Mais do que uma espécie símbolo dos manguezais, esse crustáceo desempenha um papel fundamental na manutenção do equilíbrio ambiental e na preservação de um dos ecossistemas mais importantes do litoral pernambucano. Ele é um dos grandes guardiões dos manguezais.
O caranguejo-uçá vive em tocas escavadas no solo do mangue e se alimenta de folhas e matéria orgânica. Esse comportamento contribui diretamente para a reciclagem de nutrientes, a aeração e oxigenação do solo e a limpeza natural do ambiente, favorecendo o desenvolvimento da vegetação e a manutenção da biodiversidade local. Por essas funções, a espécie é conhecida como o “engenheiro do ecossistema”. Além de sua relevância ambiental, o caranguejo-uçá possui grande importância social e cultural, estando diretamente ligado ao modo de vida de comunidades tradicionais que dependem do manguezal de forma sustentável.
Durante o período reprodutivo, conhecido como “andada”, os caranguejos saem de suas tocas para acasalar, ficando mais expostos e vulneráveis. Para proteger esse momento essencial do ciclo de vida da espécie, está em vigor o período de defeso do caranguejo-uçá, que em Pernambuco ocorre de janeiro até o final de abril. Durante o defeso, é proibida a captura, manutenção em cativeiro, transporte, comercialização, beneficiamento, industrialização e armazenamento do caranguejo-uçá. A exceção é permitida apenas para estabelecimentos que possuam estoque previamente declarado junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), mediante apresentação da documentação exigida. A declaração de estoque deve ser realizada no site: www.gov.br/mpa.
Respeitar o período de defeso é uma medida fundamental para garantir a reprodução da espécie, a manutenção da biodiversidade e a saúde dos manguezais, ambientes que atuam como berçários naturais, protegem a linha de costa e contribuem para o equilíbrio climático.
A Agência Estadual de Meio Ambiente – CPRH reforça a importância do engajamento da sociedade na proteção do caranguejo-uçá. Casos de captura, transporte, comercialização ou manutenção irregular da espécie devem ser denunciados.
Notícia publicada originalmente por PE News
em nome do autor Céu Albuquerque.
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