Close Menu
Nordeste InformaNordeste Informa
    Mais lidas

    Epstein e Trump: por que caso é um dos maiores golpes ao presidente dos EUA

    João Gomes: a história por trás da homenagem à professora em show em Petrolina

    9 em cada 10 mulheres alvos de violência dizem ter sido vítima diante de terceiros, diz estudo

    1 2 3 … 261 Next
    Instagram YouTube
    Nordeste InformaNordeste Informa
    Instagram YouTube
    • Brasil
    • Política
    • Esportes
    • Empregos
    • Cultura
    • Vídeos
    • Concursos Públicos
    • Educação
    • Tecnologia
    • Turismo
    Nordeste InformaNordeste Informa
    Início » ‘Traidoras em tempo de guerra’: o temor de jogadoras da seleção do Irã de voltar ao país após se recusarem a cantar o hino em torneio na Austrália
    Brasil

    ‘Traidoras em tempo de guerra’: o temor de jogadoras da seleção do Irã de voltar ao país após se recusarem a cantar o hino em torneio na Austrália

    10 de março de 2026
    WhatsApp Facebook Email LinkedIn Twitter Pinterest
    Share
    WhatsApp Facebook LinkedIn Email Twitter Pinterest Telegram Copy Link


    A seleção feminina de futebol do Irã posa para uma foto em grupo antes da partida da Copa da Ásia Feminina da AFC Austrália 2026 entre Irã e Filipinas, em Gold Coast, em 8 de março de 2026. Elas vestem uniforme vermelho da equipe e hijabs pretos. A goleira usa camisa amarela. As jogadoras sorriem para a câmera

    Crédito, AFP via Getty Images

    Legenda da foto, A seleção feminina de futebol do Irã antes da partida da Copa da Ásia contra as Filipinas
    Article Information

      • e

      • Author, Simon Atkinson,
      • Reporting from, reportando de Gold Coast, Austrália
    • Há 2 horas

    • Tempo de leitura: 7 min

    Cinco integrantes da seleção feminina de futebol do Irã receberam vistos humanitários na Austrália após a eliminação da equipe na Copa da Ásia, segundo o governo australiano.

    O ministro da Imigração da Austrália, Tony Burke, disse que as jogadoras “foram levadas para um local seguro” pela polícia australiana. Segundo Burke, outras integrantes da equipe foram informadas de que são bem-vindas para permanecer na Austrália.

    As atletas deveriam embarcar de volta ao Irã, mas torcedores manifestaram preocupação com a segurança delas depois que a equipe se recusou a cantar o hino nacional antes da partida contra a Coreia do Sul na semana passada durante a Copa da Ásia.

    O episódio gerou críticas no Irã, com um comentarista conservador acusando a equipe de ser formada por “traidoras em tempo de guerra” e pressionando por punições severas.

    O programa de vistos humanitários da Austrália concede proteção permanente a refugiados e pessoas em situação de necessidade humanitária. Os portadores desses vistos podem viver, trabalhar e estudar no país.

    O restante da equipe foi levado ao Aeroporto de Gold Coast, no Estado de Queensland, de onde voou ontem (9/3) para Sydney, maior cidade da Austrália.

    A técnica da seleção iraniana, Marziyeh Jafari, foi brevemente parada por dezenas de ativistas que tentaram convencer as outras jogadoras a permanecer na Austrália. Alguns manifestantes se deitaram no chão na tentativa de impedir que o ônibus seguisse viagem. As jogadoras permaneceram dentro do veículo enquanto assistiam à cena.

    Falando na manhã de terça-feira (10/3), Burke disse que as cinco jogadoras autorizaram a divulgação de seus nomes: Fatemeh Pasandideh, Zahra Ghanbari, Zahra Sarbali, Atefeh Ramazanzadeh e Mona Hamoudi.

    “Elas querem deixar claro que não são ativistas políticas. São atletas que querem estar seguras”, disse Burke, acrescentando que as negociações vinham ocorrendo havia vários dias.

    Segundo ele, na segunda-feira (9/3) “ficou claro que havia cinco mulheres que queriam poder permanecer na Austrália”.

    O grupo deixou o hotel no mesmo dia e foi levado para um local seguro pela polícia. Pouco depois da saída, a BBC testemunhou alguns dos supervisores das jogadoras correndo pelo hotel para tentar encontrá-las, mas elas já haviam partido.

    Burke disse que se encontrou com as atletas no local seguro e, em seguida, aprovou as suas solicitações para concessão de vistos humanitários — um processo concluído na madrugada de terça-feira (10/3).

    Não está claro quais repercussões isso pode ter para as famílias das jogadoras.

    “Eu disse às outras integrantes da equipe que a mesma oportunidade existe. A Austrália acolheu a seleção feminina de futebol do Irã em nossos corações. Essas mulheres são extremamente populares na Austrália.”

    “Mas sabemos que elas estão em uma situação extremamente difícil com as decisões que estão tomando”, disse Burke.

    O ministro da Imigração da Austrália, Tony Burke, vestindo um terno cinza, posa com as cinco jogadoras iranianas que receberam vistos humanitários. Todas sorriem e usam camisas cinzas de futebol

    Crédito, Reuters

    Legenda da foto, O ministro da Imigração da Austrália, Tony Burke, com as cinco jogadoras que receberam vistos humanitários

    O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, confirmou posteriormente que as cinco jogadoras haviam recebido vistos humanitários.

    Na noite de domingo, centenas de torcedores cercaram o ônibus das jogadoras quando ele deixou o estádio em Gold Coast, entoando gritos de “save our girls” (“salvem nossas garotas”, em tradução livre).

    No dia seguinte, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu uma ação em relação às jogadoras.

    A Austrália deveria “conceder asilo” às mulheres, escreveu Trump na plataforma Truth Social. “Os EUA as receberão se vocês não o fizerem”, acrescentou.

    Cerca de uma hora depois, Trump publicou novamente dizendo que havia falado com o primeiro-ministro australiano, e que “cinco já foram resolvidas, e as demais estão a caminho”.

    A publicação de Trump também pareceu sugerir que algumas integrantes da equipe temiam pela segurança de suas famílias no Irã e, por isso, sentiam que precisavam “voltar”.

    “De qualquer forma, o primeiro-ministro está fazendo um trabalho muito bom ao lidar com essa situação bastante delicada. Que Deus abençoe a Austrália!”, disse Trump.

    O governo Trump suspendeu todas as decisões sobre asilo no fim do ano passado e deixou de emitir vistos de imigração para cidadãos de dezenas de países, incluindo o Irã. Segundo o governo Trump, a medida busca pôr “fim a abusos” do sistema.

    No ano passado, dois grupos de iranianos, incluindo pessoas cujos pedidos de asilo haviam sido negados, foram deportados dos EUA de volta ao Irã. Segundo relatos, os grupos incluíam integrantes da comunidade LGBT, que enfrentam severas consequências legais e sociais no Irã.

    ‘Elas não podem falar livremente’

    Torcedores iranianos nas arquibancadas acenam bandeiras verdes, brancas e vermelhas

    Crédito, Getty

    Legenda da foto, Torcedores iranianos acenam bandeiras não oficiais durante a partida entre Irã e Filipinas

    Mais cedo, Craig Foster, ex-capitão da seleção masculina de futebol da Austrália e proeminente defensor dos direitos humanos, disse que os ativistas têm “preocupações muito razoáveis e sérias com a segurança delas [jogadoras]”.

    “Quando qualquer equipe participa de um torneio regulado pela Fifa [Federação Internacional de Futebol], seja da Confederação Asiática de Futebol ou de qualquer outra confederação, deve ter o direito à segurança e ao apoio externo para expressar quaisquer preocupações que tenha sobre sua segurança agora ou no futuro”, disse Foster à BBC.

    Na segunda partida contra a Austrália e novamente no jogo final de domingo (8/3) contra as Filipinas, a equipe iraniana cantou e saudou durante o hino nacional, levando críticos a acreditar que teriam sido obrigadas a participar por autoridades do governo que as acompanhavam como parte da delegação.

    Deniz Toupchi, que viajou para apoiar a equipe em sua partida final, disse sobre a decisão inicial de permanecer em silêncio: “Não esperávamos isso, para ser sincera, porque sabemos que é [algo] realmente muito grande de se fazer.”

    Ela acrescentou: “Estamos apenas orgulhosos delas.”

    Toupchi foi uma das centenas de integrantes da comunidade iraniana na Austrália presentes nas arquibancadas no domingo. Durante o hino, que eles não reconhecem, vaiaram e fizeram provocações.

    No meio do primeiro tempo, muitos também ergueram a bandeira com o símbolo de um leão e do Sol, que foi a bandeira oficial do Estado antes da Revolução Islâmica no Irã em 1979.

    Essas bandeiras haviam sido levadas clandestinamente para dentro do estádio desafiando avisos do lado de fora que informavam que apenas a atual bandeira oficial do Irã poderia ser exibida.

    Mas, embora os torcedores apoiassem as jogadoras com entusiasmo, houve muito pouca interação entre eles e a equipe durante a partida.

    Em uma exceção específica, uma jogadora que recebia atendimento médico à beira do campo mandou um beijo para as arquibancadas, recebendo uma grande ovação.

    E, enquanto a equipe das Filipinas se alinhou para agradecer aos seus torcedores ao final da partida, as iranianas deixaram o campo prontamente.

    “Elas não podem falar livremente porque estão sob ameaça”, disse Naz Safavi, que assistiu às três partidas disputadas pela equipe. “Nós estamos aqui para mostrar que as apoiamos totalmente.”

    Uma jovem segura um buquê de rosas e uma bandeira iraniana verde, branca e vermelha com o sol e o leão

    Crédito, Foto cedida

    Legenda da foto, Melika Jahanian diz que espera que a equipe iraniana permaneça na Austrália

    Com a crescente preocupação sobre o tratamento que as jogadoras podem enfrentar quando voltarem para casa, surgiu um movimento para apoiá-las caso desejassem pedir asilo na Austrália.

    “Algumas podem ter preocupações, outras podem não ter, mas o que sabemos é que a maioria delas tem famílias em seu país de origem, algumas têm filhos no Irã, e mesmo que recebam o direito de permanecer na Austrália, se se sentirem inseguras, muitas podem não aceitar essa oportunidade”, disse Foster, da seleção masculina de futebol da Austrália, que desempenhou um papel central ao ajudar a seleção feminina do Afeganistão a fugir do Talebã em 2021.

    “O mais importante é que essa oferta seja feita”, disse Foster.

    Na coletiva de imprensa após a partida de domingo, Jafari, técnica da equipe iraniana disse: “Estamos ansiosas para voltar [para o Irã]. Pessoalmente, gostaria de retornar ao meu país o mais rápido possível e estar com meus compatriotas e minha família.”

    “O governo australiano deveria exercer um [papel] de liderança moral aqui”, disse Zaki Haidari, defensor dos direitos dos refugiados na Anistia Internacional Austrália.

    “Este também é um momento muito crítico enquanto celebramos o Dia Internacional da Mulher [8/3] e falamos sobre liberdade, igualdade, perseguição de gênero e igualdade de gênero.”

    Esse sentimento também foi compartilhado pelos torcedores no estádio na noite de domingo.

    “Estamos às encorajando, esperando que fiquem aqui, mas ao mesmo tempo sabemos que a vida das famílias delas está em perigo”, disse Melika Jahanian.

    “Qualquer decisão que tomarem será terrível, por isso elas precisam do apoio do governo australiano.”



    Notícia publicada originalmente por BBC Brasil
    em nome do autor .

    Acesse a matéria completa

    Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter LinkedIn Email Pinterest
    AnteriorAgentes de saúde e endemias recebem reajuste salarial em São Cristóvão
    Próximo O presidente Lula desiste de ir à posse de José Antonio Kast no Chile; Flávio Bolsonaro confirma presença na cerimônia.

    Notícias Relacionadas

    Guerra no Irã: o que aconteceu no 10º dia de conflito

    10 de março de 2026

    Como os conservantes na sua comida afetam as bactérias do intestino

    9 de março de 2026

    Como momentos íntimos foram parar em milhares de vídeos na internet

    9 de março de 2026

    Alimentação: o que você deve comer em cada fase da vida

    9 de março de 2026

    Quem é Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã?

    8 de março de 2026

    Guerra do Irã: como conflito coloca em xeque as ambições da China

    8 de março de 2026
    Mais lidas

    Astronautas presos no espaço: o que 9 meses sem gravidade fazem ao corpo humano

    Gaza: por que ‘Conselho da Paz’ de Trump, para o qual Lula foi convidado, é tão polêmico

    Inteligência artificial: o ‘álbum novo’ de cantora folk que nem ela conhecia – criado com AI

    Indústria de Pernambuco cresce 6,5% e puxa alta do Nordeste

    O papa Leão 14 rompeu com o governo Trump?

    Demo

    O Jornal Digital do Nordeste Brasileiro.
    Compromisso com a Realidade dos Fatos.

    Conecte-se conosco:

    Instagram YouTube
    Notícias em Alta

    Carlos Miguel diz como lidou com passado corintiano no Palmeiras e crava Flamengo como time que mais gosta de vencer: ‘É disparado o nosso maior rival’

    10 de março de 2026

    Conheça um pouco mais do CRB, rival do Sousa na Copa do Brasil

    10 de março de 2026

    CPI recorre ao STF para obrigar Vorcaro a depor

    10 de março de 2026
    Newsletter

    Inscrevas-se para atualiações

    Fique por dentro das últimas notícias e tendências em tempo real.

    Instagram YouTube
    • Quem Somos
    • Fale Conosco
    • Política de Privacidade
    • AVISO LEGAL
    © 2026 Nordeste Informa Portal de Notícias | Todos os Direitos Reservados.

    Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.