O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), reagiu nesta segunda-feira (9/2) às críticas envolvendo a superlotação registrada em blocos do pré-Carnaval na capital paulista durante o último fim de semana. Questionado sobre as reclamações de foliões e moradores, o chefe do Executivo municipal afastou qualquer responsabilidade direta da Prefeitura pelo grande volume de pessoas nas ruas e atribuiu o público elevado ao poder de mobilização das atrações musicais.

Em conversa com a coluna do jornalista Igor Gadelha, Nunes foi enfático ao afirmar que a presença massiva de foliões não pode ser interpretada como falha da gestão municipal. Segundo ele, a cidade se preparou para receber o evento com planejamento prévio, reforço na segurança e estrutura adequada para minimizar riscos. “Eu vou ter culpa de ter ido um número grande de pessoas? A Prefeitura mostrou toda a infraestrutura junto com a Polícia Militar e, por isso, não tivemos casos graves”, declarou.

Na avaliação do prefeito, o público expressivo foi consequência direta da escolha dos artistas que comandaram os trios elétricos e blocos mais disputados. “A quantidade de pessoas foi por conta dos artistas, Ivete (Sangalo) e Calvin (Harris)”, afirmou, ao destacar que nomes de grande projeção nacional e internacional naturalmente atraem multidões e ampliam o alcance do evento.

Durante o sábado (7/2) e o domingo (8/2), vídeos e relatos nas redes sociais mostraram ruas tomadas por foliões, dificuldade de circulação e momentos de tumulto em alguns pontos da cidade. As cenas reacenderam o debate sobre limites de público, controle de acesso e impactos do Carnaval de rua em áreas residenciais. Apesar disso, a Prefeitura sustentou que não houve registros de ocorrências graves que comprometesse a segurança dos participantes.

Para Ricardo Nunes, o balanço geral do pré-Carnaval é positivo. Ele reiterou que o conjunto de ações adotadas incluindo organização dos trajetos, presença da Guarda Civil Metropolitana, apoio da Polícia Militar e equipes de saúde de prontidão  foi determinante para o bom andamento da festa. “Todo o nosso planejamento e a infraestrutura garantiram que, mesmo com uma grande quantidade de pessoas, não tivéssemos casos graves. Foi um sucesso”, reforçou.

A gestão municipal também tem defendido o Carnaval de rua como um importante motor cultural e econômico para a cidade, capaz de movimentar setores como turismo, comércio e serviços. Ainda assim, as críticas sobre superlotação e conforto dos foliões devem voltar à pauta nos próximos dias, especialmente com a aproximação do Carnaval oficial, quando a expectativa é de um público ainda maior nas ruas da capital paulista.



Notícia publicada originalmente por Luciana
em nome do autor LUCIANA NOVAIS.

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