas brancos, o que gerou críticas dentro e fora dos Estados Unidos.
Mesmo após deixar o cargo naquele período, Beattie permaneceu ativo no debate político conservador norte-americano e voltou a integrar o governo no segundo mandato de Trump, assumindo funções relacionadas à diplomacia pública e ao relacionamento internacional.
Críticas a Alexandre de Moraes
Em agosto do ano passado, Beattie voltou ao centro das discussões ao criticar publicamente o ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal. A declaração ocorreu no contexto da aplicação da Lei Magnitsky, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para impor sanções a indivíduos acusados de violações graves.
Em publicação nas redes sociais, o integrante do governo americano afirmou que Moraes seria o “principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores”. Posteriormente, as sanções relacionadas ao caso acabaram sendo retiradas.
Na ocasião, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil chegou a republicar a mensagem de Beattie, gesto que gerou forte repercussão diplomática. O episódio levou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil a solicitar explicações formais, em um movimento interpretado como tentativa de esclarecer a posição oficial do governo norte-americano sobre o tema.
Situação de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na trama golpista relacionada ao período posterior às eleições de 2022. Ele está custodiado desde janeiro deste ano em uma unidade da Polícia Militar em Brasília, conhecida informalmente como Papudinha.
Notícia publicada originalmente por Luciana
em nome do autor LUCIANA NOVAIS.
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